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Apple não confirma, mas tudo indica que entrará mercado de laptops acessíveis

Enquanto o mundo especula um MacBook de “baixo custo”, uma coisa é certa: a Apple nunca faz nada por acaso. Quando ela decide simplificar, o mercado inteiro precisa se preparar para algo mais profundo.

Apple não confirma, mas tudo indica que entrará mercado de laptops acessíveis

Apple (Imagem: reprodução LinkedIn Junior Borneli)

Bruno Lois

, Editor

6 min

5 nov 2025

Atualizado: 5 nov 2025

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A Apple, conhecida por transformar produtos comuns em símbolos de status, pode estar prestes a fazer o movimento mais inesperado da década: entrar no mercado de laptops de baixo custo.

Segundo informações da Bloomberg News, a companhia estaria desenvolvendo uma linha de MacBooks econômicos, com lançamento previsto para o primeiro semestre do próximo ano, voltada a estudantes, pequenas empresas e usuários casuais.

Mas “baixo custo” no vocabulário da Apple ainda é relativo: os rumores apontam para preços a partir de US$ 1 mil (cerca de R$ 5,6 mil), o que ainda a mantém acima da média de dispositivos com Windows voltados ao público básico.

De luxo para escala: a Apple quer disputar o mercado que sempre ignorou

A estratégia marca uma virada de mentalidade para uma empresa que construiu sua marca sobre exclusividade e margens altas.

Por décadas, o posicionamento da Apple foi o oposto do “popular”. Seus produtos sempre custaram mais, mas também entregaram uma experiência percebida como superior — de design, integração e desempenho.

Agora, o cenário é outro.

Com o mercado global de PCs em retração (queda de 14,8% nas vendas em 2023, segundo a IDC) e uma geração que adota cada vez mais dispositivos híbridos, a empresa enxerga uma oportunidade: atrair quem hoje compra iPads ou notebooks de entrada com Windows, mas deseja a estabilidade do macOS e um teclado físico.

O movimento tem lógica: a Apple domina o topo do mercado de smartphones e tablets, mas sua base de usuários de Mac ainda representa apenas 10% do total global de PCs.
Um modelo acessível poderia ampliar essa penetração — especialmente no setor educacional, hoje dominado por Chromebooks e dispositivos Windows.

O poder do “bom o suficiente” — e o risco calculado da simplicidade

Os rumores indicam que o novo modelo usará o mesmo processador do iPhone — possivelmente o chip A16 Bionic —, com desempenho próximo ou até superior ao M1, chip de entrada usado nos MacBooks desde 2020.

A tela seria LCD de menos de 13,6 polegadas, e as peças, menos sofisticadas, reduzindo custos sem comprometer tanto a performance.

Se confirmado, esse seria um golpe direto nas fabricantes de notebooks de entrada como HP, Dell e Lenovo, que hoje vendem modelos entre US$ 400 e US$ 900.

A diferença é que, enquanto elas brigam por preço, a Apple aposta na percepção de valor — vendendo uma experiência premium “democratizada”, e não apenas um produto mais barato.

Além disso, o novo laptop seria uma forma de criar um ponto de entrada para o ecossistema da Apple.

Um estudante que compra um MacBook econômico hoje pode, em poucos anos, se tornar cliente de iPhones, AirPods e Macs profissionais. É a lógica da escada de produtos: o “barato” é o primeiro degrau de um relacionamento bilionário.

Um movimento contra a própria história — e alinhado ao futuro

Mesmo sem confirmação oficial, o rumor faz sentido dentro do momento estratégico da empresa. A Apple vem enfrentando pressões por crescimento mais sustentável — suas receitas caíram 3% no último trimestre, e as vendas de iPhone estão em desaceleração em mercados-chave como China e Europa.

Com uma avaliação de mercado de US$ 4 trilhões e receita anual de US$ 391 bilhões, a empresa precisa encontrar novos volumes — e não apenas novos preços — para continuar crescendo. Ao entrar no segmento de laptops de entrada, ela amplia sua base, reforça o ecossistema e, possivelmente, cria uma nova categoria intermediária entre o iPad e o MacBook Air.

No Brasil, o MacBook Air parte de R$ 12.999, podendo ultrapassar R$ 20 mil nas versões mais completas.

Um modelo mais acessível, ainda que importado, teria o potencial de popularizar o Mac como ferramenta de trabalho, educação e criação — especialmente em um momento em que IA generativa, produtividade e mobilidade definem o futuro do trabalho.

A Apple parece finalmente entender o que outras gigantes já aprenderam:
o luxo do futuro é a escala. E a empresa que sempre ditou o desejo de consumo agora quer dominar também o desejo de acesso.

O que estamos assistindo, embora valha ressaltar que a empresa não confirmou os planos, é um jogo de ambidestria em curso.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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