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Beep Saúde: qual o valuation de uma startup que aplica vacinas em casa?

A healthtech Beep Saúde recebeu aporte de R$ 110 milhões. Com o negócio, foi avaliada em R$ 670 milhões.

Beep Saúde: qual o valuation de uma startup que aplica vacinas em casa?

Vander Corteze, fundador da Beep Saúde (Foto: Divulgação Beep Saúde)

, jornalista

8 min

14 abr 2021

Atualizado: 4 jan 2023

Por Sabrina Bezerra

Numa rodada série B, a Beep Saúde recebeu um aporte de R$ 110 milhões liderada pelo fundo norte-americano Valor Capital Group — que já investiu em empresas como Descomplica, Gympass e Loft —, com a participação do Bradesco, DNA Capital e Endeavor Catalyst. Além do investidor anjo David Velez, fundador e CEO do Nubank. Com o negócio, a healthtech foi avaliada em R$ 670 milhões. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (14/04). O objetivo será ampliar o portfólio de serviços e expandir para outras regiões do Brasil.

Vander Corteze, fundador da Beep Saúde (Foto: Divulgação Beep Saúde).jpg

O FAZ A BEEP SAÚDE?

A startup carioca foi fundada em 2016 por Vander Corteze, médico; Iuri Menescal e Rodrigo Ferrer, engenheiros, com o objetivo de levar serviços de vacinação até a casa do paciente. Hoje, além de oferecer vacinas a domicílio, também leva exames como o da covid-19, teste do pezinho e sexagem. Funciona assim: o usuário faz o download do aplicativo, preenche os dados e escolhe o dia e o horário para a visita dos profissionais. O diferencial é o preço similar aos de clínicas tradicionais — mas sem precisar do descolamento do paciente. Na prática, a startup facilitou e reduziu o custo de um serviço que já existia (domiciliar) com a ajuda de tecnologia, que facilitou a logística do negócio.

Atualmente, a startup atende cerca de cem cidades do Distrito Federal, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. A healthtech tem cerca de 500 funcionários e pretende contratar mais 500 até o final deste ano. “Não só iremos crescer o time, como também os serviços prestados. Estamos estudando outras linhas de negócio, como infusão e entrega de medicamentos. Estamos no caminho para nos tornarmos o one stop shop da saúde, concentrando todos os principais serviços em um único lugar e fornecendo-os no conforto do lar de nossos usuários - ou qualquer outro lugar que desejarem”, disse em comunicado Vander Corteze, fundador e CEO da Beep Saúde.

HEALTHTECH

A chegada da pandemia do novo coronavírus fez o mercado de healthtech aquecer ainda mais. Afinal, elas têm a missão de facilitar a área da saúde com inovações e tecnologias. Não à toa que receberam 337% mais investimentos no primeiro trimestre de 2021 em comparação com 2020

Mas o que faz a Beep Saúde chamar a atenção de investidores? Quando falamos de pandemia, o cenário exige o distanciamento social, e a startup oferece justamente um serviço que ajuda a curar essa dor, o atendimento de saúde a domicílio por um preço compatível com o mercado. 

Além disso, quando comparada ao Dr. Consulta, por exemplo, uma das pioneiras no setor de saúde (com preço popular) — e que em 2017 recebeu a injeção de 300 milhões — teve seu modelo de negócio colocado à prova durante o período. As clínicas foram reduzidas e, de um lado, a demanda diminuiu; do outro, foi preciso adaptar-se para converter os atendimentos para o digital, que por sua vez, aumentou.

POR QUE IMPORTA?

Em tempos de pandemia causada pelo coronavírus — e de vacinação em massa — as healthtechs marcam presença. Não à toa que, quando o assunto é investimento, um dos segmentos que mais receberam aporte (acima de US$ 100 milhões) no ano passado foi o de healthtech. Michael Nicklas, managing partner da Valor Capital Group, confirma a análise em nota: “antes da pandemia, não se tinha tanta certeza em relação à demanda e perspectiva dos serviços prestados por healthtechs. Durante todo o ano passado, as incertezas foram quebradas, mudando hábitos que certamente nunca voltarão completamente às suas origens. Não à toa, 2020 foi marcado por diversos aportes realizados em startups do setor de saúde”, escreveu.

“A pandemia mudou a forma como as pessoas cuidam da saúde. A prestação de serviços a domicílio, que já era relevante pela comodidade, tornou-se essencial para aqueles que queriam continuar a se cuidar sem se arriscar a uma exposição durante a pandemia”, escreveu Corteze.


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Jornalista especializada em carreira, empreendedorismo e inovação. Formada em jornalismo pela FMU e pós-graduada em marketing pelo Senac, atua na área de negócios há quatro anos. Passou por veículos como Pequenas Empresas e Grandes Negócios e Época NEGÓCIOS.

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