MVP: entenda o que é e como lançá-lo no mercado

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

30 de março de 2020 às 13:17 - Atualizado há 7 meses

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Você sabe o que é um MVP, ou Minimum Viable Product? A sigla, frequentemente usada no mundo das startups e traduzida como Produto Mínimo Viável, se refere a versão simplificada de um produto ou serviço criado por uma startup. Por meio dele, empreendedores podem testar suas soluções para chegar a um modelo ideal para o cliente.

A melhor forma de preparar o MVP é, antes de tudo, olhar para o problema. “Quando temos uma ideia, devemos nos perguntar: qual problema estou resolvendo? Depois de entender se o produto encaixa a uma demanda, entramos no ciclo de construção desse protótipo”, explica Junior Borneli, fundador da StartSe. 

Ao lado de Eduardo Glitz, sócio da Yuool, o empreendedor falou sobre o tema em uma das aulas do ReStartSe, programa online e gratuito para empresários, gestores, e empreendedores que desejam reduzir os impactos da crise em 2020. Saiba mais e faça sua inscrição!

Na fase de desenvolvimento, é importante entender que o MVP já faz parte do produto final, ou seja, deve entregar um valor para convencer o cliente de que aquilo é útil. Com o resultado em mãos, vem a etapa mais importante: a de feedbacks. “Nunca faça um produto para o cliente, mas com o cliente. Toda vez que você leva uma solução para o mercado e pega os feedbacks, as chances de evoluir são muito maiores”, ressalta Borneli.

Na prática

No Brasil, diversas startups tiveram sucesso depois de lançar um protótipo e aprender com ele. A Yuool é uma delas. A startup brasileira de moda criou um tênis feito de lã merino, um tecido nobre italiano. O diferencial dele, além da maciez e conforto, é poder ser usado em qualquer estação, já que mantém a temperatura ideal dos pés. 

“No momento em que desenvolvemos o primeiro tênis, fomos para as ruas eliminar incertezas. Mostramos o produto para as pessoas e perguntamos o quanto elas estavam dispostas a pagar”, conta Glitz. Depois de chegar a um preço, os empreendedores entenderam que, com o custo de produção, vender o item em shoppings ou em outras lojas ultrapassaria a expectativa do público. Foi assim que a marca nasceu digital, com as vendas pelo e-commerce.

Além disso, com um MVP e o retorno dos primeiros clientes, a startup conseguiu aprimorar o produto e lançar novas versões — processo que se tornou constante. “O primeiro lote que fizemos foi em uma garagem. Esse é o primeiro desafio: testar pequeno e rápido. Mas, é importante. Assim, conseguimos pegar os feedbacks do público para melhorar”, ressalta Glitz.