No tabuleiro de poder da Inteligência Artificial, Vladimir Putin entra para vencer.
Vladimir Putin, presidente da Rússia
, redator(a) da StartSe
5 min
•
21 nov 2025
•
Atualizado: 21 nov 2025
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A Rússia deu mais um passo para tentar se desvincular do Ocidente na corrida da inteligência artificial. Durante o AI Journey 2025, em Moscou, Vladimir Putin anunciou a criação de uma força-tarefa nacional para coordenar toda a estratégia de IA do país — e deixou claro que não se trata apenas de tecnologia, mas de soberania estatal, poder econômico e controle narrativo.
O presidente ordenou que o governo estabeleça uma sede central para gerenciar todos os programas de IA, com um plano de implantação que alcance todos os setores e regiões do país. Putin mira alto: quer que a IA gere mais de 11 trilhões de rublos (cerca de US$ 136 bilhões) para o PIB russo até 2030, colocando o país no mapa da autonomia digital.
Putin foi direto ao ponto:
“Não podemos permitir dependência crítica de sistemas estrangeiros.”
Segundo ele, os grandes modelos de linguagem se tornaram ferramentas capazes de moldar opinião pública, influenciar sociedades e impactar a segurança nacional. Depender de soluções americanas, europeias ou chinesas, portanto, é visto como risco geopolítico.
Na exposição que acompanhou o evento, o Kremlin apresentou seus avanços domésticos: o GigaChat, versões locais de robôs humanoides e o assistente virtual Alice, da Yandex — tentativa de sinalizar que a Rússia tem alternativas próprias.
Mas a ambição vai muito além do software. Putin anunciou que o país construirá 38 unidades de energia nuclear nas próximas duas décadas para suportar a explosão de demanda dos futuros data centers russos. A avaliação do Kremlin é que o consumo elétrico para IA vai triplicar nesta década.
O maior obstáculo, porém, permanece: sanções internacionais.
Sem acesso aos chips avançados da Nvidia, AMD ou TSMC, a Rússia depende de soluções próprias — ainda imaturas — e da parceria cada vez mais estreita com a China.
Hoje, o país aparece apenas na 31ª posição no AI Global Index da Tortoise Media, atrás de Estados Unidos, China, Índia e Brasil. Para tentar reverter isso, Moscou intensificou alianças no bloco BRICS, criando uma Rede de Aliança de IA com 17 associações de 14 países para desenvolver tecnologia e padronizações alternativas às do Ocidente.
A estratégia é clara:
se o Ocidente controla a infraestrutura da IA, a Rússia quer criar seu próprio ecossistema — técnico, energético e político.
Um movimento que reforça que a corrida global da IA já extrapolou a tecnologia. Ela virou economia, geopolítica e disputa por influência.
Por falar em AI Journey…
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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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