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Lucros estratosféricos dos bancos brasileiros: o que está por trás das fortunas de Itaú e Santander

O que líderes corporativos podem aprender com a dinâmica equação que rendeu os maiores lucros aos principais bancos privados brasileiros.

Lucros estratosféricos dos bancos brasileiros: o que está por trás das fortunas de Itaú e Santander

Itaú, Santander e resultados substanciais no último balanço.

, redator(a) da StartSe

6 min

5 fev 2026

Atualizado: 5 fev 2026

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O setor bancário brasileiro voltou a chamar atenção em 2024 e 2025 por resultados financeiros que parecem desafiar a lógica de desaceleração econômica global. Dois gigantes — Itaú Unibanco e Santander Brasil — registraram lucros extraordinários, cada um à sua maneira, refletindo estratégias robustas de negócio, gestão de risco e adaptação ao contexto macroeconômico local.

O Itaú Unibanco consolidou sua posição como o banco mais rentável do país ao alcançar lucro líquido recorrente de aproximadamente R$ 41,4 bilhões em 2024 — um recorde histórico para uma instituição financeira listada na Bolsa brasileira, com crescimento de cerca de 16% em relação ao ano anterior. O resultado refletiu a expansão consistente da carteira de crédito, o aumento de receitas de serviços e uma rigorosa gestão de inadimplência, que caiu para patamares muito baixos no período. Itaú também distribuiu grandes volumes em dividendos e recompra de ações, sinalizando confiança em sua estratégia de longo prazo.

Enquanto isso, o Santander Brasil também mostrou força operacional no mesmo período, registrando lucros sólidos e um papel cada vez mais relevante dentro do grupo global. Apesar de não atingir números tão vertiginosos quanto os do Itaú, o banco tem repetido fortes resultados trimestrais, com margem financeira robusta e retorno sobre o patrimônio líquido competitivo. Em 2025, o banco continuou a aproveitar a receita com crédito, cartões e serviços, fortalecendo sua operação local frente a um cenário desafiador.

Por que esses lucros são tão altos? Uma análise estratégica

1. Juros altos e margem financeira ampliada

Um fator macroeconômico central no desempenho dos bancos brasileiros tem sido o ambiente de juros elevados. A taxa Selic permanece alta em termos históricos no Brasil, remunerando de forma robusta as operações de crédito e os ativos que esses bancos carregam em carteira. Isso expande a margem financeira, ou seja, o ganho entre o que se paga por captação e o que se recebe por financiamentos e empréstimos, impactando diretamente o lucro líquido.

2. Crescimento seletivo de crédito

Itaú, em particular, mostrou crescimento nas carteiras de crédito para grandes empresas e também para pequenas e médias, com foco em segmentos que apresentam menor risco e maior retorno. Aliado a isso, a manutenção de baixa inadimplência permite que essas carteiras cresçam sem deteriorar a saúde financeira do banco.

3. Diversificação de receitas

Ambos os bancos ampliaram receitas para além do crédito tradicional. Tarifas, receitas de serviços bancários — como cartões, investimentos e gestão de recursos — e produtos financeiros estruturados contribuem para uma base de ganhos mais resiliente, diminuindo a dependência de uma única fonte de receita.

4. Eficiência operacional e controle de custos

Estratégias de digitalização, fechamento de agências tradicionais e maior eficiência em processos internos também ajudaram a reduzir custos operacionais, ampliando o retorno sobre o patrimônio dos bancos em um contexto competitivo.

O que isso ensina aos líderes e conselheiros

O desempenho extraordinário de Itaú e Santander Brasil não é um evento isolado, nem resultado de “sorte”. Ele nasce da combinação entre disciplina estratégica, gestão de risco rigorosa e capacidade de navegar macroambientes complexos — como juros elevados e incertezas de mercado.

Para líderes de empresas em qualquer setor, há três lições fundamentais:

Adapte modelos de negócio ao contexto econômico em vez de lutar contra ele: assim como bancos transformam ambientes de juros altos em vantagem competitiva, empresas devem ajustar estratégia quando o ambiente muda.

Diversifique fontes de receita com foco em valor sustentável: dependência excessiva de um único produto ou serviço é um risco — setores financeiros mostram que serviços e soluções integradas protegem margens em tempos de volatilidade.

Eficiência e governança não são custos, são alavancas de performance: otimizar operações, reduzir atritos internos e adotar tecnologia são diferenciais que impactam resultados.

Para quem está no Board Program da StartSe, esse tipo de análise estratégica estruturada é essencial: compreender não apenas o quê dos números, mas o porquê, e como essas dinâmicas impactam decisões de governança, risco e crescimento sustentável.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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