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PaGol vai além das milhas e entra em crédito consignado

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4 min

25 jun 2024

Atualizado: 25 jun 2024

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Imagine você – ou alguém que trabalha na sua empresa – pegar um crédito consignado e, ao pagar a última parcela, se livrar da dívida e ainda ter uma viagem à espera. Se os planos da PaGol evoluírem como ela planeja, isso será, em breve, algo comum.

A oferta faz parte do plano de ampliação das operações da fintech que nasceu com a proposta de ser o banco digital de quem gosta de viajar e começou a ser apresentada ao mercado há cerca de dois meses. "A ideia é dar um crédito consignado como o mercado faz, mas a gente tem um diferencial que é a milha, que a gente dá na aquisição, e em alguns momentos, dependendo da negociação, pode dar na parcela. Então o cliente pega um crédito com condição melhor e no fim do ano, dependendo do valor do empréstimo, pode fazer uma viagem", disse Ravel Lage, CEO da companhia em conversa para o podcast do Startups, o MVP. O episódio completo estará disponível amanhã (26) no YouTube e em todas as plataformas de áudio. Segundo ele, a proposta tem sido bem aceita por RHs e colaboradores.

O produto de crédito consignado foi colocado no mercado tem pouco tempo, mas já vem sendo construído e testado desde o início das operações da PaGol, há um ano e meio. Os primeiros clientes são a própria companhia, a Gol e a Comporte, a holding de transporte dos irmãos Constantino, que tem 15 mil colaboradores. Com uma abordagem conservadora na concessão – e sem vantagem nenhuma em relação a outros players por se tratar de uma empresa do grupo – os indicadores de perda estão positivos, abaixo dos níveis do mercado, segundo Ravel.

Nesse processo de expansão, a PaGol não pretende fazer um esforço comercial agressivo. O plano é manter sua estratégia de crescimento orgânico, focado em quem gosta de viajar e seguindo o objetivo de gerar negócios para o grupo – ou seja, vender um assento. "A gente é pé no chão. Começamos com empresas mais próximas, que passam no nosso modelo", ponderou Ravel. Segundo ele, a PaGol não tem milhões de reais disponíveis para fazer campanhas de marketing para aquisição de clientes. E o plano não é criar uma base enorme para depois descobrir formas de monetização. A ideia é já ganhar dinheiro enquanto cresce. Neste sentido, a entrada no mercado de crédito abre novas possibilidades, como o financiamento de viagens dentro da Gol, ou até mesmo de outras companhias aéreas no futuro. Dentro do plano de ampliação de ofertas está a entrada em áreas como meios de pagamentos. A PaGol opera com uma licença de Sociedade de Crédito Direto (SCD).

Hoje a PaGol oferece uma conta digital com cartão de débito de bandeira Visa. O principal chamariz da conta é a possibilidade de ganhar milhas em transações como compras, pagamento de boletos e ter saldo em conta. Também é possível comprar e transferir milhas para o programa Smiles com condições especiais. Em todas as transações a companhia repassa praticamente tudo o que teria de ganho (spread) em milhas para os clientes. Por isso, sua principal fonte de receita atualmente é o programa Turbo Milhas, um plano de assinatura que custa R$ 39,90 por mês e tem como principal benefício a aceleração da quantidade de milhas acumuladas no uso dos seus produtos.

Ravel não abre os números absolutos da operação, mas diz que, em menos de dois anos, a PaGol já gerou dezenas de milhões de milhas para a Smiles e tem milhões de reais de transações diárias - o número está entre um e 10 milhões. Desde que nasceu, a base de clientes cresceu 7,7 vezes e a receita cinco vezes. O crescimento trimestral está na casa de dois dígitos. Em conversa com o Startups no fim de 2023, a companhia falava que tinha superado a marca de 100 mil clientes e que tinha a meta de chegar ao breakeven ainda naquele ano.

Ter uma nova área de atuação é bom para a geração de novos negócios, e também deixa a companhia menos vulnerável em relação a questões relacionadas a seu principal parceiro: a Gol está em recuperação judicial (Chapter 11) nos EUA. “Hoje se não fosse o pilar de fidelidade a companhia continuaria operando com a oferta de crédito. A PaGol continuaria existindo”, garante Ravel. Apesar de ter Gol no nome, a PaGol não está diretamente ligada à companhia aérea. O projeto nasceu dentro da Smiles, mas a operação fica debaixo do grupo Comporte, a holding dos irmãos Constantino.

A chegada da PaGol no mercado de crédito acontece em um momento complicado para o mercado, com restrição na concessão de recursos por conta dos juros altos e aumento na inadimplência. Para Ravel, não poderia haver momento melhor. “Se eu tivesse entrado seis meses antes, eu estaria com os mesmos problemas [do mercado]”, pontua.

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