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Etsy comprou o Elo7; saiba o que está por trás da negociação

O negócio reforça os planos de expansão da companhia; entenda.

Etsy comprou o Elo7; saiba o que está por trás da negociação

Carlos Curioni, CEO Elo7 (Foto: Divulgação Elo7)

, jornalista

6 min

29 jun 2021

Atualizado: 13 dez 2022

O Elo7, marketplace brasileiro de itens artesanais, foi comprado por US$ 217 milhões pela Etsy, gestora norte-americana de marketplaces. O valor será pago em dinheiro, mas sujeito a ajustes relativos ao capital de giro do Elo7. O objetivo da Etsy é expandir o negócio e marcar território também na América Latina. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (28/06).

"O Elo7 é a Etsy do Brasil, com um propósito e um modelo de negócios semelhantes aos nossos. […] Esta transação estabelecerá uma base para nós na América Latina, região de comércio eletrônico pouco aproveitada na qual a Etsy atualmente não tem uma carteira de clientes significativa. Estamos ansiosos para receber a talentosa equipe de liderança e os funcionários do Elo7 na família Etsy”, disse em nota Josh Silverman, CEO da Etsy. 

Após a finalização do contrato, o Elo7 continuará sediado em São Paulo e com a operação do marketplace independente, sendo administrado pela atual equipe de liderança da empresa.

Site Elo7 (foto: reprodução)

O QUE ESTÁ POR TRÁS DO NEGÓCIO

A Etsy já atuava no Brasil, mas sem uma presença significativa de mercado. Agora, com a compra, a empresa passa a ter uma forte presença no país. Isso porque o Elo7 é um dos dez maiores sites de e-commerce do Brasil, com 1,9 milhão de compradores ativos, 56 mil vendedores ativos e 8 milhões de itens à venda — a maioria feita sob encomenda.

O negócio reforça os planos de investimento em expansão da Etsy — que recentemente desembolsou US$ 1,6 bilhão — para adquirir o Depop, marketplace britânico de roupas usadas. “Estamos entusiasmados em anunciar esta compra do Elo7 após nosso anúncio recente da transação com a Depop, duas empresas fascinantes que atendem ao nível muito alto da Etsy para investimento de capital”, afirma em comunicado Rachel Glaser, diretora financeira da Etsy, Inc. 

No entanto, apesar de serem as mais recentes compras, não são as únicas. A gestora norte-americana de marketplaces fez, até o momento, sete outros negócios. Com isso, a empresa vai ganhando — por meio de aquisições — participação relativa no mercado de e-commerce.

Do lado do Elo7, Carlos Curioni, CEO do Elo7, conta que a Etsy sempre foi inspiração e referência. “Estamos entusiasmados para continuar nossa jornada de crescimento como parte da Etsy — uma empresa cuja missão e cultura são tão próximas das nossas. Estamos ansiosos para aproveitar o conhecimento em marketing e produtos da Etsy para ajudar o marketplace, a comunidade e a equipe do Elo7 a alcançar todo o nosso potencial no Brasil."

Carlos Curioni, CEO Elo7 (Foto: Divulgação Elo7)

POR QUE IMPORTA?

A movimentação da Etsy — avaliada em US$ 23,5 bilhões na Nasdaq — reforça o crescimento e o apetite de empresas em todo o mundo pelo mercado brasileiro de lojas online. Não é à toa: o Brasil é um dos maiores mercados de comércio eletrônico — mesmo em meio à pandemia de covid-19. Veja só: as vendas do e-commerce no país cresceram 44% em 2020, sendo o maior desempenho desde 2007, segundo dados da Webshoppers 43 Ebit|Nielsen & Bexs Banco.

O Mercado Livre, por exemplo, vai contratar 16 mil funcionários até o final do ano para marcar forte presença na América Latina. O que reforça o apetite das empresas pelo mercado de e-commerce da América Latina.

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Jornalista especializada em carreira, empreendedorismo e inovação. Formada em jornalismo pela FMU e pós-graduada em marketing pelo Senac, atua na área de negócios há quatro anos. Passou por veículos como Pequenas Empresas e Grandes Negócios e Época NEGÓCIOS.

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