Segundo CEO da IWG, dona da Regus e Spaces, a inteligência artificial tende a expandir oportunidades — mas exige uma força de trabalho diferente
Mark Dixon, CEO da IWG, fez esta declaração à Bloomberg Linea
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4 min
•
31 mar 2026
•
Atualizado: 31 mar 2026
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A inteligência artificial não vai acabar com o trabalho.
Vai redistribuir ele.
Essa é a leitura de Mark Dixon, CEO da IWG — empresa global por trás de marcas como Regus e Spaces — em análise publicada pela Bloomberg Línea. Para ele, o avanço da IA tende a gerar mais negócios do que desemprego.
Mas isso não significa estabilidade.
Significa mudança.
A narrativa mais comum sobre IA ainda gira em torno de substituição.
Mas a visão apresentada aponta para outro movimento:
novas tecnologias criam novas demandas.
Ao automatizar tarefas operacionais e repetitivas, a IA libera espaço para atividades de maior valor, abrindo oportunidades em áreas que ainda estão sendo formadas.
O problema é que esse novo mercado exige outro tipo de profissional.
Mesmo com novas oportunidades surgindo, existe um risco claro:
a velocidade de criação de novos trabalhos não é acompanhada pela velocidade de adaptação das pessoas.
Esse descompasso gera o que já começa a aparecer em vários mercados:
— vagas abertas sem profissionais qualificados
— profissionais disponíveis sem as habilidades necessárias
Não é falta de trabalho.
É falta de preparo.
Com a expansão da IA, algumas características ganham mais relevância:
— capacidade de aprender continuamente
— adaptação a novos contextos
— leitura crítica sobre tecnologia
— tomada de decisão em ambientes incertos
O trabalho deixa de ser execução pura e passa a exigir mais julgamento.
Esse cenário reposiciona o papel do RH.
Se antes a área organizava processos e acompanhava desempenho, agora precisa:
— antecipar quais habilidades serão necessárias
— preparar a força de trabalho para mudanças constantes
— conectar tecnologia com desenvolvimento humano
Sem isso, o risco é claro: a empresa até adota IA, mas não consegue extrair valor dela.
A inteligência artificial pode até gerar mais oportunidades.
Mas elas não são automáticas.
Elas pertencem a quem estiver preparado para ocupá-las.
Se o futuro do trabalho exige um RH mais estratégico, capaz de entender tecnologia, desenvolver pessoas e tomar decisões em um ambiente de transformação constante, isso não se constrói de forma improvisada.
O HR Power Up foi criado exatamente para esse momento: preparar profissionais de RH para liderar — e não reagir — às mudanças trazidas pela inteligência artificial.
Acesse o link e entenda como se posicionar antes que o mercado decida por você.
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Bruno Lois
, Editor
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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