Como liderar um time em cenários de incerteza? – ReStartSe 23/04

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

27 de abril de 2020 às 20:28 - Atualizado há 1 mês

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No meio da pandemia devido ao novo coronavírus, a StartSe criou o #MovimentoReStartSe, um programa de capacitação 100% gratuito e online para auxiliar empresas e profissionais a lidarem e saírem melhores dessa crise. Quatro aulas ao vivo são ministradas por especialistas do Brasil, Vale do Silício ou China em nossas redes sociais diariamente, às 11h, 13h, 15h e 17h.

Confira o resumo das aulas de quinta-feira (23):

André Freire: como garantir que o time entregue os melhores resultados em cenários de incerteza

André Freire, sócio da consultoria EXEC, conversou com Junior Borneli as características que os líderes devem ter neste momento de crise. Para que o time entregue os melhores resultados, o líder deve ser carismático para que as pessoas o sigam e os incentive a “pensar fora da caixa”. Eles também devem tomar decisões e se adaptarem a este cenário rapidamente – “muitas das companhias irão entender que, no novo mundo, irão precisar de uma fluidez hierárquica maior”, afirmou.

Freire cita que os executivos de perfil fechado ou com grandes egos estão perdendo espaço. Agora, as empresas buscam líderes transparentes, que mostrem vulnerabilidade e que também coloquem a mão na massa.

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Rodrigo Vieira: o papel das fintechs no contexto da COVID-19

Rodrigo Vieira, advogado especialista em startups, participou da trilha de aprendizado de Mauricio Benvenutti, sócio da StartSe. Vieira afirmou que, com o novo coronavírus, a terceira idade – que faz parte do grupo de risco da doença – está se digitalizando muito mais rápido. Eles estão se abrindo para realizar compras e gerir suas finanças online em prol da segurança. Caso ainda não possuam, as fintechs devem se preocupar em oferecer sistemas acessíveis.

Além disso, startups do mercado financeiro têm se destacado com suas iniciativas no combate à COVID-19. Um exemplo é o Nubank, que direcionou verbas de marketing para a telemedicina, apoio psicológico a clientes e empresas de logística e entregas, como a Rappi. Para o advogado, agora é hora de as empresas viverem o seu propósito como nunca.

Como as fintechs – inclusive do Vale do Silício e China – estão transformando o mercado financeiro

Sandro Valeri: aero space e seus desafios

A aviação é um dos mercados que mais sofre com a pandemia. Mas, antes disso, ele já estava enfrentando muitas mudanças. Sandro Valeri, diretor de estratégia de inovação e corporate venturing na Embraer, discutiu com Felipe Lamounier, sócio da StartSe, quais são essas transformações.

Há startups criando voos por assinatura e frotas compartilhadas, por exemplo. Na primeira opção, os passageiros pagam por uma assinatura fixa e voam quantas vezes quiserem dentro do pacote. Já as frotas compartilhadas têm o objetivo de vender as cadeiras vazias disponíveis em aviões particulares. Nos EUA, a Wheels Up oferece este serviço, enquanto no Brasil temos a Flapper.

Na tecnologia, a Alphaelectro está desenvolvendo o primeiro avião elétrico certificado no mundo. Eles devem se tornar autônomos mais rapidamente do que os carros, pois há menos complexidades, mas só devem realizar voos 100% sozinhos daqui há alguns anos, depois de bilhões de dados coletados e milhares de testes realizados.

Daniel Castello e Antonio Salvador: competências digitais – o que faz uma empresa estabelecida ser capaz de reagir rápido e sair mais forte de uma disrupção sistêmica como a provocada pelo COVID-19

Antonio Salvador, executivo que foi chefe de dados do Grupo Pão de Açúcar e Daniel Castello, mentor Endeavor, participaram da aula com Pedro Englert, CEO da StartSe. Eles classificaram a pandemia do novo coronavírus como uma disrupção do mercado e recomendaram que as empresas se defendessem, mas também atacassem. Elas devem retirar-se de um negócio quando a receita diminui muito ou mover-se para um nicho e ganhar a competição por novos mercados competindo de formas diferentes.

Agora, mais do que nunca, é o momento de ouvir a necessidade do cliente e se adaptar para oferecer o que eles demandam. Os líderes devem ter uma hiperatenção, identificando as mudanças dentro e fora da empresa; tomada de decisão inclusiva e aumentada, passando a ouvir a empresa como um todo, contando com mais diversidade; e agir rapidamente de acordo com a necessidade do negócio.

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