Como a startup PackIOT criou uma solução digital que já está em cinco países

Da Redação

Por Da Redação

28 de janeiro de 2020 às 13:11 - Atualizado há 8 meses

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Quem acompanha o ecossistema de startups no Brasil sabe que internacionalizar uma nova empresa é tão difícil como encontrar novas soluções digitais para a indústria. Poucas startups brasileiras trabalham na indústria 4.0, se compararmos à quantidade delas atuando no mercado financeiro, em educação e no agronegócio.

A PackIOT é um exemplo de startup que foi fundada, em janeiro de 2018, para oferecer soluções para a indústria. E, desde o princípio, a empresa nasceu mirando o mercado internacional. Com um painel de controle simples e de fácil utilização, a PackIOT permite que clientes entendam facilmente quais máquinas são responsáveis pelos tempos de parada de maior impacto e maior refugo (produto ou material fora do padrão que é vendido por valor abaixo do mercado ou inutilizado).

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A ideia que deu origem à PackIOT partiu de Cristiano Wuerzius, que havia trabalhado no setor de produção de embalagens por mais de 10 anos, em países da América Latina e Europa. Ele percebeu que as fábricas não se modernizam na mesma velocidade que a tecnologia avança, por isso, ainda são muito ineficientes. De acordo com Cristiano, a solução de sua startup reduz em até 30% o refugo por máquina.

Quando foi procurar dados para embasar a sua percepção sobre a indústria, se deparou com informações que mostram que este é um segmento, em grande parte, ainda analógico. “Oito em cada dez indústrias de manufatura, considerando as pequenas e médias empresas, ainda usam papel ou Excel para entender como está indo sua produção. As decisões de investimento para melhorias de máquinas são confusas e geralmente seguem critérios subjetivos”, diz o fundador da PackIOT.

O mercado global de embalagens foi avaliado em US$ 900 bilhões em 2018, segundo estudo da McKinsey. As informações somadas colaboraram para tirar a ideia da PackIOT do papel. Cristiano se juntou a Fernando Pacheco, ex-diretor de operações da Samba Tech, Eduardo Weingartner, PhD pela ETH Zürich, da Suíça, e Mário Ishikawa, especialista em sistemas para indústria, para fundar a startup.

“Nós queríamos fazer algo global, com pessoas de diferentes culturas, que ajudasse a economia real. A indústria está aí, ela movimenta economias importantes no mundo. Então nosso objetivo foi unir nossa vivência de startup, de velocidade, agilidade, com nosso background de engenharia e nossos anos de chão de fábrica”, diz Eduardo.

A equipe de nove profissionais está dividida entre Florianópolis (time de desenvolvimento), Lisboa (negócios) e Nairobi (ciência de dados), no Quênia. “Temos clientes em cinco países, em três continentes diferentes”, diz Cristiano. A PackIOT não divulga o número de clientes e nem o seu faturamento.

Até aqui a empresa opera com capital próprio. Para este ano, a PackIOT pretende atrair investidores para financiar o seu plano de expansão. “Temos três escritórios e acabamos de fazer as primeiras contratações internacionais em Portugal. É um país com mão de obra altamente qualificada, com níveis excelentes de segunda e terceira língua. Está sendo uma jornada muito boa”, diz Cristiano.