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Copa do Mundo no varejo: um ano ruim para as vendas? Nem para todo mundo.

Como os grandes eventos esportivos redistribuem oportunidades e por que algumas categorias surfam a onda enquanto outras amargam maré baixa.

Copa do Mundo no varejo: um ano ruim para as vendas? Nem para todo mundo.

Quem ganha e quem perde com a Copa do Mundo dentro do campo do varejo?

, redator(a) da StartSe

7 min

23 jan 2026

Atualizado: 23 jan 2026

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Quando se fala em impacto da Copa do Mundo no varejo, a reação automática de muita gente é imaginar desaceleração, lojas vazias e consumo em queda. A lógica parece simples: público vidrado em futebol, menos foco nas compras e mais tempo em frente à TV ou na rua com amigos. Mas dados recentes mostram algo bem diferente: nem todas as categorias perdem — e algumas, inclusive, lucram mais do que em anos sem Copa.

A verdade é que a dinâmica de consumo em um ano de Mundial se torna multifacetada — e os efeitos variam conforme o produto, o canal de venda e o comportamento do consumidor. Enquanto setores diretamente associados ao entretenimento veem alta demanda, outras categorias mais dependentes de consumo “planejado” podem sentir uma desaceleração temporária.

Quem ganha com a Copa? Os protagonistas de festa e tela

Uma análise de mercado mostra que alguns segmentos do varejo ganham tração enquanto a Copa esquenta:

1. Eletroeletrônicos e tecnologia

O Mundial ativa uma demanda extra por TVs maiores, soundbars e dispositivos de streaming. Consumidores que querem reproduzir a experiência do estádio em casa — com qualidade de imagem e som — acabam antecipando ou ampliando decisões de compra.

2. Alimentação e bebidas

Não é surpresa que supermercados, bares e lojas de conveniência vejam picos de demanda. A Copa funciona como um catalisador de consumo coletivo: churrascos, festas com amigos, snacks, cervejas e refrigerantes passam a fazer parte da rotina de compras semanais.

3. Moda e merchandising temático

Roupas com a bandeira nacional, camisas inspiradas no time, bonés e acessórios com temas esportivos vivem um surto momentâneo de venda. Mesmo categorias não tradicionalmente ligadas ao esporte conseguem surfar a onda com coleções cápsula e ações de branding.

4. Streaming e serviços de mídia

Assinaturas de serviços que agregam dados esportivos ou complementos de transmissão podem crescer, impulsionando uma receita que não está vinculada ao varejo físico clássico, mas sim ao ecossistema digital de consumo.

E os que sentem o baque? Alguns varejos tradicionais sim

Nem tudo é festa. Certas categorias enfrentam desafios típicos em anos de Copa:

1. Moda formal e luxo discreto

Roupas corporativas, moda festa e itens que dependem de eventos sociais formais tendem a perder alinhamento com o cotidiano dos torcedores em ritmo de mundial.

2. Bens duráveis não ligados à experiência esportiva

Eletrodomésticos de cozinha, móveis ou equipamentos de uso pessoal que não se conectam diretamente à rotina de festa ou socialização podem observar uma migração de gasto à margem.

3. Vendas por impulso fora do tema Copa

Itens que dependem de compra emocional sem conexão com o evento podem ver retração — o foco do consumidor migra para temas esportivos, e sem associação clara à Copa, ficam fora do radar.

Antes de seguir a leitura

Você viu que a StartSe lançou a Imersão Agentic Commerce? Ela é resultado do estudo aprofundado do aprendizado dos nossos especialistas na NRF 2026. A Imersão Agentic Commerce é a primeira do tema no Brasil. Dias 23 e 24 de fevereiro será o encontro, com vagas limitadas.

O que a Copa faz com o orçamento do consumidor? Redireciona, não elimina

O ponto crucial para entender a Copa no varejo é reconhecer que o evento não destrói consumo — ele o redistribui.

O consumidor continua comprando, mas aloca mais gasto para experiências e produtos conectados ao evento — seja melhorar sua sala de estar para assistir aos jogos, seja estocar bebidas para os encontros com amigos. Essa realocação, por sua vez, cria momentos de alta volatilidade entre categorias: quem está no centro da roda de consumo ganha; quem está nas pontas, ajusta.

Análise: por que alguns varejistas prosperam — e outros tropeçam

A diferença entre ganhar ou perder em um ano de Copa tem menos a ver com “estar no varejo” e mais com estar no ecossistema de consumo do momento. Quem entende:

que o consumidor hoje compra experiências, não só produtos
que grandes eventos consolidam comportamentos de grupo
que marcas podem se posicionar como protagonistas de momentos emocionais

…consegue transformar o que parece um “susto de agenda” em impulso de vendas e conexão com a marca.

O varejo que prospera durante a Copa faz mais do que vender produtos: oferece contexto, propósito e pertinência. Isso significa criar campanhas que dialoguem diretamente com as narrativas do público — gamificação, eventos, kits temáticos, bundles que facilitam a compra coletiva, e parcerias com plataformas de streaming ou influenciadores.

Em suma, um ano de Copa não é ruim para o varejo.
É ruim para quem trata consumo como transação isolada.
É ótimo para quem entende consumo como parte de uma experiência cultural compartilhada — e estrutura sua operação, marketing e oferta em torno disso.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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