Bitcoin bate recorde e alcança US$ 40 mil. Existe uma segunda onda da criptomoeda?

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

8 de janeiro de 2021 às 13:51 - Atualizado há 3 semanas

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O Bitcoin alcançou o valor recorde de US$ 40 mil nesta quinta-feira (7). O valor ultrapassa R$ 200 mil por unidade.

Não por acaso, a maior corretora de criptomoedas do Brasil, o Mercado Bitcoin, sofreu instabilidade devido ao alto número de acessos e transações.

O último “boom” havia sido em 2017; mas desde 2020, é possível observar um crescimento acelerado. O que não mudou de lá para cá é o seu caráter: a moeda digital continua sendo um investimento volátil e de alto risco.

E o que mudou de lá para cá?

2020 ficou marcado por ser, no mínimo, um ano surpreendente e instável — e algumas empresas aproveitaram para investir em novos negócios, o que inclui o Bitcoin. A MassMutual, seguradora dos Estados Unidos, investiu US$ 100 milhões na criptomoeda. Quem decidiu investir metade deste valor foi a Square, empresa de pagamentos de Jack Dorsey, fundador do Twitter. Já a MicroStrategy levantou a régua: o aporte foi de US$ 1,1 bilhão (sim, com B).

Outros nomes continuaram endossando a criptomoeda. O PayPal, carteira digital utilizada mundialmente, passou a permitir negociações dentro de sua plataforma. A partir deste ano, os clientes poderão efetuar compras com a moeda em mais de 26 milhões de estabelecimentos.

A opinião de influenciadores

Há, ainda, a influência de grandes personalidades. Elon Musk é um dos empreendedores e investidores que frequentemente mencionam a criptomoeda. “Bitcoin é a minha palavra de segurança. Brincadeira, quem precisa de uma palavra de segurança, afinal?”, foi um de seus tweets em 20 de dezembro de 2020.

No mesmo dia, ainda na rede social, ele recebeu conselhos de Michael Saylor, CEO da MicroStrategy (sim, a empresa que investiu o bilhão). Saylor recomendou que o CEO da Tesla convertesse o balanço da empresa em bitcoins, “fazendo um favor aos acionistas”. Musk respondeu com uma dúvida: “é possível fazer transações tão grandes?”.

Warren Buffett, bilionário e fundador da Berkshire Hathaway, afirmou à CNBC em fevereiro de 2020 que o Bitcoin “basicamente não tem valor”. Em outros momentos, ele comparou a criptomoeda a uma ilusão que atrai “charlatões”.

O que esperar para 2021?

O Bitcoin iniciou o ano estrelando em capa de revista: a Financial Times. A edição de 3 de janeiro destaca a valorização da criptomoeda em 2020. No entanto, artigos de opinião do mesmo veículo trazem questões que ainda não são um consenso: o Bitcoin é um ativo? Pode ser tão facilmente negociado quanto uma moeda comum? Como os Bancos Centrais continuarão recebendo essa novidade?

Já existem alguns eventos previstos para este ano que podem balançar os números da criptomoeda para cima ou para baixo. Um exemplo é a primeira oferta de ações da Coinbase, uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo. Essa é uma chance para entender como as moedas criptografadas — e não apenas o Bitcoin — estão sendo vistas pelo mercado.

E é claro que as previsões já começaram. O Citi estima que a criptomoeda pode alcançar US$ 300 mil ainda neste ano. O JP Morgan é mais conservador: a aposta é de US$ 146 mil. Para o banco, o apoio institucional difere esta segunda onda do Bitcoin em comparação à primeira, de 2017.

Agora, a questão que permanece sem resposta: a segunda onda do Bitcoin veio para ficar? Que aguardemos as cenas dos próximos capítulos…