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A IA transformou a Samsung em uma empresa de US$ 1 trilhão

Impulsionada pela explosão da demanda por chips de memória para data centers de IA, a gigante sul-coreana quadruplicou seu valor de mercado em um ano

A IA transformou a Samsung em uma empresa de US$ 1 trilhão

Reprodução

Bruno Lois

, Editor

6 min

6 mai 2026

Atualizado: 6 mai 2026

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Há exatamente um ano, a Samsung era uma gigante sólida — mas com ações pressionadas, margens comprimidas e analistas céticos sobre o futuro do mercado de memória. Hoje, a empresa vale mais de US$ 1 trilhão e se tornou a segunda companhia asiática a cruzar essa linha, ao lado da taiwanesa TSMC. A virada tem um nome: inteligência artificial.

A explosão de data centers ao redor do mundo criou uma demanda sem precedentes por chips de memória NAND e DRAM — exatamente o que a Samsung fabrica em escala que pouquíssimas empresas no mundo conseguem replicar. 

O marco foi alcançado depois que as ações da companhia saltaram 14% em um único dia e mais do que quadruplicaram nos últimos doze meses. O impacto foi imediato e amplo: o índice Kospi, da bolsa sul-coreana, subiu mais de 6% e cruzou os 7.000 pontos pela primeira vez na história.

A divisão de semicondutores da Samsung registrou lucro histórico no último trimestre, com um salto de 48 vezes no resultado, puxado por encomendas recordes de data centers voltados à IA. Analistas projetam que os preços dos contratos continuem subindo diante de uma oferta estruturalmente limitada. 

A própria Samsung sinalizou que 2027 deve ter um equilíbrio entre oferta e demanda ainda mais apertado que 2026, o que sugere que os preços de NAND e DRAM provavelmente continuarão em trajetória ascendente.

Para Dave Mazza, CEO da Roundhill Investments, o número vai além do simbólico: "O patamar de US$ 1 trilhão reflete a avaliação do mercado de que o papel da memória na infraestrutura de IA é estrutural, e não cíclico." É essa leitura que está atraindo capital global para a Coreia do Sul em ritmo acelerado. Só na quarta-feira em que as ações dispararam, o fluxo líquido estrangeiro para o Kospi foi de US$ 2,1 bilhões — impulsionado em parte por um acordo entre a Interactive Brokers e a Samsung Securities que facilitou o acesso de investidores americanos às ações coreanas.

A Samsung não chegou aqui sozinha. 

O movimento faz parte de uma transformação mais ampla que posicionou a Ásia como um dos pilares do ecossistema global de inteligência artificial, combinando liderança na fabricação de chips com expansão de infraestrutura de dados. SK Hynix e TSMC também renovaram máximas históricas no mesmo período. Samsung e SK Hynix juntas representam mais de 43% do Kospi — e o desempenho das duas está ajudando a transformar a Coreia do Sul em um dos mercados mais aquecidos do mundo.

O horizonte segue promissor. Analistas compilados pela Bloomberg estimam alta adicional de cerca de 22% nas ações da Samsung nos próximos doze meses. A empresa também manteve conversas exploratórias com a Apple sobre a possibilidade de fabricar processadores nos Estados Unidos, o que abriria uma frente estratégica relevante como alternativa à TSMC. Sam Konrad, gestor da Jupiter Asset Management, resume o argumento: "O mercado de memória atualmente enfrenta escassez de oferta. Mesmo quem perdeu parte da valorização até aqui encontra uma oportunidade de investimento atraente."

Mas nem tudo é euforia. O crescimento explosivo dos chips contrasta com a queda nas operações de celulares e telas, pressionadas pelo aumento dos custos de materiais e componentes. E os ganhos gerados pelo boom de IA levaram funcionários a exigir uma fatia maior dos resultados, com uma ameaça de greve geral de 18 dias programada para o fim do mês.

O que a trajetória da Samsung deixa como lição é direta: quando uma tecnologia redefine setores inteiros, as empresas que já possuem a infraestrutura crítica para suportá-la não precisam pivotar. Elas só precisam escalar. A Samsung estava no lugar certo, com o produto certo, no momento em que o mundo decidiu que inteligência artificial é prioridade número um. O mercado apenas confirmou o que a demanda já estava dizendo.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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