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Claude: IA evolui das respostas para atuar como agente nas empresas

Henrique Savelli, da Anthropic, abre a plenária do AI Festival e explica como o Claude deixou de ser apenas uma ferramenta de respostas.

Claude: IA evolui das respostas para atuar como agente nas empresas

Henrique Savelli, arquiteto de IA da Anthropic, abrindo o AI Festival, da StartSe

Bruno Lois

, Editor

5 min

13 mai 2026

Atualizado: 13 mai 2026

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Estamos em cobertura especial do AI Festival, da StartSe. Hoje, 13 de maio, e amanhã, tudo de mais relevante direto do palco principal do evento estará por aqui, no Portal StartSe.

Após abertura oficial de Cristiano Kruel, CIO da StartSe, que trouxe dados sobre o gigantesco mercado de IA e as deu as boas-vindas aos mais de 4 mil participantes, o primeiro especialista a subir no palco foi Henrique Savelli, arquiteto de IA da Anthropic.

A Anthropic, criadora do Claude, marca no AI Festival sua primeira vez com presença física em festivais. A escolha do Brasil como palco para essa estreia não é coincidência: o país desponta como um dos mercados mais receptivos à adoção de inteligência artificial no mundo, e a Anthropic tem acelerado o ritmo de seus lançamentos de forma impressionante — mais de 74 atualizações do Claude em 52 dias.

Savelli traz para o palco uma discussão que está no centro da estratégia da Anthropic: como arquitetar e implementar agentes de IA que não operam isoladamente, mas se integram ao tecido operacional de uma empresa inteira. O conceito de "agentes em toda a empresa" representa uma evolução significativa em relação ao uso pontual de IA como ferramenta de resposta a perguntas. 

Aqui, registra Savelli, o Claude deixa de ser um assistente e passa a ser um operador — capaz de orquestrar fluxos de trabalho, coordenar times de agentes autônomos e agir dentro de sistemas já existentes, como e-mail, calendário, Slack e Google Drive.

Entre os lançamentos recentes que Henrique traz para ilustrar essa visão estão o Cowork (com integração a GSuite e Slack), o Claude Code com suporte a Agent Teams — que permite a um agente-líder delegar tarefas a múltiplos subagentes em paralelo —, e a janela de contexto de 1 milhão de tokens, que expande drasticamente as possibilidades de análise de documentos corporativos em larga escala.

Savelli trouxe exemplos de aplicação na própria empresa: 90% do código escrito na Anthropic é feito via Claude. Ele aproveitou para esclarecer o conceito de um agente de IA, baseado em “modelo + harness”, sendo o harness o "corpo" do agente, composto pelo contexto.

Se você criar um agente do zero, você precisará criar um “harness” do zero. 

E como verificar se a empresa precisa mesmo de um agente?

Henrique traz três perguntas como guia:

1. Tem entregável?
2. O contexto está num sistema conectável?
3. Dá para revisar mais rápido do que fazer do zero?

Se as três são sim, é vantagem usar um agente de IA. Se você tem algum não, o processo não leva vantagem com IA.

Antecipando um lançamento da empresa, Henrique trouxe para o público do AI Festival o Managed Agents: você define o que o agente faz. A Anthropic hospeda. Sem deploy, sem infra pra manter, com observalidade inclusa.

A Anthropic hoje cresce 85x, ano a ano, uma velocidade exponencial mesmo para o mercado de tecnologia.

Na opinião de Henrique, “ninguém ainda escreveu o playbook brasileiro ainda em IA”. Ele acredita que 2026 é o ano em que os agentes saem da engenharia e entram no resto da empresa.
 


 


 

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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