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Instagram não é mais uma rede social de fotos. E agora?

Mirando o TikTok, Adam Mosseri, head do Instagram, disse que a rede social será voltada para o entretenimento dos usuários e o foco será em vídeo. Vale a pena reformular o modelo de negócio?

Instagram não é mais uma rede social de fotos. E agora?

(Foto: Claudio Schwarz on Unsplash)

, jornalista

10 min

7 jul 2021

Atualizado: 19 mai 2023

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Por Sabrina Bezerra

O Instagram não será mais uma rede social de compartilhamento de fotos. O foco será em quatro áreas: criadores, vídeos, shopping e mensagens. O objetivo é concorrer de igual para igual com o TikTok e o YouTube no mercado de vídeos curtos e marcar presença no entretenimento. O anúncio foi feito por Adam Mosseri, head do Instagram, em suas redes sociais. “O vídeo está gerando grande crescimento online para todas as plataformas, e agora, acho que é uma área em que precisamos nos esforçar mais. […] Não somos mais um aplicativo de compartilhamento de fotos", disse Mosseri. As mudanças, segundo ele, devem acontecer nos próximos meses.

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A ESTRATÉGIA DO INSTAGRAM

O novo modelo de negócio da rede social — que ficou famosa pelo compartilhamento de imagens — mira o crescimento das plataformas de vídeos, em especial o TikTok. E não é à toa. Em 2020, o aplicativo chinês — que faz parte do conglomerado da ByteDance —, foi o app mais baixado ao redor do mundo, de acordo com um levantamento realizado pela AppAnnie, empresa de consultoria. E o que isso significa? Ganhos financeiros. A ByteDance atingiu no ano passado um de seus melhores resultados ao bater a receita de US$ 34,3 bilhões. Trata-se de um aumento de 111% e o lucro bruto de 93% em relação ao ano anterior, segundo dados revelados ao The Wall Street Journal.

Mas o campo de batalha não se restringe ao TikTok. O Kwai, aplicativo de compartilhamento de vídeos desenvolvido pela empresa chinesa Kaishou, também quer marcar forte presença mundial — e chegou a anunciar planos de aceleração de crescimento no Brasil. O YouTube lançou no ano passado o YouTube Shorts, seu rival do TikTok que permite gravação de vídeos de até 60 segundos. A novidade chegou ao Brasil há cerca de um mês. 

Com essa disputa acirrada para dominar o mercado de vídeos curtos, o Instagram — para não ficar para trás — fará essa série de mudanças estratégicas. E Mosseri deixou isso claro. “Sejamos honestos, existe competição realmente séria agora. O TikTok é imenso, o YouTube é ainda maior e existem muitas empresas começando, além delas."

Atualmente, o Instagram tem a ferramenta de vídeos curtos chamada Reels e, como primeiro passo para acirrar a concorrência, Mosseri disse que o aplicativo deve fazer uma série de testes e mostrar aos usuários vídeos na tela principal, incluindo contas que o usuário não segue. Trata-se de uma movimentação similar à existente hoje no TikTok.

Vale ressaltar também o foco da empresa no Instagram Shopping. A medida acontece em meio ao crescimento do comércio online — que foi acelerado pela pandemia de coronavírus. Apenas no Brasil, por exemplo, as vendas do e-commerce no país cresceram 44% em 2020, sendo o maior desempenho desde 2007, segundo dados da Webshoppers 43 Ebit|Nielsen & Bexs Banco. O número de perfis corporativos na rede social também impressiona: em 2019, a rede social contava com cerca de 25 milhões de perfis corporativos em todo o mundo. Com o foco nesse nicho, pode beneficiar os pequenos empreendedores e produtores. 

POR QUE IMPORTA?

A movimentação do Instagram é ousada. Afinal, mudar o foco principal da empresa é uma tarefa corajosa. Mas, segundo Piero Franceschi, sócio e CMO na StartSe, “por trás de qualquer tecnologia exponencial sempre existiu um ser humano corajoso, que tomou alguma decisão difícil para que essa tecnologia dominasse o mercado. […] Steve Jobs só salvou a Apple porque soube fazer escolhas difíceis, abrindo mão de uma gigante linha de produtos para ficar somente com produtos espetaculares. Reed Hastings só venceu com a Netflix porque soube fazer escolhas difíceis abrindo mão do seu business de DVDs antes que ele sucumbisse pela tecnologia do streaming”, disse Franceschi em post no LinkedIn.

E vale ressaltar que essa não é a primeira vez que o Instagram copia os concorrentes. Há uns anos, após uma tentativa frustrada de comprar o Snapchat — que, na época, fazia sucesso com os Stories (visualização de fotos e vídeos por um período curto de tempo) — lançou a sua própria versão de Stories. E deu certo. Em 2018, lançou o IGTV, ferramenta de vídeos mais longos para concorrer com o YouTube. É, ser o gigante da rede social requer decisões corajosas. Seguimos acompanhando se a reformulação do negócio será bem aceita pelos usuários… 

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Sabrina Bezerra é jornalista especializada em carreira e empreendedorismo. Tem experiência há mais de cinco anos em Nova Economia. Passou por veículos como Pequenas Empresas e Grandes Negócios e Época NEGÓCIOS.

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