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Pinterest lança filtragem por tons de pele; por que a sensibilidade à diversidade está em alta?

Ferramenta permite que os usuários filtrem a tonalidade de pele ao buscar por termos relacionados à beleza chega ao Brasil. A novidade surge em meio ao crescente debate sobre diversidade e inclusão nas empresas.

Pinterest lança filtragem por tons de pele; por que a sensibilidade à diversidade está em alta?

Pinterest lança recurso de gamas de tons de pele no Brasil (Foto: Divulgação blog Pinterest)

16 min

23 mar 2021

Atualizado: 30 nov 2022

Por Sabrina Bezerra

Este mês, o Pinterest, rede social de fotos inspiracionais, anunciou oficialmente a chegada no Brasil da gama de tons de pele. Trata-se de uma ferramenta que permite que os usuários filtrem a tonalidade ao buscar por termos relacionados à beleza. Basta clicar nos botões e escolher uma paleta específica (imagem abaixo). O novo recurso também pode servir de impulso para aumentar a representatividade do conteúdo exibido na rede social.

A medida ocorre após a empresa identificar que, durante o ano passado, os usuários que tinham acesso ao recurso usaram cinco vezes mais a ferramenta para se inspirar no conteúdo de beleza. “Com essa última expansão, permitiremos que um número maior de pessoas em todo o mundo personalize suas pesquisas”, afirma a empresa em comunicado. Isso só reforça a importância em oferecer serviços diversos e inclusivos. 

Em nota, Tyi McCray, chefe global de inclusão e diversidade, diz que deixar a plataforma globalmente inclusiva é prioridade para a companhia. “Queremos que todas as pessoas ao redor do mundo descubram ideias que sejam personalizadas, relevantes e parecidas com quem elas são”, escreveu. 

Nova ferramenta do Pinterest: gama de cores (Crédito: Divulgação Blog Pinterest)

SENSIBILIDADE À DIVERSIDADE E INCLUSÃO CRESCE NO MERCADO

O debate sobre diversidade e inclusão tem crescido em todo o mundo e chegou na pauta de startups e grandes empresas. Não à toa, a sociedade — e principalmente os Millennials e a Geração Z — passou a exigir iniciativas e posicionamentos das companhias. O tema também faz parte da agenda ESG (mas esse, é assunto para outro artigo). 

Segundo Juliana Alencar, Chief Culture Officer da StartSe, já faz um tempo que o Vale do Silício, por exemplo, provou que diversidade não é uma pauta a ser pensada apenas no caráter humano e social. “[O assunto] passa para a ser olhado por toda a liderança”, afirma. De acordo com ela, “quanto mais diverso for o time, maior será a capacidade de um produto ser global."  

Vale lembrar, o tema diversidade e inclusão envolve: deficiência, etnia, gênero, LGBTQI+, entre outros.

Pinterest lança recurso de gamas de tons de pele no Brasil (Foto: Divulgação blog Pinterest)

PESQUISAS

Os estudos apontam que empresas que apostam em diversidade têm probabilidade maior de alcançar resultados financeiros acima da média do mercado. Quando falamos de equidade de gênero dentro das empresas na América Latina, por exemplo, um estudo da McKinsey mostra que as mulheres executivas trazem — em média 14% — a mais de faturamento quando comparadas aos homens em cargos de liderança

No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao menos 45 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência. O número representa cerca de 25% da população. Segundo outra pesquisa do IBGE, 56% da população é negra (preta ou parda). 

Portanto, ao criar ferramentas e soluções, “é importante olhar para essas pessoas como consumidoras e olhar para o poder de consumo que esse público tem”, disse Carolina Ignarra, CEO e fundadora da Talento Incluir, durante a aula Diversidade & Inclusão produtiva.

No entanto, segundo a especialista, é indispensável apoiar o tema — também — pela causa, não somente pelo lucro. Afinal, “diversidade e inclusão só alavancam quando se tem convicção de que é o certo a se fazer. Por conveniência, não funciona”, afirmou. Quer entender mais sobre diversidade e inclusão? Clique aqui

Diversidade e inclusão no ambiente de trabalho (Foto: Pexels)

A EXCLUSÃO E O SENTIMENTO DO CONSUMIDOR

Quando você sente que foi excluído — por amigos, colegas de trabalho ou familiares — é muito provável que você sofra. O sentimento de exclusão pode provocar a mesma sensação no cérebro que a dor física. Com uma diferença: a dor física, passa; a social, nem sempre. Os dados foram trazidos em um estudo chamado cérebro social, do especialista em neurociência David Rock.  

Portanto, se o consumidor não se sentir incluído ou representado, ele não vai consumir — e mais do que isso: não vai voltar à sua empresa. Por isso, para Carolina, antes de lançar novos serviços e produtos, as marcas precisam pensar em um mundo para todos. Por exemplo, “colocar intérprete de voz para quem não escuta [quando apresentar um evento ou palestra] antes da pessoa com deficiência auditiva chegar [e não deixar para o próximo evento] senão, ela não volta [para consumir o conteúdo]'', disse. 

