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Você gasta horas consumindo notícias de IA — mas quanto disso vira decisão? Este método muda o jogo

Como construir um Radar de Sinais com Claude Skills — sem escrever uma linha de código

Você gasta horas consumindo notícias de IA — mas quanto disso vira decisão? Este método muda o jogo

Oficina do AI Festival 2026

Victor Hugo Bin

, redator(a) da StartSe

13 min

13 mai 2026

Atualizado: 13 mai 2026

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Radar de Sinais: o sistema com IA que separa ruído de oportunidade — sem programar

Executivos gastam em média 3,6 horas por dia procurando a informação certa — e boa parte desse tempo é pura coleta, não análise. Em um mercado com mais de 15 mil ferramentas de IA disputando atenção, a pergunta que poucos fazem é: quanto do que você consome de fato vira decisão? Tiago Perri, sócio e consultor de IA na StartSe, apresentou no AI Festival 2026 um método prático para resolver exatamente esse gargalo: um Radar de Sinais construído com Claude Skills e Vibe Coding, capaz de automatizar a coleta, classificar a relevância e entregar sínteses prontas para tomada de decisão — tudo sem escrever uma única linha de código.

(Dados de sobrecarga informacional: Coveo, 2024; Microsoft Work Trend Index, 2025)

Por que isso importa

O problema não é falta de informação — é excesso sem filtro. Pesquisas recentes mostram que 80% dos profissionais já enfrentam sobrecarga informacional, e 28% dos executivos C-level consideram isso um risco crítico para performance organizacional. A humanidade cria mais de 403 milhões de terabytes de dados por dia, e mais de 90% de todos os dados do mundo foram gerados nos últimos dois anos. Para quem precisa tomar decisões rápidas sobre onde investir, qual tecnologia adotar e que tendência monitorar, o custo de não ter um sistema é enorme: decisões atrasadas, oportunidades perdidas e um tempo absurdo gasto em coleta manual que nunca vira inteligência acionável.

(Fontes: OpenText Survey via Big Data Wire; Wedia, 2025; ZipDo Education Reports, 2026)

O que aconteceu na oficina

A oficina, exclusiva para participantes do AI Festival com credenciais Interactive e Platinum, foi conduzida por Tiago Perri — formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela UTFPR, reconhecido como LinkedIn Top Voice e um dos responsáveis por programas como IA para Negócios, Multiagentes, AI Journey, AI for Leaders e IA para Todos dentro da StartSe. Não é alguém que fala de IA no abstrato. Perri vive o problema que apresentou: ele precisa fazer curadoria diária de conteúdos para giros de notícias em WhatsApp, newsletters e quadros como o AI Report do AI Journey.

O ponto central da apresentação foi direto: o processo manual de coletar informações em diversas fontes — TechCrunch, Exame, CNN, StartSe, newsletters — consumia mais tempo do que o de análise e teste de ferramentas. Nas palavras do facilitador, o recado foi claro: profissionais gastam mais tempo lendo sobre IA do que usando IA.

O ponto que muda a lógica

A proposta de Perri inverte uma premissa que a maioria dos executivos carrega: a de que é preciso saber programar para criar automações sofisticadas. A frase que sintetizou a oficina: "Você não vai aprender a programar. Vai aprender a descrever o comportamento. O código é consequência da descrição."

Essa é a lógica das Claude Skills — habilidades personalizadas dentro do Claude (Anthropic) que funcionam como funções com propósito único. Cada skill recebe um input, processa e devolve um output. Mas o diferencial é que ela não é programada — é descrita em linguagem natural. Na prática: qualquer processo repetitivo que alguém consiga descrever com clareza pode virar uma skill. E uma skill conectada a outras skills cria um sistema automatizado de ponta a ponta.

Como funciona o Radar de Sinais

O sistema demonstrado na oficina opera com três skills encadeadas:

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Skill de Coleta: busca sinais em fontes pré-definidas (portais, newsletters, relatórios de mercado), filtra conteúdo opinativo e prioriza dados e fontes jornalísticas confiáveis.

Skill de Síntese: recebe os sinais coletados e classifica cada um em três níveis: sinal alto (atenção ou decisão imediata), sinal médio (relevante, mas monitorável) e sinal baixo (informativo, sem urgência).

Skill Orquestrador: ativa a coleta, passa para a síntese e gera o produto final — que pode ser uma apresentação, um briefing executivo ou qualquer formato definido pelo usuário.

Perri demonstrou ao vivo o uso do Skill Creator — uma skill nativa do Claude que cria outras skills — e mostrou como subir as instruções em formato Markdown na barra lateral do Claude, via Customize. O processo: criar a habilidade, fazer upload das instruções e, a partir daí, basta digitar "/" no chat do Claude para ativar o radar.

