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Fadiga do Zoom? Ações da companhia caem 90% em um ano

Agora, empresa busca se reinventar e não repetir os passos do Peloton. Entenda

Fadiga do Zoom? Ações da companhia caem 90% em um ano

Zoom (Foto: Unsplash)

4 min

24 nov 2022

Atualizado: 24 nov 2022

O Zoom experimentou um crescimento astronômico durante a pandemia de COVID-19. Agora, com o fim do momento crítico e o fortalecimento de concorrentes, a companhia está enfrentando uma queda da mesma magnitude. As ações caíram 90% desde outubro de 2020.

Enquanto o trabalho remoto e híbrido são heranças que a pandemia nos trouxe, o Zoom pode não fazer parte dessa lista. Isso porque sua receita tem caído desde o primeiro trimestre de 2021. Ao mesmo tempo, a empresa tem tentado reverter esse cenário aumentando em 56% o investimento em marketing, desenvolvimento de produtos, entre outros. O número é do terceiro trimestre deste ano. 

Novo Zoom à vista?

O Zoom está investindo em novas frentes de negócio. Além de apostar na frente B2B, a empresa também criou um serviço de ligações no telefone em nuvem e uma plataforma para realização de conferências.

O foco em B2B pode ajudá-lo a conseguir novos usuários ativos diariamente e, talvez, aproximar-se novamente de seus tempos áureos. Em dezembro de 2019, o Zoom possuía 10 milhões de usuários ativos por dia. Em março de 2020, quando a pandemia teve início globalmente, a empresa atingiu 200 milhões de usuários diários.

Mas, aos poucos, algumas dessas 200 milhões de pessoas migraram para outros serviços de videoconferência, como Microsoft Teams, Google Meet, Cisco Webex e Slack (que foi adquirido pela Salesforce no fim de 2020, por US$ 27,7 bilhões). Todos esses serviços possuem um foco maior em empresas.

Zoom, videoconferência, reunião online (Foto: unsplash)

Este também é o momento do Zoom se desvencilhar da fadiga. Isso porque o fenômeno de que as pessoas estavam cansadas de realizar reuniões através de videoconferências acabou ganhando o nome de “fadiga do Zoom”. Ponto para os concorrentes…

… ou um novo Peloton?

O Zoom corre o risco de repetir os passos do Peloton, empresa de Nova York que também viu seu ápice junto à pandemia. Na época, com o distanciamento social, as pessoas passaram a se exercitar usando as aulas online da companhia. 

E o Peloton teve um bom desempenho até a reabertura das academias… E de criar os seus próprios equipamentos fitness. A empresa, que contava com uma produção própria, acabou enfrentando problemas de logística, reparos e de tempo que impactaram seus clientes e todo o negócio.

Desde então, a empresa que havia atingido US$ 50 bilhões de valor de mercado já está na quarta rodada de demissões e dispensou mais de 500 funcionários. Barry McCarthy, presidente que chegou em fevereiro deste ano na Peloton, disse que a empresa possui cerca de seis meses para se recuperar significativamente — caso contrário, não será mais viável como empresa independente.


Por que importa?

O Zoom e o próprio Peloton são exemplos de empresas que cresceram de forma avassaladora, mas que não souberam se reinventar após os períodos de crescimento. Elas foram favorecidas pelos acontecimentos e as novas demandas daquele momento e não souberam se posicionar quando a mesma demanda diminuiu/voltou ao status normal.

O acontecido reforça a necessidade de que as empresas planejem seus próximos passos no melhor e no pior cenário, para garantir que estejam preparadas e que sofram o menor impacto possível das condições externas. Conheça mais sobre as Organizações Infinitas.

 

 


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