CASES DE INCLUSÃO E DIVERSIDADE

Além do Pinterest, outras empresas estão buscando oferecer produtos diversos e inclusivos aos consumidores. É o caso do TikTok, aplicativo de mídia para compartilhar e criar vídeos curtos. No ano passado, a rede social lançou uma ferramenta que permite pessoas com epilepsia pular vídeos de conteúdos fotossensíveis (que podem desencadear uma crise). 

Já o Facebook for Business, lançou um calendário trimestral para incentivar a diversidade nas campanhas publicitárias. Neste mês, o Twitter lançou o Twitter Spaces (concorrente do Clubhouse, rede social famosinha do momento), que permite aos usuários criar salas de bate-papo em áudio, com a opção de transcrição — o que facilita a inclusão de pessoas com deficiência auditiva. 

Post do jornalista deficiente auditivo Liam O'Dell, que recebeu acesso antecipado ao Twitter Spaces (foto: reprodução)

Na indústria da moda, em fevereiro deste ano, a Semana de Moda de Milão foi marcada pelo movimento Black Lives Matter (organização internacional que lidera protestos contra a injustiça racial). O evento foi virtual, e as roupas luxuosas assinadas por estilistas negros foram destaque no evento. Ainda em fevereiro, a Savage X Fenty, companhia de lingerie, criada pela cantora Rihanna, nomeou a primeira embaixadora com nanismo: a Tamera McLaughlin. Já a Havaianas tem a linha de produtos chamada Pride, lançada inicialmente na semana do orgulho LGBT, e se tornou uma categoria permanente. Além disso, o site tem a opção tanto faz [caso o consumidor não queira escolher entre feminino e masculino]. A Chanel — em mais de uma década — teve este ano sua primeira modelo plus-size, a Jill Kortleve. 

Quando o assunto é decoração, a IKEA, empresa de móveis domésticos, lançou o projeto ThisAbles, em parceria com as organizações sem fins lucrativos Milbat e Access Israel. A marca é responsável em criar soluções personalizadas para pessoas com necessidades especiais e com deficiências. 

TECNOLOGIA X DISCRIMINAÇÃO ALGORÍTMICA  

De aplicativos bancários a carros autônomos, não é segredo que a inteligência artificial trouxe uma série de benefícios para o cotidiano. Mas por outro lado, a tecnologia pode seguir estereótipos machistas, preconceituosos e racistas ― seja nas redes sociais ou em quem vai ser preso. Você deve estar questionando como isso é possível. Vamos por partes. 

Segundo Dora Kaufman, professora da PUC-SP e pesquisadora dos impactos éticos/sociais da inteligência artificial, “os algoritmos não são preconceituosos nem racistas. Um algoritmo é uma linguagem matemática, logo não é agente, não tem intenção. Os preconceitos surgem nos modelos estruturados por desenvolvedores/especialistas. No caso dos algoritmos de inteligência artificial (IA), o chamado viés está fundamentalmente na base de dados considerada no modelo (para elaborar, mas principalmente para treinar os algoritmos). Os dados refletem o comportamento da sociedade, ou seja, neles estão embutidos os preconceitos da sociedade", afirma. 

Fachada do escritório do Google em NY com as cores do orgulho LGBTQIA+ (foto: Alexi Rosenfeld/Getty)

“No caso da técnica de IA chamada redes neurais profundas (deep learning, em inglês) o viés nos dados manifesta-se basicamente em duas situações: a) quando a base de dados considerada pelo desenvolvedor do modelo não contempla o universo do objeto em questão (por exemplo, reconhecimento facial tem que contemplar uma base de dados composta proporcionalmente pela composição racial da população do país) e b) quando a realidade é efetivamente enviesada (exemplo, profissionais de tecnologia são 80% formados por homens), neste caso o desenvolvedor tem que estar atento e agir para equilibrar a base de dados”, diz Dora.

O caso público mais recente sobre o assunto aconteceu no ano passado, quando usuários do Twitter disseram que o sistema de inteligência artificial da plataforma priorizava, na maioria dos casos, o recorte automático de imagens de pessoas brancas. A rede social não entendeu o porquê, mas o burburinho na web a fez mudar a maneira de exibir fotos em seus aplicativos (Android e iOS). A solução — ainda em fase de teste — foi exibir a imagem no seu formato original, sem cortes, ao invés de usar algoritmos. 

Como evitar que os algoritmos reproduzam os vieses de seus criadores? Segundo a especialista, “os desenvolvedores, sejam especialistas e/ou empresas de tecnologia, têm que tomar cuidado na escolha da base de dados para treinar os algoritmos. Se no limite não for possível eliminar, ao menos reduzir, no mínimo deveria ser obrigatória uma espécie de bula alertando os futuros usuários do viés contido no modelo.”

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Jornalista especializada em carreira, empreendedorismo e inovação. Formada em jornalismo pela FMU e pós-graduada em marketing pelo Senac, atua na área de negócios há quatro anos. Passou por veículos como Pequenas Empresas e Grandes Negócios e Época NEGÓCIOS.

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