Em 2026, a Novo Nordisk planeja lançar no mercado americano uma versão oral da semaglutida — o princípio ativo do Ozempic
Novo Nordisk prepara o Ozempic em pílulas via oral.
, redator(a) da StartSe
3 min
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14 jan 2026
•
Atualizado: 14 jan 2026
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A era das canetinhas pode estar com os dias contados. Em 2026, a Novo Nordisk planeja lançar no mercado americano uma versão oral da semaglutida — o princípio ativo do Ozempic — que promete transformar radicalmente a forma como o mundo trata obesidade e diabetes.
A promessa é ambiciosa: perder em média 16,6% do peso corporal em 64 semanas com uma pílula diária, mantendo um perfil de segurança similar ao do medicamento injetável.
O ingrediente-chave, a semaglutida, já é responsável pelo fenômeno global dos medicamentos que controlam apetite e ajudam na perda de peso — mas até agora exigia aplicação semanal por injeção. A tecnologia por trás da fórmula oral usa um intensificador de absorção chamado SNAC, capaz de atravessar a barreira do estômago e entregar o composto diretamente na corrente sanguínea, ainda que com baixa taxa de absorção.
O impacto vai além da saúde: ao trocar o modelo de preço premium por volume, a Novo Nordisk pretende reduzir o custo mensal do tratamento de US$ 1.349 para cerca de US$ 350, abrindo espaço para uma adoção muito maior em mercados emergentes.
Essa mudança não mexe apenas com receitas médicas — ela reescreve as regras da indústria farmacêutica, estimulando concorrentes como a Eli Lilly a acelerarem seus próprios projetos de pílula, como o orforglipron, e a aposta em compostos ainda mais potentes como a retatrutida.
Ao mesmo tempo, a transição para fórmulas orais pode desencadear transformações no mercado estético, na saúde pública e na economia do cuidado: clínicas estéticas já registraram aumento de receita após a popularização dos tratamentos com semaglutida, e a entrada de genéricos deve ampliar ainda mais esse movimento.
Em 2026, emagrecer com comprimidos pode deixar de ser exceção e se tornar regra.
E isso vai mexer com gigantes da medicina, seguros de saúde e até com quem nunca pisou perto de uma clínica. É a ambidestria dos negócios ditando os novos capítulos da saúde e da economia.
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Bruno Lois
redator(a) da Startse
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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