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Por que os investidores estão de olho na Índia?

A Índia é o terceiro maior ecossistema de startups do mundo hoje, atrás apenas dos Estados Unidos e China; entenda

Por que os investidores estão de olho na Índia?

Foto: Getty Images

, jornalista da StartSe

5 min

17 mai 2022

Atualizado: 23 jan 2023

Por Tainá Freitas

Investidores e grandes empresas de tecnologia do mundo inteiro estão de olho na Índia. O país atingiu, recentemente, a meta de 100 unicórnios (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão). Juntos, eles são avaliados em cerca de US$ 333 bilhões, de acordo com relatório da Inc42.

A Índia possuía apenas um unicórnio há 11 anos. O crescimento deste número é um reflexo do que está acontecendo neste momento: a consolidação de um grande ecossistema de inovação – o terceiro maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e China.

VAREJO E FINANÇAS EM ALTA

Atualmente, varejo e finanças são os dois grandes destaques da Índia. No clube dos unicórnios, 23 pertencem ao setor de e-commerce e 21 ao de fintech.

Assim como na China, ali existe uma população numerosa, com fácil acesso à internet. A expectativa é que, até 2025, existam 900 milhões de pessoas conectadas na região; um aumento de 45% dos 622 milhões presentes até 2020, segundo o relatório Kantar ICUBE 2020. 

A digitalização de áreas rurais será uma das maiores contribuições para este número e faz parte do programa governamental “Digital India Initiative”, que busca trazer conexão à internet em todo o país.

DO FLIPKART À AMAZON

A maior varejista online da Índia começou após os fundadores deixarem o emprego na Amazon. O primeiro produto vendido por Sachin Bansal e Binny Bansal foi um livro – assim como na varejista de Jeff Bezos.

Na última rodada de investimentos, em 2021, a empresa foi avaliada em US$ 37,6 bilhões. A expectativa é que o Flipkart abra capital ainda este ano e busque um valor de mercado entre US$ 50 bilhões e US$ 70 bilhões.

Atualmente, o maior acionista do Flipkart é o Walmart. Não por acaso, desde 2020 a Amazon tem investido em startups e no varejo indiano em geral, como forma de ganhar um espaço cada vez maior neste mercado.

A INVESTIDA DA AMAZON

Recentemente, a Amazon anunciou que planeja exportar o equivalente a US$ 20 bilhões em produtos indianos até 2025. O plano inicial, anunciado em 2020, era de US$ 10 bilhões.

Já em abril do ano passado, a companhia deu um passo além e abriu o Amazon Smbhav Venture Fund: um fundo de investimento em startups indianas. A expectativa é de apostar US$ 250 milhões em empresas da região – algo que a empresa está fazendo cada vez mais…

Em 2021, a companhia liderou um investimento de US$ 10 milhões na fintech M1Xchange. Já em abril deste ano, ela adquiriu completamente a GlowRoad, uma varejista de social commerce. Na prática, a GlowRoad vende produtos com preço de atacado para os clientes e os ajuda a revendê-los através do WhatsApp e Facebook.

FINTECH: PAGAMENTOS COM WHATSAPP E MAIS

O setor de finanças tem caminhado lado a lado com o varejo online na Índia. O mercado indiano de fintechs foi avaliado em US$ 31 bilhões em 2021 e pode chegar em US$ 150 bilhões até 2025.

Devido a alta densidade de pagamentos online, o local foi escolhido pelo WhatsApp para realizar os primeiros testes de pagamentos pelo aplicativo. Assim como no Brasil, o app é o preferido de conversação no país.

Atualmente, o serviço de pagamentos do WhatsApp está disponível para 100 milhões de pessoas no local. Agora, o app está testando cashbacks. Na prática, os usuários receberão 14 centavos de dólar a cada vez que enviarem dinheiro para três diferentes pessoas através do aplicativo.

Além do uso do WhatsApp, outra semelhança com o ecossistema brasileiro é a presença de novos bancos digitais. Recentemente, o Open, que fornece serviços financeiros para pequenas e médias empresas, recebeu uma rodada de investimento de valor não divulgado e tornou-se o unicórnio indiano nº100.

Enquanto isso, a fintech Niyo, cujo foco são pessoas físicas, levantou US$ 100 milhões e atingiu o número de 4 milhões de clientes.

INVESTIDORES ATENTOS

O Softbank, um dos maiores apoiadores de startups do mundo (inclusive de unicórnios brasileiros), planeja investir entre US$ 5 bilhões a US$ 10 bilhões em empresas indianas neste ano. A afirmação veio após o fundo ter apostado US$ 3 bilhões no ano passado.

O Flipkart, a fintech Paytm, a rede de hotéis Oyo são algumas das empresas indianas que já receberam investimentos do grupo.

Já do outro lado do mundo, no Vale do Silício, é o fundo Andressen Horowitz que está interessado em apostar nas startups do local. De acordo com o TechCrunch, a expectativa é de apostar até US$ 500 milhões.

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Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero. Apresenta o podcast Agora em 10 na StartSe e também atua na área de Comunidades na empresa. É especialista em inovação, tecnologia e negócios.

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