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Sprout quer ser Nubank dos investimentos (nos EUA)

Companhia levantou rodada de R$ 30 mi para construir “plataforma social de serviços financeiros” para latinos e competir com Avenue e Nomad.

Sprout quer ser Nubank dos investimentos (nos EUA)

Mulher no celular fazendo investimento (foto: Getty)

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A diversificação de investimentos não é uma sacada inventada por influenciadores de finanças para vender cursos. É bíblico. “Empregue o seu dinheiro em bons negócios e com o tempo você terá o seu lucro. Aplique-o em vários lugares e em negócios diferentes porque você não sabe que crise poderá acontecer no mundo”, nos recomenda Eclesiastes 11:1-2.

E em momentos de instabilidade com os atuais, qual a melhor opção para diversificar? Procurar opções mais seguras, como o mercado americano. Se você é super rico, isso não é nenhuma novidade, mas para os reles mortais, essa modalidade de investimento começou a ser uma opção de fato nos últimos 3 anos, com Avenue, Stake, Passfolio e Nomad.

Essa movimentação chamou a atenção dos americanos Ruben Guerrero e Tyler Richie, que já tinham morado e trabalhado no Brasil. No começo do ano passado, a dupla voltou ao país e começou a desenhar o que viria a ser a Sprout. “Queremos ser o Nubank dos investimentos”, brinca Ruben. Se bem que o próprio Nubank quer ser o Nubank dos investimentos, com a Nu Invest (antiga Easynvest). Mas bora lá.

A Sprout se define como uma “plataforma social de serviços financeiros” e a ideia é funcionar como uma rede social mesmo, onde os usuários trocam dicas e informações sobre investimento. A ideia, segundo Ruben, é criar uma comunidade com conteúdo curado que ajude as pessoas a entender mais sobre investimentos e encontrar oportunidades para aplicar seu dinheiro.

O mote é que todo mundo pode começar a partir de US$ 1. O alvo é principalmente um público mais jovem (18 a 35 anos), das classes B e C. O Brasil fora da Faria Lima. Mas a ambição é atender toda a América Latina. Os investimentos em frações de ações de fundos negociados eletronicamente (ETFs) são gratuitos para os usuários e a ideia é lançar, no futuro, um serviço de assinatura.

“Uma pessoa comum não quer ouvir um morning call, ler um relatório. Ela quer resolver o problema de descoberta. Por isso queremos fazer as coisas muito simples de começar, para que ela possa descobrir oportunidades, aprender de outros e crescer junto. O day trader não vai operar com a gente. Estamos construindo para as massas”, completa Ruben.

NO SOY UNA CORRETORA

Os cofundadores da Sprout Ruben Guerrero e Tyler Richie (foto: divulgação)

Pelo formato proposto, a Sprout não pretende atuar como corretora, fazendo oferta ou recomendações de investimentos. A ideia é ser apenas um meio de campo para quem quer comprar um ativo.

O parecer 33 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) prevê esse formato de serviço de intermediação para entidades estrangeiras mediante a contratação de uma empresa autorizada a operar pelo regulador. Como o contrato com uma corretora ainda não está fechado, Ruben não quis adiantar o nome de que será o parceiro. Nos EUA a Sprout usa os serviços da Alpaca Securities.

O modelo é parecido com o que a Public.com faz nos EUA. A companhia, que já levantou mais de US$ 300 milhões de nomes como Accel, Greycroft e Tiger, aliás, está entre os investidores da rodada seed da Sprout.

Ao todo, ela captou R$27 milhões R$ 30 milhões (US$ 5,7 milhões) em duas parcelas, uma em abril e a outra em agosto. Além da Public.com, entraram Y Combinator (da qual ela participou da turma mais recente S21), Sound Ventures (do ator Ashton Kutcher), Liquid2, Geometry Ventures, HOF Capital, Quiet Ventures, First Check Ventures, Investo e The Marathon Lab.

Também participaram Oliver Jung, que investiu no Uber, Nubank, Robinhood, Revolut e We Work; Ricardo Weder, da Justo; Brian Requarth; Zach Sims, da Code Academy; Parker Treacy, da Cobli e os fundadores da healthtech Pipo Saúde.

A operação conta atualmente com 17 pessoas, muitas vidas do Nubank, onde o cofundador Tyler foi um dos primeiros cientistas de dados. O serviço está em fase de testes com clientes convidados em países que não exigem licenças específicas de operação desde fevereiro/21. A ideia é entrar no ar aqui no Brasil assim que os trâmites legais forem concluídos. No momento, a página da companhia aceita cadastros para a fila de espera.

Perguntado sobre o incremento da competição nesse segmento, Ruben diz acreditar que esse não é um mercado em que o vencedor leva tudo. “Só 2% das pessoas na América Latina têm algum investimento. Vamos ter muitos vencedores. Tem espaço para uma Avenue, que tem uma abordagem mais completa. Vai ter espaço para um Robinhood e também para aqueles mais focados em comunidade. Isso valida que a demanda está aí, que o varejo está procurando acesso, ferramentas”, diz.

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