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Restaurante sem cozinha? A evolução das dark kitchens

Depois das dark kitchens, a Simple&Co evoluiu o conceito: com uma 'dark network' a startup utiliza cozinhas de parceiros para operar seus restaurantes digitais.

Restaurante sem cozinha? A evolução das dark kitchens

restaurante-sem-cozinha-evolucao-dark-kitchens (Foto: Simple&Co/Divulgação).

8 min

25 mai 2022

Atualizado: 25 mai 2022

Por Victor Marques, da CapTable Brasil.

Os hábitos alimentares mudaram com a pandemia. Havia quem apostasse que, com o fim das restrições, o delivery de alimentos entraria em declínio. Porém, a realidade é outra: de acordo com pesquisa realizada em 2022 pela National Restaurant Association, cerca de 68% dos entrevistados declararam que agora são mais propensos a pedir delivery para receber em casa ou no trabalho.

Os restaurantes também não devem deixar de lado a modalidade, que, segundo pesquisa do Instituto Foodservice Brasil (IFB), representa 39% do faturamento total dos negócios. Com a falta de demanda por estabelecimentos físicos durante a pandemia, as dark kitchens caíram no gosto dos empreendedores do setor: uma cozinha que funciona apenas para abastecer um restaurante virtual, sem salão para consumo no local, é uma oportunidade de ter um negócio alimentício com investimentos mais baixos.

E se houvesse uma maneira de investir ainda menos, sem necessidade de construir espaços físicos, e ter uma rede de restaurantes digitais?

Assim como Uber e Airbnb, a meta de todo negócio escalável é encontrar uma maneira de ter o menor volume de capital imobilizado possível. A Uber não possui carros e o Airbnb não é dono de apartamentos. Esse modelo de negócio é chamado de asset light e representa uma oportunidade de ouro para crescer rapidamente.

Foi identificando essa oportunidade que a Simple&Co surgiu: uma foodtech que simplificou o conceito das dark kitchens, ao mesmo tempo que encontrou um modelo que gera renda extra aos donos dos restaurantes parceiros.

objetivo-da-simple-and-co-e-entregar-comida-simples-para-pessoas-complexas. (Foto: Simple&Co/Divulgação).

A SIMPLE&CO

A Simple&Co começou operando dark kitchens próprias, mas logo viu uma oportunidade de ter uma estrutura mais enxuta aproveitando a capacidade já instalada de outros restaurantes. Com essa ideia, a foodtech quer construir a maior plataforma de marcas virtuais de alimentação da América Latina.

Funciona assim: a Simple&Co cria marcas nativas digitais (DNVB) de alimentação – como PF Simples, Salada Simples e Burger Simples – e busca pequenos restaurantes para operá-las em regiões onde pretendem estar, oferecendo uma taxa fixa e uma porcentagem das vendas. Com isso, garante uma expansão sem gastos com estrutura, ao mesmo tempo que entrega aos restaurantes parceiros renda extra – uma média de R$ 5 mil ao mês de lucro.

Tudo isso ocorre sem a necessidade de investimentos ou contratações por parte do parceiro. Além disso, os cardápios das marcas já são feitos pensando na praticidade e rapidez de preparo, de maneira que não afete o funcionamento do negócio já existente no local. A Simple&Co fornece os treinamentos necessários e cuida da gestão, do marketing, da inovação e de todas as atividades necessárias para gerar demanda, atender bem e fidelizar os consumidores.

O ESG é outro ponto forte do negócio: além de evitar a construção desnecessária de mais restaurantes para operar as marcas, reduzindo o impacto ambiental, a Simple&Co entrega renda extra para pequenos restaurantes, muitas vezes um valor maior que o lucro que o parceiro tem com seu negócio original.

A operação de negócios alimentícios e a aproximação com players do Venture Capital pode ser difícil para empreendedores que não possuem essa experiência, mas esse não é o caso dos fundadores da Simple&Co: eles foram fundamentais na expansão que tornou a Benjamin a maior rede própria de padarias do Brasil em apenas três anos. André Piva, um dos co-CEOs, foi sócio do fundo de private equity Innova Capital, investido por Jorge Paulo Lemann, por 9 anos. Alan Pedroso, também co-CEO, foi consultor de gestão na Falconi e atuou em private equity na Península Participações, fundo investido por Abilio Diniz.

salada-simples-e-uma-das-marcas-digitais-da-simple-and-co. (Foto: Simple&Co/Divulgação).

PRÓXIMOS PASSOS

Além do modelo de negócio inovador proposto pela Simple&Co, a startup pretende ir além: enxergou na dificuldade dos pequenos restaurantes acessarem serviços financeiros uma oportunidade de incluir essa funcionalidade dentro de sua plataforma. O primeiro passo será oferecer cotações múltiplas em tempo real de empréstimos e adiantamentos de recebíveis para sua comunidade de parceiros.

A foodtech planeja uma expansão agressiva, focada inicialmente no estado de São Paulo – região metropolitana e interior – e depois em outros estados.

burger-simples-e-outra-das-dnvbs-da-simple-and-co. (Foto: Simple&Co/Divulgação).

POR QUE IMPORTA?

O Brasil conta com cerca de 700 mil pequenos restaurantes, que, em grande parte, não operam em sua capacidade máxima e  sofrem com custos fixos altos, margens apertadas e impossibilidade de realizar novos investimentos para se atualizarem. Ao entregar uma solução que não exige aumento de equipe ou investimentos em estrutura, a Simple&Co se torna um parceiro importante e proporciona uma nova fonte de renda relevante para os restaurantes em sua comunidade.

No último ano, a Simple&Co faturou R$ 4 milhões e já atende cerca de 10 mil clientes ao mês. A recorrência também é alta: mais de 50% dos pedidos são de clientes que já compraram no mês anterior. Sem fábricas próprias ou restaurantes, o desafio é crescer rapidamente para atender seu público e ajudar mais restaurantes pelo Brasil. Para seguir moldando o futuro do setor e trazendo uma realidade mais rentável e sustentável para os negócios de alimentação, a Simple&Co está buscando sócios através da CapTable, a plataforma de investimento em startups da StartSe. Confira a oferta completa.


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