Coronavírus: Como a China educa 180 milhões de alunos que não podem ir para a escola?

Como educar quase um Brasil inteiro de crianças e jovens quando o país está passando por um surto de coronavírus?

Victor Hugo Bin

Por Victor Hugo Bin

18 de fevereiro de 2020 às 16:41 - Atualizado há 1 mês

Como educar quase um Brasil inteiro de crianças e jovens quando o país está passando por um surto de coronavírus?

A China é mundialmente conhecida pela sua disciplina e seu rigoroso sistema educacional. Cerca de 95 por cento da população é alfabetizada e o governo trata o investimento em educação como uma prioridade.

Entretanto, o surto de coronavírus se tornou um grande desafio para as escolas da região. Com mais de 70 mil casos confirmados do surto, a China adiou o início do ano letivo.

E o Ministério da Educação chinês está buscando soluções para garantir que os mais de 180 milhões de estudantes continuem aprendendo, mesmo sem eles irem fisicamente às escolas.

Como eles estão resolvendo esse problema com um volume de alunos quase do tamanho da população brasileira?

O órgão lançou uma plataforma nacional em nuvem para transmitir aulas para alunos do ensino médio e fundamental. Os estudantes têm acesso a mais de 160 lições em 12 disciplinas diferentes.

Nos próximos dias, os professores irão atualizar os conteúdos com novos materiais.

O órgão chinês conseguiu com excelência unir governo com as empresas de tecnologia que podiam criar soluções para educar em larga escala.

Empresas como Huawei, Baidu e Alibaba vão garantir uma plataforma online que suporte ao mesmo tempo até 50 milhões de alunos. E os professores poderão usar o Dingtalk, uma plataforma de transmissão ao vivo, para darem suas aulas.

Epidemia como tema de aula

Enquanto o mundo fica apreensivo com o surto da doença. As escolas chinesas estão usando o coronavírus como material de estudo.

Escolas de Pequim estão usando plataformas online para incentivar seus alunos a compartilhar o que aprenderem com a epidemia. É uma forma não só de educá-los sobre o tema, como também aumentar a conscientização sobre o tema e ajudar no setor de saúde pública do país.

Mesmo sem previsão das escolas retomarem suas aulas, uma coisa é certa no país: o aprendizado não pode parar. Seja ele online ou offline, seja para proteger os alunos do coronavírus ou usá-lo como material de estudo dentro dos chats e salas de aula com os professores.

A China está mostrando ao mundo porque ela é uma das maiores referências da Nova Educação no mundo. E diversas instituições e educadores deveriam olhar para lá se quiserem trazer o modelo educacional (atualmente 100 anos atrasado) para o século 21.

Se você atua no setor da educação e está em busca de novas estratégias e plataformas de ensino para atingir seus alunos onde quer que ele esteja. No ambiente online e offline, e transformar o que seria uma simples sala de aula em um ambiente de interação e divertido tanto para professores quanto para alunos…

A StartSe vai realizar em maio uma imersão internacional para 25 profissionais da educação conhecerem empresas e startups que estão transformando a educação por lá. E aulas e palestras para você aprender como aplicar esse modelo inovador de educação aqui no Brasil.

Para conhecer mais sobre a imersão, os experts que vão te acompanhar e programação completa, confira a página oficial da Imersão Internacional Edtech China.

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