O domínio prático de IA passou a carregar peso equivalente no currículo de quem está sendo contratado hoje.
Inteligência Artificial
, Redator
7 min
•
5 ago 2026
•
Atualizado: 5 ago 2026
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O levantamento, divulgado em agosto de 2026 com mais de 1.000 executivos do setor de serviços financeiros dos EUA, revela que 86% deles consideram o treinamento em IA tão ou mais valioso quanto um MBA para muitos novos contratados, segundo reportagem da Bloomberg Línea.
O dado não afirma que o MBA deixou de importar, afirma que uma nova competência entrou na mesma régua de valorização, ao lado da formação tradicional que o mercado já reconhece.
A urgência declarada pelos próprios executivos explica esse movimento. Peter Pollini, que lidera a prática do setor de serviços financeiros da PwC, descreve uma necessidade clara de profissionais que entendam não apenas o que é um agente de IA, mas também como criá-lo e como pensar em geri-lo. Isso não é uma competência que substitui visão estratégica de negócio, é uma competência técnica que passou a ser tão determinante quanto ela para o tipo de contratação que as empresas financeiras estão fazendo agora.
O mercado também já está precificando essa mudança. 91% dos executivos entrevistados afirmam que estão aumentando a remuneração de funcionários com habilidades em IA, o que mostra que essa competência técnica está sendo tratada como ativo escasso e valioso, no mesmo patamar de outras formações que historicamente justificam prêmio salarial.
O MBA segue sendo a formação que desenvolve visão sistêmica de negócio, capacidade de liderança e repertório para decisão em cenários complexos, competências que nenhum curso de IA isolado substitui. O que mudou é que, para funções específicas de implementação e gestão de tecnologia, o mercado passou a exigir também fluência prática em IA como pré-requisito, e não mais como diferencial opcional.
Essa dualidade explica por que o próprio ecossistema de educação executiva reagiu somando, e não substituindo. Universidades como Harvard, a Universidade da Pensilvânia e o MIT ampliaram a oferta de cursos executivos de curta duração focados em IA, com certificado e custo bem menor do que um programa de MBA completo, cujo valor total normalmente se aproxima de US$ 300 mil. No MIT, por exemplo, o curso "Liderando a Organização Impulsionada pela IA" tem cinco dias de duração e custa cerca de US$ 13 mil.
Isso posiciona esses cursos como complemento ao MBA, não como concorrente dele. Um executivo com MBA que também domina IA aplicada chega ao mercado com dois tipos de repertório que se somam: visão estratégica de negócio, construída ao longo de um programa completo, e capacidade técnica de implementação, construída em formação mais curta e específica.
O impacto mais concreto dessa mudança aparece na porta de entrada, não no topo da carreira. Empresas de tecnologia como IBM, Shopify e Cloudflare intensificaram a contratação de nível inicial, apostando que recém-formados da Geração Z, com fluência nativa em ferramentas de IA, conseguem produzir mais do que profissionais que ainda não desenvolveram essa competência, independentemente do tempo de casa.
Esse movimento reforça um padrão que já aparece em outras pesquisas do setor: empresas planejam contratar profissionais com competência específica em IA e, ao mesmo tempo, capacitar quem já está no quadro, tratando as duas frentes como complementares, não como escolha excludente. Um profissional sênior com MBA que também investe em capacitação prática de IA tende a se tornar mais competitivo do que estava antes, não menos.
A leitura mais útil desse dado da PwC não é escolher entre MBA e curso de IA, é reconhecer que o mercado está pedindo os dois juntos, aplicados de forma prática ao negócio. Quem já tem formação executiva completa e quer se manter competitivo precisa somar repertório de IA aplicada à própria função, sem abandonar a base estratégica que o MBA constrói.
É exatamente esse tipo de complemento que o AI Journey foi desenhado para oferecer: repertório prático de IA aplicada à gestão, pensado para quem já tem formação executiva e precisa somar essa competência técnica ao currículo, sem trocar uma coisa pela outra.
A pergunta que fica para quem está desenhando o próprio desenvolvimento de carreira não é mais se vale a pena investir em MBA. É se, além da formação tradicional que já tem ou está construindo, a pessoa também está desenvolvendo a fluência prática em IA que o mercado já está remunerando de forma diferenciada.
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