Bruno Lewicki assume como head de Políticas Públicas da OpenAI para a América Latina
Bruno Lewicki, o brasileiro na OpenAI
, redator(a) da StartSe
6 min
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3 fev 2026
•
Atualizado: 3 fev 2026
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A OpenAI, a empresa por trás do ChatGPT e uma das mais influentes na economia global da IA, nomeou Bruno Lewicki como Head de Políticas Públicas para a América Latina, fortalecendo sua presença institucional em uma das regiões mais dinâmicas do planeta em termos de adoção de tecnologia.
A contratação de Lewicki não é apenas um nome novo nos corredores de uma grande empresa de tecnologia — ela representa um movimento estrutural de aproximação entre um dos mercados mais relevantes para a OpenAI e a estratégia global de IA, especialmente em um momento em que debates sobre regulação, privacidade, segurança e uso ético da tecnologia ganham força no mundo inteiro.
Bruno Lewicki tem mais de 25 anos de experiência em políticas públicas, direito e tecnologia. Doutor pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, ele passou mais de uma década como diretor global de Políticas Públicas no Airbnb, onde liderou relações com governos, debates regulatórios e estratégias de engajamento em diversos países.
Antes disso, Lewicki acumulou experiência no setor público e privado no Brasil, incluindo atuação como assessor na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, além de trabalhos em escritórios de advocacia e instituições acadêmicas. Essa combinação de trajetória jurídica, política e estratégica o torna um nome raro no cenário latino-americano — alguém capaz de dialogar tanto com governos quanto com gigantes da tecnologia.
A nomeação de Lewicki acompanha um movimento maior da OpenAI no Brasil: a empresa já inaugurou um escritório em São Paulo, considerado o primeiro da OpenAI em toda a América Latina, e vem ampliando sua equipe local com líderes em marketing e comunidade para a região.
O Brasil é hoje um dos maiores mercados de usuários do ChatGPT no mundo, com dezenas de milhões de pessoas interagindo com a tecnologia em português e contribuindo com padrões de uso únicos que enriquecem os modelos. Essas condições transformam o país de simples receptor de inovação em ator estratégico na agenda internacional de IA.
Esse reposicionamento não é apenas comercial: ele coloca a América Latina no centro das discussões sobre diretrizes de uso responsável da IA, inclusão digital, impacto social e regulação equilibrada — temas que estão mudando rapidamente as políticas públicas ao redor do mundo.
Para conselheiros, CEOs e líderes que operam em organizações impactadas por transformação digital, a contratação de Lewicki simboliza algo maior:
A maturidade do mercado latino-americano de IA como campo estratégico e não apenas como fronteira de adoção.
A necessidade de lideranças capazes de transitar entre tecnologia, direito e políticas públicas — áreas que cada vez mais se cruzam no centro das decisões corporativas.
A importância de compreender não apenas o “como” da tecnologia, mas o “quem, onde e com qual impacto” ela interage com o tecido social e regulatório.
Isso reforça que, no mundo conectado de 2026, decisões tecnológicas não são estritamente operacionais — elas são políticas, sociais e, acima de tudo, estratégicas.
Para liderar nesse ambiente complexo — onde tecnologia, estratégia e governança colidem — altos executivos precisam pensar além do operacional. O Executive Program da StartSe prepara líderes justamente para dominar essa interseção de decisões e impactar o futuro do seu negócio e do ecossistema onde ele opera.
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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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