O novo CEO mal chegou e já tem o primeiro grande problema em mãos
Josh Damaro: primeira semana no cargo, primeiro grande problema.
, Editor
7 min
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25 mar 2026
•
Atualizado: 25 mar 2026
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Josh D’Amaro mal assumiu como CEO da Disney e já enfrentou um teste que muitos líderes levam anos para viver.
Em menos de uma semana no cargo, duas das principais apostas tecnológicas da companhia sofreram abalos relevantes:
Não é mero azar de timing. É o retrato de uma estratégia ousada encontrando a realidade.
Para entender o que aconteceu, é preciso voltar alguns anos e conectar os pontos.
Tudo começa longe de Hollywood. Nós criamos uma linha do tempo para ficar mais claro:
A Aquiris nasce em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Um estúdio brasileiro, focado em games com alcance internacional.
Na época, parecia apenas mais um player tentando espaço. Seus games fizeram sucesso e traziam a identidade brasileira: corridas de carro por ruas que emulavam as principais capitais, versões que homenageavam Ayrton Senna.
O sucesso foi tanto, que chamou a atenção de um poderoso player: a Epic Games.
A Epic Games investe — e depois adquire — a Aquiris.
Ela vira Epic Games Brasil, marcando a expansão global da empresa.
Aqui, o jogo muda: não é mais sobre games isolados. É sobre construir um ecossistema global de criação e distribuição.
O panorama era de prosperidade.
A Disney investe US$ 1,5 bilhão na Epic Games.
O objetivo? Criar um universo digital com seus personagens dentro do ecossistema da Epic, algo próximo de um “metaverso Disney”.
Nesse momento, a empresa dá um passo decisivo: deixa de ser apenas uma produtora de conteúdo e passa a apostar em plataformas.
E quem lidera esse movimento? O próprio Josh D’Amaro, hoje CEO da Disney.
A Disney investe US$ 1 bilhão na OpenAI.
O plano era ambicioso: usar IA para criação de conteúdo, liberar mais de 200 personagens para geração de vídeos, permitir que fãs criassem experiências com propriedade intelectual da Disney.
Era a tentativa de conectar:
IP + IA + participação do usuário
D’Amaro assume como CEO em 18 de março.
No mesmo dia, apresenta uma visão clara: transformar a Disney em uma plataforma de experiências mais conectadas, personalizadas e imersivas — integrando streaming, games e tecnologia.
A tese fazia total sentido.
Até deixar de fazer, mais rápido do que se imaginava.
Horas após a Epic Games anunciar cortes, a OpenAI decide encerrar o Sora.
Resultado:
Fim da parceria com a Disney. Aposta de US$ 1 bilhão perde tração e sentido.
Um dos pilares da estratégia simplesmente deixa de existir.
A justificativa? Simplificação de produtos.
A Epic Games anuncia demissões em massa.
Os motivos:
O mesmo ecossistema que sustentava a aposta da Disney agora mostra fragilidade.
A Disney tentou fazer o movimento certo:
Entrar em plataformas (Epic)
Apostar em IA generativa (OpenAI)
Transformar conteúdo em experiência interativa
Tudo alinhado com o futuro.
Mas esbarrou em três pontos clássicos:
IA generativa ainda é instável, volátil e sujeita a mudanças rápidas.
Metaverso, games como plataforma e conteúdo gerado por usuário ainda estão sendo testados.
Quando a estratégia depende de terceiros, o risco não está sob seu controle.
O plano de D’Amaro continua claro:
Mas agora, com uma lição antecipada: o futuro não falha. A execução prematura, sim, falha.
A história que começou com um estúdio brasileiro, passou por uma gigante de games e chegou à Disney mostra algo maior:
Empresas (e seus líderes) erram, independente do tamanho (ou do cargo).
Estamos vendo indústrias inteiras sendo reconstruídas em tempo real.
E nesse cenário, a pergunta não é mais: “em que apostar?”
Mas sim: “quando — e com que maturidade — executar?”
Conheça mais sobre o Board Program, a formação de conselheiros da StartSe. Porque, um problema que era do CEO, agora passou a ser do board inteiro da Disney.
Eles, os conselheiros da Disney, certamente têm estrutura intelectual e bagagem suficientes para resolver e recolocar a empresa no caminho mais claro e seguro. E é exatamente este tipo de preparo que você absorve no Board Program.
A próxima turma começa em 4 de maio, com vagas limitadas.
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Bruno Lois
, Editor
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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