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Por que o Magazine Luiza comprou a startup SmartHint?

Empresa fundada por Rodrigo Schiavini, aluno da StartSe University, foi vendida após quatro anos de sua fundação para o Magalu. Saiba por que chamou a atenção da gigante do varejo.

Por que o Magazine Luiza comprou a startup SmartHint?

, jornalista

9 min

7 abr 2021

Atualizado: 19 mai 2023

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Por Sabrina Bezerra

Foi em 2017 que a SmartHint, startup de Software as a Service (SaaS), dona de uma ferramenta de busca inteligente e recomendação de compras para e-commerce, foi fundada por Rodrigo Schiavini. Aluno da StartSe University, ele tinha o objetivo de transformar a compra pela internet mais intuitiva. Para isso, passou a oferecer o serviço baseado em machine e deep learning capaz de recomendar produtos de acordo com o perfil de navegação do consumidor — o que aumentaria a taxa de conversão do varejista. Deu certo. A empresa começou com dez clientes, um mês depois tinha mais de cem, e hoje conta com uma cartela de exatos 1100 clientes. E não para por aí: nesta quarta-feira (07/04), foi anunciado que o Magazine Luiza comprou a startup. O valor da aquisição não foi divulgado.

COMO FUNCIONA A SMARTHINT E POR QUE VENDÊ-LA?

Imagine que você pretende fazer uma compra em um e-commerce. Você acessa o site, e ele — com base em inteligência artificial — o personaliza de acordo com o seu gosto. Em outras palavras, o sistema faz um mapeamento de informações individuais e assertiva para recomendar produtos para você. O sistema mostra vitrines com produtos mais vistos, mais vendidos, lançamentos, ofertas especiais, entre outros. Além disso, faz a leitura de cor e de categoria ideal para você. E também permite que a busca seja feita por comando de voz. 

Mas por que vender? Em entrevista à StartSe, Rodrigo Schiavini, fundador e CEO da SmartHint, conta que, neste momento, não era o plano vender a startup. Ao contrário, “o caminho original era fazer novas análises de investimento e a gente fazer aquisições”, diz. No entanto, com o Magalu aconteceu uma sinergia cultural, com o propósito de desenvolver o varejo e continuar tendo liberdade para trabalhar. Ele explica que, embora a aquisição tenha sido feita 100% — ou seja, ele não terá participação como dono —, continuará trabalhando como administrador da startup. “Tudo continua igual para a base de clientes e para os quarenta colaboradores. E isso é o que é mais bacana, essa liberdade de continuar inovando e melhorando tudo o que a gente faz”, afirma Rodrigo. Eles irão trabalhar junto com o time de Luizalabs, controlada pela companhia. “Ganhamos reforço e impulso tecnológico para crescimento do varejo — e, agora, atendendo também o ecossistema, Magalu”, diz. 

O QUE FEZ O MAGAZINE LUIZA COMPRAR A STARTUP SMARTHINT?

O ano começou em clima de aquisições para o Magazine Luiza. Em pouco mais de um mês, por exemplo, a empresa já comprou cinco empresas. As últimas (antes da SmartHint) foram a plataforma de supermercados VipCommerce, app de delivery de comida do ToNoLucro; a plataforma de bares e restaurantes GrandChef; e o site de moda Steal The Look. O objetivo é fortalecer o varejo e se tornar cada vez mais um superapp. 

"Com a SmartHint, o Magalu irá ampliar ainda mais a assertividade da busca dentro do seu SuperApp – que já conta com mais de 26 milhões de itens disponíveis. Além disso, a experiência de compra dentro dos mundos e mini-mundos – especializados em categorias como moda, esportes, mercado, livros e food delivery – será aprimorada com recomendações ainda mais personalizadas e inteligentes", disse a empresa em comunicado

Para Rodrigo, dois fatores foram importantíssimos para a compra: a tecnologia — como o buscador inteligente e principal produto e a busca por voz; e a capacidade de crescimento da startup. “Crescemos muito rápido justamente por oferecer uma ferramenta simplificada. A Magalu tem o propósito de digitalizar o varejo brasileiro. Para isso, de ferramentas que facilitem esse processo”, conta. 

POR QUE IMPORTA?

É importante ficar de olho: o mercado de Software as a Service (SaaS) ou Software como serviço, em português, — que a SmartHint faz parte — está a todo vapor. Segundo a pesquisa “Mercado Brasileiro de Software – Panorama e Tendências 2020”, realizado pela ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) em parceria com o IDC, para 2021 a projeção é de que mercado de desenvolvimento de software no Brasil deva crescer cerca de 10%. É um mercado tão promissor que a consultoria Gartner prevê crescimento mundial de 18% em gastos com Nuvem Pública em 2021. E quando falamos de SaaS, a previsão da consultoria é de movimentar US$ 117,7 bilhões .

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Sabrina Bezerra é jornalista especializada em carreira e empreendedorismo. Tem experiência há mais de cinco anos em Nova Economia. Passou por veículos como Pequenas Empresas e Grandes Negócios e Época NEGÓCIOS.

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