As 3 perguntas antes de criar qualquer skill

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A oficina trouxe um framework simples que qualquer profissional pode aplicar imediatamente. Antes de criar uma skill, três perguntas precisam ser respondidas:

1. Quem é essa skill? Definir papel, contexto e nível de especialização. Quanto mais específico, melhor o resultado. Exemplo ruim: "Você será uma skill para coleta de notícias." Exemplo bom: "Analista de inteligência de mercado, especializado no contexto brasileiro, com foco em líderes executivos que precisam de informação para tomar decisões."

2. O que essa skill precisa entregar? Concreto e específico, sem margem para interpretação. Exemplo ruim: "Busque notícias sobre tema X." Exemplo bom: "Busque 5 sinais publicados nos últimos 30 dias sobre o tema {X}. Para cada sinal, priorize fontes jornalísticas e relatórios de mercado. Ignore conteúdo opinativo e sem dados."

3. Em que formato a skill deve entregar? Sem formato definido, o output fica imprevisível. Exemplo bom: "Responda apenas com array JSON válido, sem markdown, sem texto antes ou depois, seguindo exatamente essa estrutura A, B, C."

Sinais e impactos: o que está por trás disso

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A oficina não falou apenas de produtividade pessoal. Perri mapeou sinais que estão redesenhando indústrias inteiras e que passam despercebidos pela maioria dos executivos:

Cognição compartilhada: humanos e IAs aprendendo juntos e criando um novo tipo de inteligência conjunta — o que muda a forma como equipes operam e decisões são tomadas.

Robôs humanoides: a Figure AI anunciou plano de produzir 100 mil robôs humanoides até 2028. No CES 2026, robôs humanoides já estão sendo vendidos a partir de US$ 2,8 mil, com a China dominando a corrida.

Mobilidade autônoma: a Waymo captou US$ 16 bilhões para expandir globalmente a operação de veículos autônomos — um sinal claro de que o setor saiu da fase de experimento.

Impacto de mercado da Anthropic: os recentes lançamentos da empresa por trás do Claude derrubaram US$ 285 bilhões em valor de mercado de empresas de tecnologia e finanças. O recado é que movimentos de uma única empresa de IA já têm peso sistêmico.

Para quem não tem um sistema de monitoramento, esses sinais se perdem no meio de centenas de outras notícias. E quando o sinal fica óbvio para todo mundo, a janela de vantagem já fechou.

O ecossistema que potencializa as skills

Perri destacou que o Claude não opera isolado. Através de conectores, é possível integrar Google, Figma, Drive, Canva, Slack, HubSpot e Notion diretamente às skills — o que significa que o radar pode coletar de fontes externas e entregar o resultado direto no canal onde o executivo já trabalha.

Outra camada mencionada: repositórios e catálogos de skills já existem (como MCP Market e Lobehub), o que acelera o processo para quem quer começar sem criar tudo do zero. E com o Claude Cowork — ferramenta que unifica o Claude ao computador do usuário —, as skills passam a executar tarefas de ponta a ponta fora do chat, diretamente nos arquivos, pastas e aplicativos do dia a dia.

Para quem não estava lá: 5 ações práticas para começar agora

1. Faça a conta do seu tempo. Na próxima semana, meça: quantas horas você gasta coletando informações versus analisando e decidindo? Se a coleta domina, o problema está claro.

2. Escolha 3 fontes e 1 tema. Não tente monitorar tudo. Defina o tema mais crítico para o seu negócio agora e selecione três fontes confiáveis. Comece pequeno.

3. Crie sua primeira skill no Claude. Vá em Customize na barra lateral, clique em "+ Criar Habilidade" e suba um arquivo Markdown com as instruções. Use as 3 perguntas do framework acima como guia.

4. Classifique antes de consumir. Adote a lógica de sinal alto/médio/baixo. Antes de ler qualquer conteúdo, pergunte: isso exige decisão imediata, monitoramento ou é apenas informativo?

5. Explore os catálogos. Visite MCP Market (mcpmarket.com) e Lobehub (lobehub.com/skills) para encontrar skills prontas que podem acelerar seu setup.

Para ficar de olho

A oficina terminou com uma frase que resume a tese central: "A IA já opera nos bastidores, silenciosa e essencial. O futuro começa quando a tornamos visível e parte da estratégia." O que Perri apresentou não é um truque de produtividade — é uma mudança de postura. Em vez de ser consumidor passivo de informação, o executivo passa a ser projetista do próprio sistema de inteligência.

E o timing importa. A corrida por IA está criando um volume de sinais que vai continuar aumentando. Quem monta o radar agora terá uma vantagem cumulativa: cada semana de uso refina o sistema, melhora os filtros e torna as decisões mais rápidas. Quem espera, acumula atraso.


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A StartSe preparou uma live gratuita que ensina o passo a passo para construir o seu sistema de monitoramento de Radar de Sinais para Altos Executivos e Negócios. Não é teoria — é demonstração prática ao vivo.

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