Sou Aluno
Formações
Imersões Internacionais
Global MBAs
Eventos
AI Tools
Artigos
Sobre Nós
Para Empresas
Consultoria
Carreira

Capacitação pesa na decisão de 62% dos profissionais de ficar na empresa

Estudo da KPMG mostra que o investimento em capacitação influencia a decisão de entrar, ficar ou sair. No Brasil, 47% dos profissionais se sentem deixados para trás pela tecnologia.

Capacitação pesa na decisão de 62% dos profissionais de ficar na empresa

62% dos profissionais dizem que o apoio da empresa ao desenvolvimento de habilidades influencia a decisão de entrar, ficar ou sair de uma organização.

Redação StartSe

, Redator

7 min

•

15 out 2026

•

Atualizado: 15 out 2026

newsletter

Start Seu dia:
A Newsletter do AGORA!

Durante anos, a conversa sobre retenção de talentos girou em torno de salário, benefícios e flexibilidade. A IA está mudando essa equação.

Segundo estudo da KPMG citado pela Exame, 62% dos profissionais dizem que o apoio da empresa ao desenvolvimento de habilidades influencia a decisão de entrar, ficar ou sair de uma organização. Num momento em que a tecnologia redefine funções a cada trimestre, aprender deixou de ser benefício e virou condição para continuar empregável.

E o profissional sabe disso.

Por que a capacitação passou a pesar na retenção?

Porque o profissional percebe que suas habilidades estão ficando obsoletas mais rápido do que antes. Com a IA mudando o conteúdo de quase todas as funções, ficar numa empresa que não ensina significa arriscar a própria carreira.

O dado brasileiro do mesmo levantamento é revelador: 47% dos profissionais no Brasil se sentem deixados para trás pela tecnologia. Quase metade da força de trabalho tem a sensação de que o mundo está andando mais rápido do que ela consegue acompanhar.

Para essas pessoas, uma empresa que oferece caminhos claros de aprendizado se torna mais atraente que outra que paga um pouco mais, mas não prepara para o futuro.

As empresas estão investindo em capacitação para IA?

Estão investindo mais em contratar do que em formar. Segundo o Global Tech Report 2026 da KPMG, que ouviu 2.500 executivos de tecnologia em 27 países, 150 deles no Brasil, 82% das empresas brasileiras dizem que a estratégia de talentos já inclui cargos criados para a IA, como engenheiros de prompt e especialistas em ética de algoritmos.

O dado mostra uma tendência: buscar fora as competências novas. O risco é negligenciar quem já está dentro. Contratar especialistas é necessário, mas não resolve o problema de uma força de trabalho que, em grande parte, se sente despreparada.

A KPMG recomenda equilibrar as duas frentes: atrair talentos novos e investir na formação contínua dos atuais. As empresas mais avançadas em IA, segundo o estudo, investem em treinamento, revisam processos e integram a tecnologia às decisões do dia a dia.

Existe uma distância entre o que se exige e o que se oferece?

Existe, e ela é grande. O relatório AI at Work 2026, da BCG, com quase 12 mil profissionais, mostra que 72% dizem que as expectativas sobre suas competências mudaram por causa da IA. Mas só 36% consideram adequado o treinamento recebido.

Em outras palavras, a maioria está sendo cobrada por habilidades que a empresa não ensinou. Essa diferença gera ansiedade, queda de produtividade e, como mostra a KPMG, risco de perder gente.

Há um agravante. Muitas vezes, quem mais precisa de capacitação é justamente quem tem menos tempo e acesso a ela: profissionais da linha de frente, áreas operacionais e funções com rotina mais intensa.

Que tipo de capacitação os profissionais valorizam?

A que tem aplicação prática e conexão com a carreira. Cursos genéricos, obrigatórios e desconectados do trabalho real raramente geram engajamento. O que faz diferença é aprender usando as ferramentas no próprio trabalho, com exemplos da área e tempo dedicado para isso.

Alguns elementos aparecem com frequência nas empresas que conseguem engajar os profissionais:

  • tempo protegido para aprender, dentro do horário de trabalho;
  • trilhas ligadas a funções e carreiras específicas, não só cursos genéricos;
  • gestores que usam a IA e compartilham o que aprenderam;
  • reconhecimento de quem aplica o aprendizado e gera resultado.

O terceiro ponto é decisivo. Quando o próprio líder aprende e usa, a capacitação deixa de ser uma tarefa do RH e vira parte da cultura.

Quem é responsável por capacitar as equipes?

Em grande parte, a liderança direta. O RH pode desenhar programas e oferecer recursos, mas quem decide se a equipe terá tempo para aprender, quem estimula a experimentação e quem reconhece o progresso é o gestor.

Isso exige uma mudança de mentalidade em muitos líderes. Desenvolver pessoas deixa de ser uma atividade periódica, ligada à avaliação de desempenho, e passa a ser contínua. Num ambiente em que as funções mudam o tempo todo, o líder que não desenvolve a equipe acaba com um time cada vez menos preparado e mais propenso a sair.

Sua empresa está ensinando ou só cobrando?

O dado da KPMG é um alerta para qualquer liderança. Se mais da metade dos profissionais decide onde trabalhar com base no investimento em aprendizado, empresas que não oferecem esse caminho vão perder talentos para quem oferece, mesmo pagando igual.

Formar líderes que desenvolvem pessoas, criam espaço para o aprendizado e dão o exemplo no uso da tecnologia é o que o Executive Program da StartSe propõe a executivos que querem reter os melhores talentos num mercado em que aprender virou moeda.

Gostou deste conteúdo? Deixa que a gente te avisa quando surgirem assuntos relacionados!

Imagem de fundo do produto: AI Action | StartSe

Assuntos relacionados

Imagem de perfil do redator

Leia o próximo artigo

newsletter

Start Seu dia:
A Newsletter do AGORA!