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Nubank anos EUA: o “roxinho” obteve liberação para operar no maior mercado financeiro do mundo

A fintech brasileira conquista aprovação regulatória para se transformar em banco nos Estados Unidos, um movimento que pode redesenhar sua trajetória global.

Nubank anos EUA: o “roxinho” obteve liberação para operar no maior mercado financeiro do mundo

Crédito: Nubank

, redator(a) da StartSe

4 min

30 jan 2026

Atualizado: 30 jan 2026

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O Nubank deu um passo que poucos imaginavam tão cedo: recebeu um aval condicional do órgão regulador bancário dos Estados Unidos (Office of the Comptroller of the Currency – OCC) para constituir um banco nacional no país — o chamado Nubank, N.A..

Essa autorização não é oficialização final, mas coloca a fintech em uma posição estratégica inédita: entrar no mercado financeiro norte-americano sob uma licença federal completa, com capacidade para oferecer contas de depósito, empréstimos, cartões de crédito e até custódia de ativos digitais dentro da estrutura legal dos EUA.

Do Brasil para Wall Street: por que isso importa

O Nubank já é um gigante latino-americano, com mais de 110 milhões de clientes e atuação consolidada no Brasil, México e outros países da região. Mas operar como banco nos EUA é outra dimensão de relevância:

Validação internacional de modelo de negócios — operar sob supervisão federal americana é sinal de maturidade para investidores globais.

Escopo de produtos ampliado — sem essa licença, a fintech estava limitada a produtos financeiros mais básicos.

Competição direta com os maiores bancos do mundo — agora lado a lado com JPMorgan, Bank of America, Citi e outros.

O desafio regulatório e de execução

Apesar do entusiasmo, o caminho ainda não está concluído: a autorização pelo OCC é condicional e depende de etapas adicionais antes de o Nubank começar a operar de fato como um banco americano. Isso inclui comprovações de governança, capital e conformidade com normas que são, por padrão, bem mais rígidas do que no Brasil.

O que isso sinaliza para gestores e líderes

A ousadia do Nubank revela algo maior: modelos digitais podem cruzar fronteiras e se tornar universais, mas precisam ganhar legitimidade regulatória para isso. A aprovação nos EUA não só abre portas comerciais, como também funciona como um selo de confiança para parcerias, captação de capital e expansão.

Para líderes que pensam internacionalização, o caso mostra que sucesso local é apenas o primeiro passo — a “globalização regulatória” é o verdadeiro desafio.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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