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'Chip cerebral', de Elon Musk, deve ser testado em humanos em seis meses

Neuralink está desenvolvendo interfaces de chip cerebral. Entenda a tecnologia!

'Chip cerebral', de Elon Musk, deve ser testado em humanos em seis meses

Elon Musk (Foto: Pool / Equipe via Getty Images)

, jornalista

5 min

30 jul 2021

Atualizado: 1 dez 2022

Recentemente, Elon Musk disse que o “chip cerebral”, desenvolvido por sua empresa Neuralink, seria testado em humanos em seis meses. Polêmica, a tecnologia tem o objetivo de fazer com que pacientes com deficiência, por exemplo, se movam e se comuniquem. Entenda a história:

CHIP CEREBRAL EM HUMANOS?

Imagine um microchip implantado no crânio capaz de conectar o cérebro dos seres humanos com as máquinas, como: celulares, computadores e tablets. Não é a descrição de um filme de ficção científica, e sim a aposta da Neuralink, startup de Elon Musk (saiba mais abaixo). Parece futurista demais? Talvez. Mas atraiu a atenção de investidores. A empresa recebeu o aporte Serie C de US$ 205 milhões liderado pelo Vy Capital, com participação do Google Ventures, DFJ Growth, Valor Equity Partners, Craft Ventures, Founders Fund, e Gigafund. 

O objetivo? Colocar o chip no mercado e acelerar pesquisas e desenvolvimentos de novos produtos. “Quanto mais cedo o fizermos, mais rapidamente poderemos ajudar pessoas que precisam de ajuda e que poderiam se beneficiar com um implante da Neuralink”, diz a empresa em post no Twitter. No entanto, a startup não deixou claro a partir de quando o dispositivo estaria disponível.

Também participaram da rodada Robert Nelson (co-fundador da ARCH Venture Partners), Blake Byers (Byers Capital), Sam Altman (Chairman do YC Group e CEO da OpenAI), Fred Ehrsam (co-fundador da Paradigm e Coinbase) e Ken Howery (co-fundador do PayPal e Founders Fund).

O aporte acontece dois anos depois da empresa levantar US$ 51 milhões. Até agora, o investimento total na companhia foi de US$ 363 milhões, de acordo com o Crunchbase.


O QUE FAZ A NEURALINK?

A Neuralink foi fundada em 2016 com a aposta de desenvolver, a princípio, dois itens: um microchip implantado no crânio em que será possível controlar dispositivos tecnológicos (celulares, computadores e tablets) apenas com a mente. O segundo, trata-se de um robô que faria a implementação do chip no cérebro da pessoa.

Você deve estar se questionando: para quê? E a Neuralink responde: para ajudar pessoas com cegueira, dificuldade de audição e paralisia motora. “A missão da empresa é desenvolver interfaces cérebro-máquina que tratem várias doenças relacionadas ao cérebro, com o objetivo final de criar uma interface de cérebro capaz de conectar mais intimamente a inteligência biológica e a artificial”, diz a startup em comunicado.

Por enquanto, a tecnologia não foi testada em seres humanos. No ano passado, uma demonstração do dispositivo foi feita com um porco chamado Gertrude.

POR QUE IMPORTA?

As ambições de Elon Musk são sempre disruptivas. E não seria diferente com a Neuralink. Isso porque, ele está olhando para um mercado — apesar de polêmico — pouco explorado, o das interfaces cérebro-computador. Vale destacar, no entanto, que a tecnologia não foi inventada pela startup. Ela existe desde 2006. O papel da companhia tem sido desenvolver inovações com fios mais finos e flexíveis cobertos por eletrodos capazes de captar a atividade cerebral. 

Agora, com o aporte, a empresa deve correr para testar em humanos. Afinal, a Synchron, empresa de biologia, recebeu a aprovação da Food and Drug Administration (FDA), agência federal americana responsável pela saúde pública, para testar o seu implante cerebral em voluntários humanos. O que a coloca na frente da empresa de Musk, visto que ainda não fez esse feito.

As empresas e carreiras com maior destaque do mercado, estão olhando para novas tecnologias com prioridade. Afinal, cada tecnologia que você não domina, é uma vantagem competitiva importante que você perde. Se você quiser sair da teoria e ir para a prática e usar essas tecnologias emergentes a favor da sua carreira ou negócio... AQUI ESTÁ A FORMA MAIS RÁPIDA E EFICIENTE DE COMEÇAR.


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Jornalista especializada em carreira, empreendedorismo e inovação. Formada em jornalismo pela FMU e pós-graduada em marketing pelo Senac, atua na área de negócios há quatro anos. Passou por veículos como Pequenas Empresas e Grandes Negócios e Época NEGÓCIOS.

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