A nova série sobre a disputa bilionária envolvendo Anita Harley reacende um alerta estratégico: riqueza se constrói com gestão. Legado se preserva com governança.
Anita Harley e uma sucessão que foi parar nos tribunais
, redator(a) da StartSe
5 min
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27 fev 2026
•
Atualizado: 27 fev 2026
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A disputa judicial envolvendo Anita Harley, maior acionista individual das Pernambucanas, voltou ao centro do debate com a nova série documental que revisita o caso.
Desde 2016, quando Anita entrou em coma, uma batalha jurídica envolvendo curatela, união estável, herança e legitimidade familiar passou a orbitar um patrimônio estimado em mais de R$ 1 bilhão.
O que acontece com um império empresarial quando a sucessão não está blindada por uma governança sólida?
Empresas familiares representam cerca de 90% das empresas no Brasil, segundo dados do IBGE. Mas poucas possuem conselhos estruturados, protocolos familiares claros ou planejamento sucessório formal.
Quando o fundador ou principal acionista deixa de exercer sua função — seja por falecimento, incapacidade ou conflito — a empresa entra em zona cinzenta.
E zona cinzenta em empresas bilionárias vira disputa pública.
O caso Pernambucanas não é isolado.
Casos semelhantes se repetem em escala internacional.
A família Murdaugh, nos EUA, tornou-se centro de um escândalo envolvendo poder jurídico, crimes e colapso reputacional — explorado na série Murdaugh Murders (Netflix).
O caso de Anna Sorokin, retratado em Inventing Anna, mostra como credibilidade e narrativa podem sustentar estruturas frágeis por tempo demais.
A disputa pela herança do império da mídia de Sumner Redstone (CBS/Viacom) também envolveu batalhas judiciais sobre capacidade mental e controle societário — com impacto direto no mercado.
Em todos esses casos, o ponto comum não foi apenas riqueza.
Foi governança fragilizada.
Muitos fundadores concentram decisões estratégicas por décadas.
Centralizam visão.
Centralizam poder.
Centralizam confiança.
Enquanto tudo funciona, o modelo parece eficiente.
O problema surge quando a continuidade depende de acordos que nunca foram formalmente estruturados.
Sem:
…a empresa fica vulnerável à disputa emocional transformada em disputa jurídica.
E disputa jurídica vira risco operacional.
Crises sucessórias não impactam apenas a família.
Impactam na confiança de fornecedores, na estabilidade de executivos, no relacionamento com investidores, no valor de mercado e reputação pública.
Crises assim paralisam decisões estratégicas.
Em ambientes de transformação digital acelerada, ficar parado por conflitos internos pode ser fatal.
Se o principal acionista da sua empresa ficar impossibilitado amanhã:
Quem decide?
Com base em qual estrutura?
Sob qual critério?
Com qual legitimidade?
Se a resposta não for clara em 60 segundos, há um risco estrutural.
Governança não é burocracia.
É blindagem de continuidade.
Se você é empresário, acionista, CEO ou membro de conselho e entende que sucessão, governança e continuidade são temas estratégicos, o momento de discutir isso é antes da crise.
O Board Program da StartSe prepara conselheiros e líderes para atuar com visão estratégica em temas como sucessão, estrutura societária, governança e transformação empresarial.
Porque o papel do conselho não é reagir ao conflito. É impedir que ele aconteça.
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Bruno Lois
redator(a) da Startse
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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