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Unico demite quase 4,4% do setor de vendas, entenda o porquê

IDTech e unicórnio cortou 4,4% de sua força de trabalho e trouxe o ex-Google Bruno Fonseca para a sua equipe

Unico demite quase 4,4% do setor de vendas, entenda o porquê

Diego Martins, fundador e CEO da unico (Foto: Divulgação unico)

, conteúdo exclusivo

5 min

25 out 2022

Atualizado: 3 jan 2023

Demorou um pouco, mas a unico também fez a sua leva de demissões em 2022. Alegando uma reorganização de seu setor de vendas e clientes, a companhia fez um ajuste no seu quadro de colaboradores. Em comunicado divulgado com exclusividade ao Startups, a idtech anunciou que cerca de 4,4% de sua força de trabalho foi dispensada.

Os cortes, que numa conta básica representam cerca de 50 funcionários no quadro de mais de mil pessoas, foram explicadas pela unico como parte de um processo inciado no 1º semestre para consolidar a governança da empresa e dar maior eficiência e clareza aos times.

Conforme explicou a scale up em nota enviada ao Startups, os primeiros movimentos foram em Engenharia e Produto, que desde abril estão sob a liderança do ex-Google Nelson Mattos, seguidos de reorganização e priorização na estrutura de Pessoas, liderada por Urian Inhauser.

“Ao reestruturar a área de Vendas e Clientes, além de fortalecer as estruturas de relacionamento com Clientes e de Operações, parte do time foi reduzido, ajustando-se à realidade atual da demanda”, afirmou a unico no comunicado.

A companhia ressaltou que as pessoas dispensadas manterão benefícios como plano de saúde, seguro de vida e auxílio para recolocação no mercado por meio de uma consultoria especializada contratada pela idtech.


Dança das Cadeiras

Ao mesmo tempo em que reduz sua equipe de vendas, a unico também está contratando na área de tecnologia. Ao longo do últimos 4 meses, foram 50 pessoas adicionadas ao time, incluindo nomes experientes como Nelson Mattos, Davi Reis e Diego Nogueira. O reforço mais recente é Bruno Maciel Fonseca, que fez seu nome no Google e atuou recentemente como vice-presidente de engenharia da Loggi. Ele assume como Chief Architect, posição que será responsável por liderar os times técnicos de Engenharia.

Fonseca se reportará a Nelson Mattos, Chief Technology Officer da companhia desde abril. Mattos, que além do Google trabalhou na IBM, era conselheiro da unico há 5 anos e passou a acumular também a função executiva da saída de Fernanda Weiden para a VTEX.

De acorod com a unico, há mais de 100 vagas abertas na área de tecnologia, que representariam um acréscimo de 30% à equipe atual. “Estamos continuamente direcionando nossos investimentos e esforços para sermos a maior big tech brasileira, focando em tecnologia, segurança e privacidade. Nossos talentos e investimento contínuo em tecnologia proprietária são nossas apostas para estarmos sempre um passo à frente do mercado em segurança e proteção da privacidade dos usuários”, afirma Diego Martins, CEO da unico, em comunicado.

Quero ser Big Tech

A reorganização – uma explicação comum que muitas startups empregaram este ano para minimizar os danos de seus passaralhos – da unico acontece no momento em que a maré não anda para peixe para as compahhias de tecnologia de maior porte, e também coincide com o movimento que ela vem colocando em prática nos últimos 2 anos: o de ser tornar uma Big Tech de origem brasileira.

O movimento começou a ganhar forma com a criação do cargo de vice-presidente de engenharia, quando Fernanda Weiden deixou o posto de advisor para se tornar executiva da companhia. Na época, a unico ainda se chamava Acesso Digital. A própria mudança de marca feita em dezembro/20 aconteceu sob um contexto de mostrar a ampliação de horizontes da companhia. após o aporte de R$ 580 milhões feito pelo SoftBank e pela General Atlantic 3 meses antes. Em abril a idtech se capitalizou novamente, com uma série D de US$ 100 milhões liderada pelo Goldman Sachs.

Desde o ano passado, a unico vem executando uma tese bem típica das Big Techs: comprar outras empresas. Foram 4 operações até agora. Três em 2021 – CredDefense, SkillHub e ViaNuvem, e, neste ano, seu maior negócio, a MakroSystems, empresa brasileira que desenvolve tecnologias de segurança para operações financeiras no mundo digital, comprada por R$ 150 milhões.

A unico fechou 2021 com uma receita recorrente anual (ARR) de R$ 420 milhões, 180% a mais que no ano anterior. Em entrevista ao Startups na época da aquisição da MakroSystems, Diego Martins, fundador e CEO da unico, disse que as projeções de crescimento para o ano de 2022 estavam sendo atingidas apesar de todo o cenário conturbado do mercado.

(Por Leandro Miguel Souza, publicado originalmente em Startups.com.br)


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