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Com desespero dos unicórnios, early stage vira tendência

Depois das megarrodadas e nascimento frequente de novos unicórnios, o ciclo reinicia: agora as startups em estágio inicial representam oportunidade.

Com desespero dos unicórnios, early stage vira tendência

com-desespero-unicornios-early-stage-vira-tendencia (Foto: GettyImages).

, Head de Conteúdo na Captable

8 min

28 jun 2022

Atualizado: 11 jan 2023

Por Victor Marques, da CapTable Brasil.

Nem só de unicórnios vive o mundo das startups. Muito antes dos frequentes negócios avaliados em mais de US$ 1 bilhão, as startups passam por outros estágios em que precisam de investimento. No caso do early stage, as rodadas são menores, mas as chances de valorização são maiores – e, agora, fundos e investidores passam a olhar com atenção para essas startups.

Prova dessa mudança de paradigma é que as rodadas menores já representam mais de 93% de todos os aportes em startups no Brasil. E não são só os investidores-anjo e plataformas de investimento, como a CapTable, que estão operando no segmento: fundos globais, conhecidos por criar unicórnios, como o Tiger Global, também já começam a participar de rodadas desse estágio.

Exemplos dessas rodadas foram dados por algumas startups brasileiras que continuam atraindo a atenção de fundos. É o caso das empresas Zippi, fintech que desenvolve linhas de crédito para microempreendedores, que em junho conquistou um cheque de US$ 16 milhões com a Tiger Global, e Marvin, fintech de antecipação de recebíveis que recebeu US$ 15 milhões em maio deste ano.

Para quem observava o mercado de venture capital em 2021, quando os investimentos de mais de US$ 100 milhões eram frequentes, ver players tão relevantes aportando em rodadas com volume tão pequeno pode espantar. A realidade é que esses fundos continuam vendo a América Latina com otimismo, mas a busca agora é por empresas que ofereçam modelos de negócio sustentáveis, que gerem receita mesmo sem novas rodadas de investimento.

Segundo Luiz Ribeiro, líder da General Atlantic no Brasil – fundo que investiu na Gympass, QuintoAndar e outras –, "continuam tendo espaço as boas ideias, as soluções de tecnologia que possam solucionar as principais dores do mercado e da sociedade".

O EARLY STAGE VIROU PREFERÊNCIA

As rodadas de Marvin e Zippi não são exceções. Com fundos de peso também dando sua validação – e investimento – para startups em estágio mais inicial, a proporção de rodadas abaixo dos US$ 50 milhões também cresceu: 94% das rodadas ficaram abaixo desse patamar. O early stage já representava uma boa parte dos investimentos em startups nos últimos 5 anos, em torno de 70% a 82% das rodadas totais, mas, claramente, essa proporção está aumentando.

Com isso, empresas que estão distantes do almejado status de unicórnio vêm ganhando preferência aos olhos dos investidores mais atentos. A crise do venture capital que reverbera na imprensa acabou por se tornar um mar de oportunidade para startups menores. Apesar do cenário, desde que o foco esteja em propostas de tecnologia que realmente resolvam dores significativas, os investimentos devem continuar ocorrendo.

A festa do early stage também não deve acabar cedo: a preferência por rodadas menores em função da correção do mercado deve perdurar para além de 2023. Além dos cheques menores, os valuations mais conservadores também devem continuar sendo presença confirmada nas rodadas por algum tempo.

É por isso que os players que atuam no early stage devem continuar tendo bons resultados durante todo o caos na terra dos unicórnios – e até mesmo depois. O segredo? Encontrar startups que tenham desenvolvido modelos de negócio imunes a crises no curto prazo.

Outra chance de rentabilizar seus investimentos para aqueles que apostam em estágios mais iniciais é um aumento esperado das fusões e aquisições (M&A). Por conta dos valores de mercado inferiores, as empresas e startups estão de olho para adquirir negócios complementares. O Nubank, por exemplo, já deu declaração por meio do fundador e CEO David Vélez que a fintech aproveitaria o momento atual para consolidar sua posição no cenário de fintechs, com aquisições frequentes.

NOVAS MODALIDADES GANHAM NOVO FÔLEGO

Em meio à nova atenção recebida pelo segmento, especialistas nesse estágio de captação também devem aproveitar um período de maior movimentação em suas negociações. Um dos exemplos é a CapTable, maior plataforma de investimento em startups do Brasil, que já levantou mais de R$ 80 milhões, de mais de 6,5 mil investidores, e já sabe navegar nesse mercado.

Outro vento de popa para o segmento da CapTable e que deve favorecer também seus investidores será a nova instrução CVM 88, que entrará em vigor em julho e, além de ampliar limites e formas de divulgação permitida para suas formas de investimento, permitirá a intermediação de ofertas de compra e venda de ações de startups entre investidores. O chamado mercado subsequente irá, na prática, aumentar as possibilidades de liquidez daqueles investidores que investirem nas rodadas primárias da plataforma. 

Essa, inclusive, será mais uma oportunidade para um número maior de pessoas terem sua primeira experiência de retorno do seu investimento em startups. Até agora, duas startups do portfólio da CapTable tiveram uma saída (ou exit): com a aquisição do Alter pelo Méliuz e com a compra da Wuzu pela 2TM. Podendo intermediar negociações entre investidores, a CapTable irá proporcionar novas e mais imediatas oportunidades de oferecer sua participação para venda, tendo a oportunidade de lucrar antes.

POR QUE IMPORTA?

Para sair na frente e começar a operar transações no mercado subsequente, no entanto, é necessário já ter investido em pelo menos uma oferta primária da CapTable. Por isso, para ter a chance de ser sócio desses negócios com crescimento acelerado, conheça a CapTable, plataforma de investimento em startups da StartSe e confira as startups disponíveis para investimento. Para ficar sabendo em primeira mão de novas oportunidades, participe do grupo exclusivo do Telegram! Se você quer captar conosco, saiba mais e se inscreva no nosso processo de seleção.


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Imagem de perfil do redator

Victor Marques é Head de Conteúdo na Captable, maior hub de investimentos em startups do Brasil, que conecta seus mais de 7000 investidores a empreendedores com negócios inovadores. Escreve há mais de dois anos sobre inovação. Formado em Letras e Mestre em Linguística pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

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