A Inteligência Artificial deixou de ser curiosidade no Brasil. Virou ferramenta de aprendizado, produtividade e resolução de problemas reais.
Julgamento sobre monopólio do Google começa nesta segunda
, redator(a) da StartSe
5 min
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19 jan 2026
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Atualizado: 19 jan 2026
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É isso que mostra a nova edição do estudo “Our Life with AI”, do Google em parceria com a Ipsos.
O dado que resume tudo: 79% dos brasileiros já usam IA para aprender algo novo. Não para se divertir, mas para evoluir.
O Brasil não está testando IA. Está incorporando.
Do hype à utilidade prática
A pesquisa ouviu 21 mil pessoas em 21 países e revela uma virada clara de comportamento. Em 2023, o uso de IA no Brasil era majoritariamente experimental. Em 2025, o cenário mudou de patamar.
Hoje, 71% dos adultos conectados no país já utilizaram chatbots de IA, um salto de 25 pontos percentuais em dois anos e bem acima da média global, de 62%.
Mas o dado mais relevante não é o crescimento. É a mudança de intenção.
O entretenimento perdeu protagonismo. O aprendizado assumiu o topo. Pela primeira vez, “aprender algo novo” lidera os motivos de uso da IA, superando diversão, curiosidade e experimentação.
Logo atrás vêm:
A IA deixou de ser passatempo. Virou ferramenta cognitiva.
Educação sente o impacto primeiro
É no aprendizado que o benefício fica mais evidente. 82% dos brasileiros acreditam que estudantes serão beneficiados pela IA, e o mesmo percentual de quem já usa a tecnologia para estudar afirma que ela melhorou sua forma de aprender.
A mensagem é clara: a IA está ampliando acesso, velocidade e personalização do conhecimento — algo que o sistema educacional tradicional nunca conseguiu fazer em escala.
Produtividade além do escritório
O impacto não para na escola ou na universidade. Três em cada quatro usuários brasileiros já usam IA no trabalho, seja para escrever, analisar, planejar ou resolver problemas complexos.
E a tecnologia já cruzou a porta de casa. 56% utilizam IA para organizar a rotina, planejar compras, refeições, viagens e tarefas do dia a dia.
A IA está deixando de ser “ferramenta de escritório” para se tornar infraestrutura da vida moderna.
Otimismo pragmático — não ingênuo
O brasileiro não vê a IA apenas como tendência tecnológica, mas como vetor de desenvolvimento. 62% acreditam que o país está se movendo para capturar os benefícios econômicos da tecnologia.
Há também uma expectativa clara de cooperação: a maioria espera ver governos e empresas trabalhando juntos para aplicar IA em serviços públicos (71%) e segurança digital (69%).
Segundo Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, o uso massivo da IA para aprendizado mostra que o país enxerga a tecnologia como ferramenta de geração de oportunidades — e não apenas de automação.
O sinal que importa
O Brasil está entrando na era da IA de forma prática, cotidiana e orientada a resultado.
Não é sobre futuro distante. É sobre presente operacional.
Quem aprende mais rápido, trabalha melhor e resolve problemas com IA já está construindo vantagem competitiva.
O resto ainda está discutindo se a tecnologia veio para ficar.
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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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