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Scalable, de crédito para startups, aposta em um mercado novo no Brasil

Scalable, de crédito para startups, aposta em um mercado novo no Brasil

Scalable, de crédito para startups, aposta em um mercado novo no Brasil

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4 min

18 jun 2024

Atualizado: 18 jun 2024

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“Eu tenho um sonho”. A frase abriu o famoso discurso antirracista do ativista americano Martin Luther King, em 1963. Mas também é o que move todo empreendedor de startup como Marcelo Bragaglia, sócio fundador da Scalable.

O sonho, neste caso, é ser a principal fintech de crédito para startups do Brasil. Nessa jornada, Marcelo e os sócios entenderam que estavam construindo outro sonho: desbravar o mercado de análise de receitas recorrentes no Brasil. Nos Estados Unidos, a auditoria de reconhecimento de receitas de empresas SaaS (software como serviço) já tem até regras contábeis específicas desde 2014.

“Estamos trazendo o conceito para o Brasil com o Scalable Analytics”, diz. Para ajudar nessa missão, a fintech acaba de atrair cerca de R$ 1 milhão de investidores anjo, que também atuam como conselheiros. Entre eles estão Fernando Fegyveres, ex-Banco Voiter e Cerc, e Luiz Cezar Fernandes, um dos fundadores do Pactual, comprado pelo BTG em 2009.

Analytics

O Scalable Analytics nada mais é do que o “core” da solução inicial desenvolvida pela Scalable para consumo próprio, agora empacotado para venda a terceiros.

Marcelo diz que a fintech percebeu que acabou reunindo e organizando informações que até mesmo as próprias startups SaaS clientes não tinham sobre si mesmas – ou pelo menos, não de forma tão clara. “São dados muito importantes não apenas para destravar acesso a crédito como para prestar contas a investidores”, diz Marcelo. E para a Scalable, é uma porta de entrada para conquistar novos clientes para dar crédito. “Em pouco tempo já temos mais de 100 usando nossa plataforma”.

Como funciona

A fintech une Open Finance com a conexão a vários gateways de pagamentos como Omie, Asaas, Vindi, Conta Azul e Superlógica para extrair dados financeiros e comerciais dos seus clientes. “Funciona como uma embedded finance reversa”, diz.

Para entrar na plataforma, o cliente precisa fazer login com dados do gateway que usa para pagar e receber. “É como usar uma rede social para fazer login em algum serviço”. Assim, a Scalable consegue ver os clientes dos clientes, seu crescimento, e outras variáveis importantes para analisar uma startup com um olhar diferente do de banco. “Depois, cruzamos os dados com indicadores financeiros tradicionais e, se o filme bate com a foto, perfeito: damos o crédito”.

Após um ano de vida, a fintech já emprestou quase metade do FIDC de R$ 20 milhões que levantou, em mais de 50 operações a 20 clientes, segundo Marcelo. Junto com Marcelo, estão os sócios Rafael Calixto Schalch e Aldo Amati.

Crédito para startups

“Levantar fundos com investidores é estressante, pode levar meses, e ainda dilui o capital dos fundadores”, lembra. “Além do mais, para investimentos como marketing e vendas, não faz sentido entregar capital em troca. O melhor é tomar emprestado. Hoje o mercado de crédito para startups ainda engatinha no Brasil, como era em Israel há 15 anos por exemplo. Mas acredito que o potencial em 10 anos é enorme”.

Marcelo informa, no entanto, que a Scalable não nasceu para ser um fundo de venture debt. Mas quer entrar na ponta de pagamentos, sem concorrer com os gateways e adquirentes. “Já temos integrações com os sistemas; o checkout é nosso, só vamos usar para gerenciar as assinaturas”.

*Conteúdo originalmente publicado no Finsiders Brasil, site parceiro do Startups

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