Liderança não é mais uma posição, é uma ação.
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4 min
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7 jan 2026
•
Atualizado: 7 jan 2026
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Liderança não é uma posição, é uma ação.
Durante muito tempo, ser líder era um símbolo de status e aspiração. Ser promovido significava ter vencido. Havia disputa, havia admiração. O futuro era ser “o chefe”. Só que esse tempo acabou.
Hoje, as pessoas não querem mais ocupar a cadeira do líder, querem distância dela.
Segundo uma pesquisa da DDI (Global Leadership Forecast 2023), apenas 11% dos profissionais aspiram a cargos de liderança executiva. O menor índice da última década. E não se trata de falta de ambição. Trata-se de desinteresse real por um modelo que virou sinônimo de sobrecarga, rigidez e baixa relevância.
Você pode até culpar as gerações Y ou Z, os “mimados”, os “inconstantes”, os “sensíveis demais”. Mas antes disso, se faça uma pergunta com honestidade brutal:
Você é um líder entediante?
Liderança hoje exige mais do que conhecimento técnico e experiência acumulada. Exige carisma narrativo, clareza simbólica e ação intencional. Não basta mais ter uma posição no organograma, é preciso sustentar uma presença viva, constante e inspiradora no dia a dia do time.
Liderar em 2014 era dar ordem, aprovar orçamento, fazer reunião e cobrar resultado.
Liderar em 2025 é manter sua equipe emocionalmente engajada enquanto o TikTok entrega a cada 15 segundos uma nova promessa de liberdade, riqueza ou propósito instantâneo.
Se você não conta a história, o algoritmo conta por você.
O líder de hoje precisa ser, acima de tudo, um designer de significado.
Alguém que, todos os dias, reforça o porquê da missão, traduz o sentido do que está sendo feito, transforma rotina em rito, tarefa em construção coletiva. É quem cultiva gestos de empatia, celebra as pequenas vitórias e oferece espaço real para o erro.
Se o líder não faz isso, perde o time.
E quando o time se desconecta, a empresa se fragmenta.
Vira cada um por si, em busca da próxima oportunidade que traga mais liberdade, visibilidade ou dopamina.
É por isso que tão pouca gente hoje quer ser líder.
Porque liderança virou sinônimo de cobrança sem influência, reunião sem escuta, responsabilidade sem poder de decisão.
Liderança não cultivada vira antiexemplo.
Gente brilhante sendo comandada por gente entediante.
E o resultado é a perda da referência. Ninguém quer ser como você.
A Harvard Business Review já alertava em 2020: "A maior crise de liderança das organizações modernas não é a falta de líderes, é a falta de liderança inspiradora."
Então, antes de lamentar a “fuga de talentos”, pergunte-se: quem está disposto a seguir você?
No fim das contas, a liderança de verdade não está no crachá, no bônus ou na cadeira. Está no impacto que você gera na narrativa da equipe todos os dias.
Make leaders great again. Faça sua parte.
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Experiente Diretor de Marketing, Inovação e Estratégia com um histórico comprovado em vários indústrias. Hábil em Gestão de Marketing, Planejamento de Mercado, Planejamento Estratégico, Customer Marketing, Inovação e Transformação Digital.
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