Quando o líder precisa estar certo, o time para de tentar estar melhor. Ninguém discorda. Ninguém desafia. Ninguém propõe.
Ego: o calcanhar de Aquiles da liderança
, redator(a) da StartSe
4 min
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2 jan 2026
•
Atualizado: 2 jan 2026
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Ego não constrói império. Constrói ilha. O líder egocêntrico quer ser o mais inteligente da sala. E consegue — porque afasta todos os outros inteligentes.
Resultado? Um time de aprovadores, não de pensadores. Alta performance exige humildade para ouvir, corrigir e dividir crédito. Ego mata isso.
Quando o líder precisa estar certo, o time para de tentar estar melhor. Ninguém discorda. Ninguém desafia. Ninguém propõe. Porque aprenderam que o ego do chefe é mais importante que a verdade.
E aos poucos, a empresa vira um monólogo disfarçado de reunião. Times de alta performance morrem em silêncio — sufocados pela necessidade de validação do líder.
Ego transforma feedback em ataque pessoal. A equipe tenta avisar. "Esse caminho tem risco." "Talvez possamos revisar." Mas o líder ouve como ameaça, não como contribuição.
Então, o time para de falar. E quando param de falar, param de se importar. Ego é o assassino silencioso da cultura de melhoria contínua.
O líder com ego elevado sempre tem os piores blind spots. Ele não vê os erros. Não escuta os sinais. Está convencido de que sabe mais, vê mais, entende mais.
Enquanto isso, a equipe observa o desastre se aproximando — mas já desistiu de avisar. Porque o ego do chefe virou a parede mais alta da empresa.
Alta performance exige verdade. Ego exige elogio. Times de elite operam com franqueza brutal. Dizem o que precisa ser dito, não o que é confortável ouvir.
Mas quando o líder tem ego frágil, a verdade vira ameaça. E sem verdade, não há ajuste. Sem ajuste, não há crescimento. Sem crescimento, só sobrevivência.
Ego rouba o crédito. Liderança distribui. O time entrega, o líder posta no LinkedIn. A equipe resolve, o líder se promove.
Alta performance não nasce assim. Ela nasce quando quem lidera entende que seu papel é amplificar os outros, não eclipsá-los. Ego quer holofote. Liderança quer resultado.
Times de alta performance fogem de líderes inseguros. Os melhores profissionais não aguentam trabalhar para quem se sente ameaçado por competência alheia.
Eles querem crescer, não encolher para caber no ego do chefe. Então saem. E o que fica? Um time mediano liderado por alguém que acha que é excepcional.
Liderança madura é saber que você não é o protagonista. O time é. O resultado é. A missão é. O líder é apenas o arquiteto, não a estrela.
Mas ego não aceita isso. Ele quer ser insubstituível, admirado, temido. E nesse processo, destrói exatamente aquilo que poderia construir: uma equipe que funciona sem ele. Porque essa, sim, é alta performance.
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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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