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Seul, na Coreia, testa plataforma no metaverso e começa pela prefeitura

A cidade já está colocando os planos em prática e pretende, até 2026, estar entre os cinco maiores mercados do metaverso do mundo

Seul, na Coreia, testa plataforma no metaverso e começa pela prefeitura

, Jornalista

6 min

2 jun 2022

Atualizado: 13 dez 2022

Por Camila Petry Feiler

A cidade de Seul, na Coreia do Sul, está plantando sementes para o chamado “Metaverse Seoul”, incluindo todas as áreas da administração municipal. O primeiro passo foi criar uma prefeitura dentro de um metaverso como um projeto piloto, onde os usuários podem visitar o saguão da prefeitura e o escritório do prefeito da cidade usando seus avatares. 

Em novembro de 2021, Seul revelou seu plano para fornecer serviços baseados em metaversos em todos os setores administrativos até 2026. O universo digital vai receber as reinvindicações cívicas e vai fornecer experiências de turismo virtual, como festivais virtuais de lanternas tradicionais para turistas estrangeiros. Cerca de 3,9 bilhões de won (US$ 3 milhões) serão injetados.

Seul já é uma das cidades mais conectadas do mundo, com mais de 95% de seus dez milhões de habitantes já conectados a serviços 4G ou 5G. Além disso, a prefeitura oferece uma extensa rede de Wi-Fi gratuito com mais de 100.00 pontos de acesso. 

A BUSCA POR CIDADES CADA VEZ MAIS INTELIGENTES

Os governos municipais estão usando tecnologia digital e dados em tempo real para otimizar as operações da cidade como parte do movimento das smart cities. O metaverso pode ser sua próxima evolução. Embora os detalhes de como o metaverso funcionará ainda sejam nebulosos, mesmo para as empresas que estão tentando construí-lo, é um próximo passo natural para Seul.

O esforço combina gêmeos digitais , realidade virtual (VR) e colaboração para melhorar os serviços da cidade, bem como planejamento, administração e suporte ao turismo virtual. 

O gêmeo digital promoverá suas próprias versões metaverso das principais atrações turísticas de Seul, como Gwanghwamun Plaza , Palácio Deoksugung e Mercado Namdaemun , que serão introduzidos através da “Zona Turística Virtual”. Recursos históricos perdidos, como Donuimun Gate, serão recriados no espaço virtual, e esses destinos e atrações populares também serão abertos para não residentes no metaverso.

A cidade sul-coreana também planeja usar inteligência artificial para monitorar seus esgotos e centros de resíduos de água. Um chatbot de IA funciona como um concierge público, respondendo a perguntas e reclamações públicas relacionadas a tudo, desde violações de estacionamento a protocolos de covid-19. No início deste ano, Seul lançou planos para uma rede pública de internet das coisas - uma série de sensores e estações base em toda a cidade que coletam dados sobre coisas como tráfego, segurança pública e métricas ambientais e os alimentam em uma plataforma de operações central gerenciada por trabalhadores da cidade.

POR QUE IMPORTA

Homem com óculos VR (foto: Minh Pham/Unsplash)

Reconhecendo o potencial do metaverso para criar empregos e promover um senso de comunidade virtualmente, a plataforma funcionará como uma cidade virtual onde, até 2023, o governo local espera que os moradores de Seul participem de reuniões como avatares na prefeitura virtual ou apresentem queixas durante todo o processo, eliminando a necessidade de ir pessoalmente. 

O metaverso, no entanto, é comumente associado a criptoativos, como NFTs. A questão é que atualmente, a Coreia do Sul proíbe o uso de quaisquer NFTs ou emissão de tokens em seus jogos. Será que isso representa uma ameaça aos ambiciosos planos de metaverso?

A busca de Seul é de furar a bolha – afinal, o futuro do metaverso está sendo construído quase inteiramente por empresas. A Microsoft e a Meta, por exemplo, estão na corrida por seus lugares no universo digital. A Coreia do Sul está entre os únicos governos que tentam recriar a cidade virtual, um caminho para repensar as instituições, burocracias e inclusão dos cidadãos e da cidade no debate da tecnologia. 

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Imagem de perfil do redator

Jornalista focada em empreendedorismo, inovação e tecnologia. É formada em Jornalismo pela PUC-PR e pós-graduada em Antropologia Cultural pela mesma instituição. Tem passagem pela redação da Gazeta do Povo e atuou em projetos de inovação e educação com clientes como Itaú, Totvs e Sebrae.

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