Como manter (ou aumentar) a produtividade com home office

João Ortega

Por João Ortega

19 de março de 2020 às 09:11 - Atualizado há 6 meses

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O crescimento dos casos de pessoas contaminadas com o novo coronavírus (Covid-19) no Brasil está levando milhões de profissionais a trabalharem de suas casas no formato conhecido como home office. Empresas de diversos setores, especialmente nos grandes centros urbanos do país, inclusive já fecharam seus escritórios seguindo a tendência global.

No entanto, o home office é uma prática de trabalho que requer treino, atenção a alguns detalhes e auxílio de ferramentas para funcionar. Nem todo profissional está acostumado a este regime ou tem, em casa, o ambiente ideal para exercer sua função. Neste sentido, é normal que haja, nos primeiros dias, uma diminuição da produtividade para as empresas que estão impondo o home office pela primeira vez.

Isto não significa que o home office em si seja prejudicial à produtividade. Pelo contrário: estudos indicam que trabalhar de casa é mais produtivo e reduz custos tanto ao funcionário quanto ao empregador. Neste sentido, as empresas brasileiras podem encarar este momento de crise como uma oportunidade para aprimorar este novo modelo de trabalho.

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Home office

Um estudo realizado nos EUA pela plataforma de emprego Airtasker com mais de 1000 pessoas identificou uma série de benefícios do home office. Da amostra, cerca de 50% é adepto do trabalho remoto. Os dados mostraram que este grupo trabalha de forma produtiva, em média, 10 minutos a mais do que os funcionários alocados.

Além disso, aqueles que trabalham no modelo home office perdem, na média, 27 minutos com “distrações” (redes sociais, aplicativos de mensagens e sites variados), enquanto no escritório este número sobe para 37 minutos. A pesquisa também destaca que funcionários remotos fazem pausas mais longas do que os que estão in loco – e pausas mais longas estão diretamente relacionadas ao aumento de produtividade.

Entre os participantes da pesquisa, a média de deslocamento para o trabalho é de 44 minutos. Ou seja, a cada dia, os adeptos do home office têm 1h30 a mais para realizar tarefas e cuidar do próprio bem-estar. Neste sentido, os trabalhadores remotos praticam 25 minutos a mais, em média, de exercícios físicos do que o outro grupo.

Produtividade e organização

De acordo com Christian Barbosa, especialista em produtividade e gestão do tempo, o segredo para ser produtivo está na organização e no planejamento. E, para isto, dados são a melhor das ferramentas. “A base da execução humana é numérica, é matemática”, explica. “Há áreas complementares aos dados, como a nutrição e a psicologia. Mas são ciências acessórias, que interferem na produtividade, mas pouco. Por exemplo, óbvio que uma pessoa deprimida vai render menos, mas até uma pessoa deprimida, com bom planejamento, pode ser mais produtiva do que alguém extremamente motivado sem um plano”.

Barbosa criou um método prático, baseado em dados e formulado matematicamente, para ser mais produtivo. Esta solução acabou se transformando na Triad, uma startup de gestão do tempo que já impactou milhões de pessoas no mundo todo.

Existem outras ferramentas, gratuitas e online, que auxiliam na organização de tarefas, comunicação entre colaboradores e execução de projetos. No vídeo abaixo, Junior Borneli, fundador da StartSe, e Felipe Lamounier, head de missões internacionais da StartSe, discutem as melhores práticas e apresentam os softwares que podem ajudar neste momento delicado para as empresas. Assista:

Conheça as melhores ferramentas e práticas para trabalhar remotamente com produtividade