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Qualquer pessoa pode criar software. O que muda quando isso é verdade?

Marcelo Echeverria, da Replit, foi ao AI Festival mostrar que o vibe coding não é tendência, mas uma ruptura já em curso, com 50 milhões de usuários

Qualquer pessoa pode criar software. O que muda quando isso é verdade?

Marcelo Echeverria — Country Manager Brasil, Replit

Bruno Lois

, Editor

7 min

14 mai 2026

Atualizado: 14 mai 2026

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Havia um mito confortável no mercado de tecnologia: "IA não escreve código de verdade." Ele caiu. Hoje, 75% do código do Google já é escrito por IA. E a Replit — plataforma número 1 de vibe coding no mundo — foi ao AI Festival 2026 para mostrar o que acontece quando essa realidade chega para todo mundo, não só para os engenheiros.

Marcelo Echeverria, Country Manager da Replit no Brasil, subiu ao palco com uma tese simples e radical: hoje, qualquer pessoa pode criar software. E usou três exemplos da própria família para provar o ponto, sem slides de laboratório, sem casos de grandes corporações. 

Seus filhos recriaram o Minecraft no Replit. Sua esposa, nutricionista, criou um app completo para a área, com foto do prato e cálculo automático de macros por IA. Seu irmão construiu seu próprio aplicativo de finanças pessoais, com integração a APIs, Open Finance e B3. 

Nenhum dos três é programador.

A virada: quem está criando software agora?

A resposta que Echeverria deu ao palco foi direta: domain experts. Quem está mais próximo do problema é quem cria a solução. E a nova linguagem de programação, segundo ele, é português, inglês ou qualquer linguagem natural. O código virou detalhe de implementação. A visão do problema virou o ativo central.

Isso tem uma consequência que reorganiza o mercado de trabalho: a barreira entre as profissões caiu. Devs fazem design. Designers programam. Product Managers entregam produtos do início ao fim sem depender de ninguém. Times de marketing lançam ferramentas e automações. E uma nova categoria emergiu — os Criadores — pessoas que transformam ideia em software sem escrever uma linha de código. Pela primeira vez na história, pessoas não técnicas constroem software real.

No Replit, você chega com uma ideia e sai com algo concreto: sites, apps mobile nativos, apresentações, animações, jogos, apps de dados. A promessa é sem intermediários entre o pensamento e o produto.

Os números que provam que isso não é discurso

A Replit tem mais de 50 milhões de usuários no mundo e saltou de uma valuation de US$ 3 bilhões para US$ 9 bilhões em apenas seis meses. Mas o número que mais provocou o público foi outro: 85% das empresas da Fortune 500 já usam Replit como ferramenta de vibe coding para times não técnicos. American Express, Visa, US Bank, a16z, Accenture, Atlassian, BMW, Mercedes-Benz, Coinbase, Deloitte, EY, PwC, HubSpot, Databricks, PayPal, Stripe, iFood, Ambev, Y Combinator e Anthropic estão na lista de clientes.

E, ao mesmo tempo, só 2% do mercado norte-americano tem entendimento sobre o que é vibe coding. A janela de vantagem competitiva para quem adotar agora é enorme — e está se fechando.

Um caso ilustrou bem a escala do que está em jogo: Mike Messenger, da Zillow, construiu um app em um fim de semana usando a plataforma. Resultado: US$ 100 milhões de faturamento adicional para a empresa.

A sombra que acompanha a democratização: os riscos

Echeverria foi honesto sobre o lado que a maioria dos entusiastas prefere ignorar. O vibe coding democratizou a criação de software… mas os riscos vieram junto. Os quatro principais problemas que já estão acontecendo: apps em produção sem proteção adequada, vazamento de dados em escala, código funcional mas inseguro e agentes agindo de forma autônoma sem supervisão.

A resposta da Replit para isso é uma convicção de produto: o sistema precisa proteger o usuário. Não dá para esperar que cada criador aprenda segurança do zero. Por isso a plataforma construiu camadas que protegem quem cria sem tirar a velocidade — e apresentou um framework completo de segurança enterprise com seis pilares: Defense in Depth (múltiplas camadas assumindo que qualquer uma pode falhar), SAST e agentes de segurança monitorando o software 24 horas para encontrar e corrigir vulnerabilidades automaticamente, Zero secrets no código (tokens e chaves de API nunca expostos diretamente), autenticação forte e isolamento com permissões granulares e ambientes separados, rollback e aprovação humana antes de mudanças críticas, e governança enterprise com SSO, auditoria, controle de acesso e monitoramento contínuo.

O convite final

Echeverria encerrou com uma afirmação que resume a aposta da Replit no Brasil: todo mundo aqui é capaz de criar e monetizar um conhecimento com o Replit. 

A palestra deixou claro que a pergunta que importa agora não é mais "você sabe programar?" — é "você sabe o que quer construir?"

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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