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Como as startups devem enfrentar a crise: veja estratégias do Google

Se antes do turbulento cenário econômico, crescimento a qualquer custo era a regra do mercado, agora o equilíbrio entre crescimento e rentabilidade é o que vai definir para onde vão os investimentos

Como as startups devem enfrentar a crise: veja estratégias do Google

Conteúdo exclusivo Startups 

É o que compartilhou com o Startups Maurício Martiniano, head de insights para o segmento de serviços financeiros do Google Brasil.

“A métrica de sucesso observada até agora era o custo por aquisição de cliente (CAC), quanto mais baixo o custo. Contudo, o novo momento de incertezas pede atenção à eficiência de custos e rentabilidade da base de clientes”, afirma Maurício. 

Nesse sentido, a estratégia deve focar em captar novos clientes que tragam rentabilidade em menores janelas de tempo. Ou seja, em vez de buscar um cliente que apenas vai abrir uma conta-corrente, buscar aqueles que têm maior potencial de usar cartões ou produtos de crédito, por exemplo. 
Outras recomendações de negócio do Google para este momento incluem criar estratégias ancoradas em upsell (incentivar o cliente a migrar para uma versão de maior valor do seu produto), cross-sell (ofertar outros produtos do portfólio) e churn (evitar perda de clientes e/ou receita). 

Focar em construir o reconhecimento da marca e propriedade dentro do segmento, bem como criar e comunicar atributos certos que ajudem a incrementar demanda e gerar margens maiores também valem a pena, ainda de acordo com o Google

Aliás, você sabia que o Google tem uma clientela de bancos e fintechs? Em vez de aportar grana no negócio, a companhia faz um trabalho de consultoria para identificar os desafios de negócio desse cliente e criar soluções, como pesquisas e relatórios personalizados, que os ajude com insights para alavancar as vendas e atrair mais clientes.

Think with Google Finance

Essas e outras dicas o Google compartilha hoje (4) para 150 gestores e empresários do setor financeiro no evento Think with Google Finance. Durante o encontro realizado em seu escritório em São Paulo, a gigante das buscas vai apresentar caminhos para empresas consolidadas e startups navegarem diante do atual cenário de incertezas provocado pela crise econômica.

Isso após um amplo trabalho realizado nos últimos meses envolvendo a análise de dados históricos sobre o impacto de crises econômicas passadas, dados de buscas do Google para entender como o comportamento dos consumidores está mudando e entrevistas qualitativas com gestores dos principais fundos de venture capital no Brasil. 

O resultado da análise demonstra que o Brasil vive um momento único de maturidade digital e de acirramento da competição no setor financeiro, com menor concentração. Hoje, os cinco maiores bancos concentram 40% das buscas no Google, enquanto o número era de 60% há cinco anos. E mais, as pessoas têm, em média, 2,6 contas abertas com bancos (exceto corretoras) e 18% dos brasileiros têm mais de cinco relacionamentos com instituições financeiras.

“O segmento financeiro está vivendo hoje o que as operadoras viveram há alguns anos, quando as pessoas passaram a usar vários chips no celular para ter acesso às melhores vantagens”, comenta Mônica de Carvalho, diretora de negócios para o segmento financeiro, mobilidade, telecomunicações e mídia do Google Brasil. Segundo ela, para atender essa demanda dos consumidores, é preciso resgatar os fundamentos do negócio e criar produtos e experiências que agregam valor para o consumidor. 


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