Os três tipos de inovação, segundo Clayton Christensen

Professor de Harvard, autor do livro ‘O Dilema da Inovação’, explica como inovar pode salvar uma empresa ou um país

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Inovação é um termo que pode ser aplicado a diversas atividades que visam buscar algo novo, diferente. Segundo Clayton Christensen, professor da Harvard Business School e um dos teóricos mais influentes do mundo dos negócios, uma definição assertiva do conceito é essencial para entender sua importância na economia. “Inovação é uma mudança no processo pelo qual uma organização transforma trabalho, capital, matéria-prima ou informação em produtos e serviços de valor maior”, define o norte-americano no livro O Dilema da Inovação.

Christensen afirma ter recentemente se deparado com uma das questões mais importantes em seu estudo: de onde vem a prosperidade duradoura? A resposta: inovações que criam mercados. “Quando a prosperidade de um país se mantém estática mesmo com alta atividade dentro de suas fronteiras, ele pode não ter um problema de desenvolvimento. Ele tem um problema de inovação”, afirma o teórico.

Em artigo publicado no Linkedin, Clayton Christensen define três tipos de inovação.

Inovação que cria um mercado

Como o próprio nome diz, algumas inovações criam novos mercados. Elas miram pessoas que não tinham acesso a um produto ou serviço pelo alto custo ou pouca especialização. Portanto, este tipo de inovação inclui simplificar e diminuir os custos de um produto. Desta forma, gera uma nova demanda que não consumia o serviço antes da transformação inovadora.

“Em alguns casos, esta inovação pode criar uma categoria inteiramente nova de produtos”, explica Christensen. O teórico exemplifica com o Ford Model T, o primeiro modelo popular da fabricante de carros. “Henry Ford tornou o automóvel simples de dirigir e financeiramente acessível a milhões de americanos”. O mercado criado pela inovação da Ford levou a uma série de novos mercados relacionados, mais inovações e uma fundação sólida para prosperidade e crescimento da indústria por muitos anos.

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Inovação de sustentação

Inovações de sustentação se configuram como evolução de produtos e serviços existentes e geralmente atingem consumidores que buscam melhor desempenho. A ideia é trazer alguma ideia diferente que possa agregar valor ao produto, mas não o transforma nem consegue criar um novo público consumidor.

“Quando um fabricante de automóveis inclui novidades como assentos aquecido, janelas elétricas e piloto automático, são inovações de sustentação”, exemplifica o teórico norte-americano. Ele afirma que essas evoluções são importantes para que uma empresa se mantenha competitiva. Entretanto, não têm um impacto no mercado como um todo.

“Companhias raramente precisam criar ou modificar setores de vendas, distribuição, marketing e manufatura por causa de uma inovação de sustentação”, afirma Christense. “Essas empresas seguem vendendo para uma base de consumidores já conhecida utilizando canais de venda já estruturados”.

Inovação de eficiência

Inovações de eficiência permitem que empresas façam mais com menos recursos. São mudanças na cadeia de produção que só atingem o consumidor no preço, velocidade ou quantidade disponível do produto ou serviço.

Tecnologias de automação são um bom exemplo de inovações de eficiência. Elas aumentam a produtividade, substituem o trabalho humano em tarefas mecânicas e diminuem custos de produção. “Com inovações de eficiência, companhias podem ser mais lucrativas, mas continuam vendendo um produto semelhante para os mesmos mercados tradicionais”, analisa Clayton Christensen.

Conclusões

Em seu artigo, o teórico de Harvard afirma que “entender os diferentes tipos de inovação nos faz começar a ver como cada um impacta uma empresa e a economia de maneiras distintas”. Ele vê um senso comum falso de que a sociedade precisa “se consertar” para se tornar um ambiente inovador.

Na verdade, são as ações inovadoras que consertam a sociedade. “Inovação enraíza nossa infraestrutura, cultiva nossas instituições e abranda a corrupção”, opina Christensen.

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