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Priscyla Laham, presidente da Microsoft Brasil: "a IA exige adaptação humana"

Ela traz um dado: 72% dos usuários de IA no Brasil afirmam que estão trabalhando de uma maneira que não seriam capazes de produzir há um ano

Priscyla Laham, presidente da Microsoft Brasil: "a IA exige adaptação humana"

Priscyla Laham, presidente da Microsoft Brasil no palco do AI Festival 2026

Bruno Lois

, Editor

4 min

13 mai 2026

Atualizado: 13 mai 2026

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Estamos saindo de “ninguém usa IA” para “ temos milhares de agentes de IA”. Mas no meio desse processo de aprendizado é preciso deixar claro que “IA é um habilitador e não o resultado final”. Assim Priscyla Laham, presidente da Microsoft Brasil, abriu sua participação no AI Festival 2026.

“Hoje basicamente quase tudo é possível, porém há um outro aspecto: a IA exige a adaptação humana. O humano não vai ser substituído, mas precisará de adaptação”, afirmou Priscyla.

Para ela, A IA vai expandir a capacidade do humano que buscar essa adaptação.

Ela cita o próprio contexto da Microsoft Brasil, onde o RH está muito empoderado por IA, Financeiro também, fazendo mais, sem a necessidade de grandes estruturas, amparados pela IA. 

Priscyla detalha que toda empresa, hoje, está em uma jornada para se tornar Frontier Firm.

Isso exige quatro etapas ordenadas: Trabalho Digital como Estratégia Central, Estrutura Fluida e orientada a resultados, Experimentação e aprendizado contínuos, Governança Ética do Trabalho Digital.

Entre os desafios das empresas hoje é a falta de contexto. 

“Sem contexto, a IA não vai ajudar na tomada de decisões. Vai simplesmente responder perguntas. E isso não vai elevar o nível de inteligência das empresas, nem o humano”.

“Inteligência é a peça central nesse jogo”, define.

A ideia é direta: as organizações líderes na era da IA não são aquelas que usam IA em alguns processos são aquelas operadas por IA e lideradas por pessoas. Nesse modelo, profissionais trabalham lado a lado com agentes inteligentes, e as camadas gerenciais intermediárias tendem a se tornar mais enxutas, com tomada de decisão mais horizontal e veloz. 

Laham defende que essa transição exige, antes de tudo, uma mudança cultural profunda, respaldada por governança de dados sólida e investimento em cibersegurança. 

Priscyla Laham assumiu a presidência da Microsoft Brasil em janeiro de 2025, tornando-se a terceira mulher a ocupar o cargo de CEO da empresa no país. Ela chegou ao posto após mais de 25 anos de carreira em tecnologia, com passagens pela IBM, Meta e por múltiplas posições dentro da própria Microsoft, onde trabalhou em mercados como Estados Unidos, Argentina e Uruguai, além de liderar parcerias de ISV para toda a América.

Sua gestão está profundamente marcada por dois compromissos assumidos pela Microsoft no mercado brasileiro: o investimento de R$ 14,7 bilhões em infraestrutura de nuvem e IA até 2027 — com os dois primeiros data halls já em operação em São Paulo — e a meta de capacitar 5 milhões de brasileiros em habilidades de IA até 2027, meta que já superou 6,6 milhões de inscrições pelo programa ConectAI.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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