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Spotify compra empresa em busca de proteção: entenda a importância

Três meses depois de adquirir o jogo musical Heardle, o Spotify está de volta às compras

 Spotify compra empresa em busca de proteção: entenda a importância

, Head de Conteúdo na Captable

7 min

6 out 2022

Atualizado: 11 jan 2023

Conteúdo exclusivo Startups 

 A companhia anunciou nesta quarta-feira (5) a aquisição da Kinzen, startup irlandesa de detecção de conteúdo nocivo. As empresas já eram parcerias desde 2020 e, segundo o Spotify, a solução é bastante adequada para moderar melhor áudios e podcasts. O valor da compra, no entanto, não foi divulgado.

“A tecnologia avançada e a profunda experiência da Kinzen nos ajudarão a oferecer, de maneira mais eficaz, uma experiência segura e agradável em nossa plataforma em todo o mundo”, disse o Spotify, em nota. Criada em 2017 por Áine Kerr, Mark Little e Paul Watson, a ferramenta combina aprendizado de máquina e experiências humanas, a partir de análises de acadêmicos e jornalistas locais, para analisar conteúdos potencialmente nocivos e discursos de ódio em vários idiomas e países.

De acordo com Dustee Jenkins, chefe global de Relações Públicas do Spotify, a aquisição permitirá que o app de streaming de áudio melhore ainda mais sua capacidade de detectar e abordar conteúdos nocivos. “Esse investimento expande a abordagem do Spotify para a segurança da plataforma e ressalta a seriedade com que levamos nosso compromisso de criar uma experiência segura e agradável para criadores e usuários”, afirmou o executivo, em comunicado.

“A combinação de ferramentas e insights de especialistas é a força única da Kinzen que consideramos essencial para identificar tendências emergentes de abuso nos mercados e moderar conteúdo potencialmente perigoso em escala”, disse Sarah Hoyle, chefe de confiança e segurança do Spotify. “Esta expansão de nossa equipe, combinada com o lançamento de nosso Conselho Consultivo de Segurança, demonstra a abordagem proativa que estamos adotando neste importante espaço.”

Revisando políticas

Recentemente, discussões sobre moderação de conteúdos no Spotify vieram à tona após o apresentador e podcaster norte-americano Joe Rogan espalhar desinformações sobre a vacina contra a Covid-19 em seu programa. O ocorrido gerou uma reação pública para que a plataforma removesse os conteúdos. A certa altura, 270 médicos e cientistas assinaram uma carta aberta ao Spotify exigindo que a empresa criasse políticas de desinformação. Artistas como Neil Young e Joni Mitchell retiraram suas músicas do serviço como forma de manifestação.

Em fevereiro deste ano, o Spotify tirou do ar 113 episódios do podcast “Joe Rogan Experience”, após o apresentador emitir um pedido de desculpas por usar insultos raciais em seu podcast, ampliando os protestos contra o comediante.

O serviço de streaming revisou suas políticas em torno da Covid-19 e desinformação no início do ano. No entanto, segundo o TechCrunch, críticos e especialistas argumentaram que as mudanças não tiveram um impacto considerável. Em junho, a companhia deu mais um passo para tentar controlar melhor o conteúdo publicado em sua plataforma com a criação de um Conselho Consultivo de Segurança, dedicado a orientar as futuras decisões de moderação de conteúdo do Spotify.

O anúncio da aquisição da Kinzen indica esforços do Spotify para melhorar a experiência de moderação de conteúdo internamente, indicando que as ações tomadas até então não haviam sido suficientes.



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Victor Marques é Head de Conteúdo na Captable, maior hub de investimentos em startups do Brasil, que conecta seus mais de 7000 investidores a empreendedores com negócios inovadores. Escreve há mais de dois anos sobre inovação. Formado em Letras e Mestre em Linguística pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

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