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Housi – a curiosa história do camelo rosa

Antes de ser moda, a Housi já se considerava camelo. Entenda como a plataforma de moradia flexível quer reinventar o conceito de imóveis – enquanto dá lucro.

Housi – a curiosa história do camelo rosa

housi-a-curiosa-historia-do-camelo-rosa (Foto: GettyImages).

, Head de Conteúdo na Captable

8 min

20 jul 2022

Atualizado: 11 jan 2023

Por Victor Marques, da Captable Brasil.

Nascida em um tempo que lucro não era uma prioridade nos planos das startups, a Housi, plataforma 100% digital de moradia flexível, está em seu terceiro ano de operação e já dá lucro. Desde o final de 2021, a startup atingiu o break-even – equiparando receitas e despesas – e já começou 2022 contemplando as novas expectativas dos investidores.

Agora, a startup já apresenta um faturamento que deve superar os R$ 100 milhões, crescendo 350% ao ano. Segundo seu CEO, Alexandre Frankel, "a Housi entrega resultados positivos para os seus acionistas e inaugura uma nova fase. Chegou a hora de uma nova espécie de startup: o camelo rosa”.

A Housi se destaca em um segmento de startups, as proptechs, que sofreu em 2022 com o encolhimento dos investimentos em startups de estágio avançado e maior pressão por lucros. Na contramão de QuintoAndar, Loft e outras, a Housi evitou uma onda de demissões e questionamentos sobre seu valor de mercado, enquanto dobrou seu time e continua contratando.

SEMPRE CAMELO

O CEO considera que a plataforma está consolidada como uma startup camelo: apresentando crescimento sustentável, estabilidade, bom fluxo de caixa e estratégias claras para o longo prazo. Ou seja, a Housi busca crescer de maneira sustentável, rentável e consistente.

E os números não mentem: logo antes da pandemia, a startup estava presente em duas cidades, agora, ampliou a presença para mais de 120. São mais de 200 incorporadoras parceiras, com mais de 60 mil apartamentos que contam com o sistema operacional da Housi. O valor geral de vendas dessas 60 mil unidades habitacionais soma R$ 20 bilhões – o que faz da Housi, virtualmente, a maior incorporadora do Brasil.

Todo esse crescimento, é claro, ocorreu mesmo com Frankel não concordando – e não implementando – a prática de startups que crescem a qualquer custo, sem pensar em lucratividade. A estratégia também não agradou todo mundo: vários fundos de Venture Capital cobravam um crescimento mais agressivo, aumentar o custo de aquisição de cliente, gastar o que fosse necessário – ainda que se perdesse dinheiro. Ganhar escala e pensar em lucro a longo prazo.

DE GESTORA PARA SISTEMA OPERACIONAL

A Housi começou operando em um modelo tradicional, gerindo apartamentos de investidores que buscavam rentabilizar imóveis sem ter dores de cabeça. Durante a pandemia, no entanto, a Housi vislumbrou a possibilidade de crescer o seu potencial de transformação do setor de moradia, se associando com as melhores incorporadoras do país.

Para tanto, a startup pivotou de um modelo de gestão tradicional dos imóveis para criar um novo ecossistema, agregando valor em mais fases da moradia. O antigo core business, a gestão de imóveis para locação, se tornou apenas mais um serviço do AppSpace, como a Housi batizou seu sistema de serviços parceiros integrados em um só aplicativo.

O negócio central da proptech se tornou a entrega de serviços conectados – acessados por um só app, que, ao mesmo tempo que entrega aumento de rentabilidade e da velocidade das vendas para as incorporadoras, entrega praticidade aos moradores dos edifícios conectados.

Em resumo, a Housi se tornou o sistema operacional dos prédios: da mesma forma que o Android e o iOS transformaram os smartphones com seus sistemas operacionais, a Housi busca ser o cérebro por trás da operação de uma moradia inteligente. Com isso, mesmo que um prédio nasça analógico, pode contar com a solução da Housi para torná-lo moderno, atrativo e conectado.

A Housi permite instalar serviços no prédio: um mercado autônomo, lavanderia, abertura de porta, carro compartilhado, aluguel de utensílios domésticos… o limite é o que a Housi e seus parceiros do AppSpace oferecerem. Tudo isso, é claro, conectado em um só aplicativo de moradia.

Os parceiros vão de Magalu, que oferece o "Vai e Volta Magalu" – alugando eletrodomésticos como videogame, cafeteira, TV, climatizador e outros – até a Osten Go, um serviço de compartilhamento de carros de luxo. Outra parceira é a Localiza, que oferece seu serviço de carros por assinatura, o Localiza Meoo.

POR QUE IMPORTA?

A Housi é um exemplo de startup que continua crescendo e se adaptando ao mercado enquanto dá lucro. Uma comprovação de que o modelo de startup camelo pode sim fazer sentido, ao mesmo tempo que ganha holofotes pela importância de sua solução. 

E não é por crescer de forma sustentável que a Housi fica de fora das tendências de inovação ou não testa novos produtos: o mais recente, o "Housi Vendas" busca resolver a dor das incorporadoras em vender seus imóveis, com um time especializado, ajuda nas vendas, faz tokenização de imóveis e, também, foi responsável por realizar a primeira venda de imóvel 100% pelo metaverso no Brasil. 

Qual será a próxima aventura do camelo rosa em sua missão de reinventar a moradia?

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Victor Marques é Head de Conteúdo na Captable, maior hub de investimentos em startups do Brasil, que conecta seus mais de 7000 investidores a empreendedores com negócios inovadores. Escreve há mais de dois anos sobre inovação. Formado em Letras e Mestre em Linguística pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

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