Rappi, Loft, Grow: como as startups estão adaptando seus negócios em meio à crise

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

20 de março de 2020 às 19:21 - Atualizado há 2 semanas

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O aumento de casos de coronavírus — o COVID-19 — não tem apenas incentivado que as empresas estabelecidas e startups atuem no modelo de home office, mas também que elas mudem suas soluções para atender às novas exigências de distanciamento social.

A Rappi, startup colombiana que faz o “delivery de tudo”, criou uma modalidade de entrega “sem contato” para proteger os entregadores e consumidores. A função pode ser escolhida no próprio aplicativo ou comunicada através do chat e garante que, ao invés da entrega em mãos, os profissionais autônomos deixarão os pacotes na entrada das casas dos clientes. A empresa também está fornecendo frascos de álcool em gel 70%, desinfetantes e máscaras para os entregadores.

Já a Loft, unicórnio brasileiro de compra, venda e reforma de imóveis, está incentivando que os corretores — chamados de “Home Advisors” — realizem um tour virtual nos estabelecimentos. A ideia é que os corretores mostrem, ao vivo e sozinhos, os apartamentos aos clientes através de ferramentas como o WhatsApp.

Nas obras, estão sendo oferecidas máscaras, luvas, álcool em gel e medidores de temperatura, além de incentivo de distanciamento de um metro. A startup avalia a possibilidade de parar obras em andamento junto aos condomínios e clientes.

A Grow, startup brasileira de patinetes e bicicletas compartilháveis, optou pela suspensão temporária de seus serviços a partir desta sexta-feira (20). Atualmente, a empresa opera em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Ainda não há previsão da retomada do serviço. Antes da suspensão, a startup havia adotado um protocolo rigoroso de desinfecção de equipamentos e liberação dos colaboradores que fazem parte do grupo de risco. A interrupção também acontece na Colômbia e no Peru.

A Zenklub, plataforma que conecta pessoas a profissionais de saúde mental de forma online, passou a oferecer a primeira consulta por R$ 1. A expectativa é de auxiliar no possível aumento de ansiedade e estresse, bem como oferecer dicas de como agir neste momento de crise. “Nosso objetivo é oferecer um primeiro atendimento de qualidade para sintomas que não são aparentes como o medo da perda e a ansiedade associada ao ‘desconhecido’”, afirma Rui Brandão, CEO da startup, no anúncio.

As consultas com psicólogos, psicanalistas, coaches e terapeutas integrativos podem ser agendadas aqui. Após o valor promocional de R$ 1, o valor passa a ser a partir de R$ 30.

A Kovi, startup de aluguel de veículos para motoristas de aplicativos, está flexibilizando seus planos. Os motoristas pagarão apenas pelos quilômetros rodados e os que decidirem ficar em casa ficarão isentos do aluguel semanal, pagando apenas R$ 10 (valor percorrido de 0 a 50 km). Confira o novo plano.

Além disso, com a possível diminuição na demanda de corridas, a Kovi realizou uma parceria com a Rappi, Supermercados Now e CornerShop sejam priorizados nos novos cadastros realizados para entregas de mercado. “A epidemia do vírus é séria e deve ser trata como tal, tanto pelas empresas como pelos seus funcionários e parceiros. Temos tomado todo o cuidado para que as normas de higiene sejam respeitadas e a doença não se espalhe ainda mais, mas também não queremos, de modo algum, deixar os nossos motoristas, e que dependem dessa renda, na mão”, afirma Adhemar Milani, CEO da Kovi.

Já no caso da StartSe, nós criamos o maior programa de capacitação gratuito (e online) para reduzir os impactos da crise aos profissionais, gestores e empresários. A partir de segunda-feira (23), serão ministradas 4 horas de aula todos os dias, durante 30 dias, com os maiores especialistas da Nova Economia no Brasil, Vale do Silício e China. Confira o Movimento Re.StartSe.