O Nubank só pensa naquilo: a NuConta

Maior fintech do Brasil, o Nubank quer aumentar de tamanho no próximo ano. Mas não a qualquer custo

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O Nubank lançou dois produtos muito pedidos por milhões de clientes: os serviços de débito e saque, ambos vinculados à NuConta, o grande foco da fintech para o próximo ano.

“Estamos sempre atentos ao que os clientes pedem e estudando novos produtos e serviços, mas não queremos crescer a qualquer custo”, afirmou Cristina Junqueira, cofundadora e vice-presidente do Nubank. Por esse motivo, ela enxerga a NuConta como “prioridades um, dois e três”.

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Apesar de ter sido lançada em 2017, a NuConta ficou disponível somente em junho deste ano para todos. Até então, a conta de pagamentos do Nubank estava disponível apenas para quem possuía o cartão de crédito da fintech. “Ultrapassamos a marca de 5 milhões de clientes no cartão de crédito e, com a NuConta, nos tornamos o maior ‘banco’ digital do mundo, abrindo mais de 2,5 milhões de contas desde o início do ano”, disse Junqueira.

Quando estava disponível apenas para quem já era cliente do Nubank, a NuConta contava com 1,5 milhão de clientes. Com a abertura para todos — ou seja, em menos de um ano —, esse número cresceu 1 milhão.

Ao olhar para o mundo das fintechs, o Nubank enxerga ter um papel importante nas mudanças que estão acontecendo, como, por exemplo, na regulamentação dessas startups pelo Banco Central (BC). “Quando começamos o Nubank, esse termo fintech nem existia, e ninguém acreditava ser possível desafiar e competir em um setor tão concentrado e regulado”, relembrou.

Cristina Junqueira ainda vê um grande espaço para desenvolvimento de soluções e maturidade. “Das mais de 300 fintechs no Brasil, a imensa maioria ainda não tem um modelo de negócios claro, e muitas não estarão aqui em 2 anos. Mas, desse grupo, certamente sairão duas ou três empresas que terão um impacto material no setor”, disse.

Regulamentação

O ano de 2018 começou de maneira icônica para o Nubank. No dia 22 de janeiro, a startup criada em 2013 recebeu a permissão para se tornar uma instituição financeira. A aprovação veio através de um decreto do presidente Michel Temer, necessário para empresas que possuem capital estrangeiro. A fintech foi a primeira brasileira a passar por esse processo.

"Foi um aprendizado para nós e para o Banco Central", comentou a cofundadora da fintech. A empreendedora acredita que esse processo se tornará mais eficiente, o que beneficiará fintechs de todo o Brasil. “O BC tem se mostrado muito aberto à inovação e buscado modernizar a regulação para estimular a competitividade no setor. A criação das contas de pagamento, por exemplo, que é a categoria em que se encaixa a NuConta, é uma grande evolução regulatória”, afirmou.

Mais funcionários

Ainda neste ano, a fintech experimentou um crescimento também no número de pessoas que a compõe. Desde o começo de 2017 para 2018, a equipe, que era de 400 pessoas, mais que dobrou, alcançando 850 pessoas. Atualmente, a startup conta com quase 1.300 funcionários.

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