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Sérgio Rial, ex-CEO Americanas: "ser líder não é ser corajoso, mas ser responsável e ético"

Depois de 9 dias no comando da Americanas, Sergio Rial descobriu um rombo de R$ 20 bilhões na empresa. Aqui, a trajetória da empresa nos últimos meses, confira

Sérgio Rial, ex-CEO Americanas: "ser líder não é ser corajoso, mas ser responsável e ético"

Sergio Rial - homem careca, vestido de terno, com óculos transparente se apresentando (Fonte: Getty Images)

, Jornalista

8 min

12 jan 2023

Atualizado: 19 jan 2023

CEO das Americanas, Sergio Rial, renuncia após descobrir rombo de R$20 bilhões. Em nota, empresa diz que foram encontradas "inconsistências contábeis" ligadas à conta de fornecedores. O anúncio, claro, gerou muito barulho no mercado, incluindo queda de ações, e assusta, principalmente, por conta do histórico recente de investimentos, lucro e sucesso da empresa. 

Em nota postada no LinkedIn, o ex-CEO explica que diz que a situação da empresa veio à tona após conversas com "executivos remanescentes" e rejeitou "teorias distintas". Para ele, os nove dias em que esteve à frente da operação foram “lições profundas de governança, autenticidade e coerência.”

No texto, ele justifica sua saída como necessária para que a empresa se reestruture da melhor forma possível, já que foi contratado para comandar as Americanas em um cenário completamente distinto. Além disso, deixa uma reflexão: ser líder não é ser corajoso, mas ser responsável e ético; não é ser herói ou heroína, mas ter a resiliência para defender a verdade e fazer o que é certo."

Mas qual é o histórico recente da Americanas? 

Em maio de 2022, a gente lia sobre o crescimento de 22% das Americanas em comparação ao período anterior, segundo a Ecommerce Brasil. A plataforma se destacava pela omnicanalidade, já que as pessoas voltavam ao varejo físico, enquanto muitos seguiam a tendência da pandemia de compras online.

À época, ela era uma das cinco marcas mais influentes do Brasil, segundo pesquisa divulgada em abril pelo Ipsos (Instituto de Pesquisa de Mercado e Opinião Pública) — era a primeira marca brasileira no ranking.

Inovação e startups estavam no radar da Americanas

A AME, fintech da Americanas S.A., também se destacou no primeiro trimestre, não só por bons resultados, mas também pelo movimento de inovação que trouxe ao grupo. Por isso, a empresa anunciou em abril a estruturação da vertical de corporate venture capital (CVC), querendo focar em startups que tivessem conexão com as estratégias do negócio.

Ela também lançou sua primeira loja no metaverso, dando mais um passo na transformação digital e se diferenciando da concorrência. 

Americanas se destaca em transparência e em ESG no início de 2022


Voltando um pouco, em janeiro de 2022, um dos fatos surpreendentes é que a Americanas S.A. entrou no The Sustainability Yearbook, anuário que reúne empresas que se destacam em critérios como transparência de informações, ética e conduta, compromissos ambientais e de impacto social. Além disso, foi listada no ranking das companhias abertas com as melhores notas no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da bolsa brasileira, a B3.

E como foi o segundo semestre de 2022 para a Americanas?

Em junho, foram divulgadas cerca de 400 demissões no país ao longo dos dois meses anteriores, segundo o layoffsbrasil.com.

Consultada pela Reuters, a Americanas afirmou em nota que “como uma das maiores empregadoras do país e com mais de 43 mil colaboradores em todas as regiões, ajustes de quadro e adequação de perfis profissionais garantem eficiência e a estratégia de longo prazo em seus negócios”.

Junto a isso, em agosto, a companhia informou um prejuízo líquido de R$ 98 milhões no segundo trimestre de 2022. E ainda em agosto, no dia 22, a empresa anunciou que Sergio Rial (ex-presidente do Santander) iria substituir Miguel Gutierrez como CEO da empresa, a partir de 1º de janeiro de 2023.

Fachada Lojas Americanas (Foto: Divulgação Lojas Americanas)

A notícia animou o mercado. A XP Investimentos comentou, em relatório, que Rial possui um “histórico de gestão focado em controle de custos e será uma liderança motivadora e inspiracional, características que serão chave para suportar a transformação em curso da Americanas, além de trazer mudanças estruturais no processo de transformação cultural da companhia.”

Agora o susto: Americanas encontra rombo contábil de R$ 20 bilhões e CEO renuncia

Conforme revelado em comunicado pela companhia na noite de quarta-feira (11/01), a nova diretoria da varejista descobriu inconsistências contábeis de R$ 20 bilhões na empresa. O valor passou despercebido pela contabilidade da companhia e pela auditoria, realizada pela PwC.

O rombo já gerou movimentações: Sergio Rial e André Covre, que havia assumido no início de 2023 como presidente e diretor financeiro, respectivamente, renunciaram aos cargos. Quem assumiu foi João Guerra, executivo de dentro da companhia responsável pelas áreas de tecnologia e recursos humanos, e não envolvido anteriormente na gestão contábil ou financeira.

Nesta quinta (12/01), Sergio disse que os R$ 20 bilhões negativos “são a melhor estimativa” perante as informações encontradas nos nove dias da sua gestão. Além disso, destacou que não há dúvidas de que a companhia precisará ser capitalizada.

Em conferência, organizada pelo BTG Pactual e transmitida online para número limitado de participantes, o ex-CEO contou ainda que percebeu problemas no reporte de itens da conta “Fornecedor” no balanço da Americanas e que muitos pagamentos aos fornecedores, quando eram financiados por bancos, não eram vistos como dívidas nas planilhas.

Por que importa?

O que será do futuro da companhia que está no mercado brasileiro há 94 anos e que hoje, até o momento, tem suas ações (AMER3) com queda de mais de 80% na bolsa, só os próximos passos, decisões institucionais e uma possível - e necessária - capitalização dirá.

Fato é que empresas da Nova Economia, empresários, gestores e CEOs precisam estar conectados a frameworks mais ágeis de gestão para identificar erros graves como esse e tomar as decisões necessárias. Antes que o custo do erro cause prejuízo ao futuro da companhia.

Leitura recomendada

A StartSe traz em 2023 um novo programa para altos executivos, líderes de empresas e decisores. Com uma grade e conteúdo completamente reformulado, o Executive Program dá ao empresário o repertório que ele precisa para elevar sua assertividade de agora em diante. Decidir com mais segurança diante de um cenário de transformação e incerteza. E proporcionar acesso aos decisores mais relevantes do mercado brasileiro, que serão os mentores durante o programa. 

São três dias presenciais, na StartSe University, em um grupo muito exclusivo de no máximo 40 executivos, previamente selecionados criteriosamente.

Se você entende que tem esse perfil e quer elevar o seu nível como Executivo, aplique para as vagas que ainda restam nas próximas turmas.


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Imagem de perfil do redator

Jornalista focada em empreendedorismo, inovação e tecnologia. É formada em Jornalismo pela PUC-PR e pós-graduada em Antropologia Cultural pela mesma instituição. Tem passagem pela redação da Gazeta do Povo e atuou em projetos de inovação e educação com clientes como Itaú, Totvs e Sebrae.

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