Sou Aluno
Formações
Imersões Internacionais
Global MBAs
Eventos
AI Tools
Artigos
Sobre Nós
Para Empresas
Consultoria
Gestão de Pessoas

Quanto custa a contratação errada de uma liderança?

O prejuízo de uma escolha equivocada na liderança vai muito além do salário e da rescisão

Quanto custa a contratação errada de uma liderança?

O custo real de uma contratação errada em posição de liderança e como reduzir esse risco.

Redação StartSe

, Redator

7 min

12 ago 2026

Atualizado: 12 ago 2026

newsletter

Start Seu dia:
A Newsletter do AGORA!

Quando uma liderança contratada não performa como esperado, a primeira conta que vem à cabeça é financeira: salário, bônus, benefícios, indenização. Mas esse é apenas o custo mais visível de um problema que costuma ser muito mais caro do que parece no papel.

O que a contratação errada de uma liderança realmente custa

O verdadeiro custo de uma escolha equivocada em posição de liderança aparece em lugares muito mais difíceis de mensurar: na reputação da empresa, na confiança do mercado, no engajamento das equipes e nas decisões estratégicas que deixam de ser tomadas enquanto a liderança erra o rumo. Um ponto importante, com frequência esquecido, é que o insucesso nem sempre nasce do processo seletivo em si, muitas vezes o problema está nas próprias circunstâncias que envolvem a chegada dessa pessoa à função, sem clareza do que realmente se esperava dela desde o início.

Estimativas de mercado ajudam a colocar número nesse problema. Segundo reportagem da Hunt Scanlon, baseada em relatório da Avant Executive Search & Talent Advisory, uma contratação de liderança malsucedida pode custar de 10 a 15 vezes o salário anual dessa pessoa, ao considerar desligamento, perda de produtividade e impacto no moral da equipe. 

Esse número reforça que contratar errado em nível estratégico não é erro administrativo, é decisão com potencial de comprometer valor de negócio em escala ampla.

Por que o problema raramente é competência técnica

O dado mais contraintuitivo desse tipo de fracasso é o que realmente explica a maioria dos casos. Levantamento da LeadershipIQ mostra que 46% dos executivos recém-contratados fracassam em até 18 meses, frequentemente por desalinhamento interpessoal ou cultural, e não por falta de capacidade técnica. Isso desmonta uma das ideias mais persistentes do mercado, a de que competência formal e bom currículo, isoladamente, protegem contra fracasso de liderança.

Esse tipo de erro costuma surgir quando a empresa supervaloriza credencial e passagem por marca conhecida, e subestima adaptabilidade, comunicação e alinhamento cultural na hora de decidir quem assume a posição. Uma liderança tecnicamente brilhante, mas que não se conecta com a cultura e as pessoas que já estão na organização, tende a falhar de forma silenciosa, gerando desgaste antes de qualquer resultado ruim aparecer em indicador formal.

O custo que se acumula silenciosamente antes de aparecer no resultado

O prejuízo real não está apenas na pessoa que não performa como esperado, está também no valor que a organização deixa de capturar enquanto tenta fazer aquela escolha funcionar. Toda contratação inadequada consome tempo duas vezes: primeiro no esforço investido na aposta equivocada, depois no esforço de desfazer essa aposta e recomeçar o processo do zero.

Esse custo se agrava justamente porque posições de liderança raramente podem ficar vagas por muito tempo, o que leva empresas a negligenciar critério de seleção em nome de velocidade, criando exatamente o tipo de decisão apressada que aumenta a chance de repetir o mesmo erro. Cada semana adicional nesse ciclo de contratação malfeita, recolocação e reinício não aparece isolada no balanço, mas se acumula até se tornar visível em queda de resultado, perda de talento na equipe ou atraso em decisão estratégica que dependia daquela liderança para acontecer.

Como reduzir o risco antes de qualquer processo seletivo começar

Evitar esse tipo de custo depende de cuidado anterior ao início do recrutamento, não de mais rigor durante as entrevistas. Ter clareza do que a empresa espera dessa liderança, quais comportamentos e resultados são inegociáveis, o que a organização está disposta a tolerar e qual é a razão concreta para essa contratação acontecer agora são perguntas que precisam de resposta antes de qualquer currículo ser avaliado.

Desenvolver esse tipo de critério, e também preparar quem já está na cadeira de liderança para não repetir o padrão que levou à saída do antecessor, é exatamente o tipo de repertório prático que o Executive Program, da StartSe, ajuda a desenvolver entre quem decide esse tipo de contratação e entre quem assume essas posições.

A pergunta que fica para qualquer conselho ou C-level não é mais quanto custa substituir uma liderança que não performou. É se a próxima contratação vai repetir o mesmo padrão de decisão apressada que gerou o problema atual.

Gostou deste conteúdo? Deixa que a gente te avisa quando surgirem assuntos relacionados!

Imagem de fundo do produto: Convergência Summit | StartSe

Assuntos relacionados

Imagem de perfil do redator

Leia o próximo artigo

newsletter

Start Seu dia:
A Newsletter do AGORA!