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Quais os segredos do investimento em startups?

Todo mundo quer achar o próximo Google ou Facebook. Conheça os segredos para buscar grandes retornos no Venture Capital – regiões, estágio e ciclos macroeconômicos.

Quais os segredos do investimento em startups?

Conheça os segredos do investimento em startups. (Foto: GettyImages).

, Head de Conteúdo na Captable

8 min

19 dez 2022

Atualizado: 11 jan 2023

Todo mundo quer achar o próximo Google ou Facebook e investir antes mesmo deles chegarem a Bolsa de Valores. É assim que o Venture Capital, o investimento em startups, constrói os grandes retornos: ao investir – muito cedo – em companhias com grande potencial de escala. Mas qual o segredo?

A verdade é que startups como Google e Facebook ficam restritas a regiões específicas. Ainda assim, a maioria daqueles que escolhem investir em startups – em diversas regiões do mundo – ganham dinheiro.

Cada região, uma especificidade

Essa especificidade do tipo de startup encontrada em cada região faz com que investidores já busquem negócios diferentes em cada ecossistema: para quem investe nos EUA ou na China, a busca são pelos potenciais gigantes do futuro, como Google e Facebook; para investidores de Israel, a busca é por empresas que criam as tecnologias de base, também chamados de deeptech; no Brasil e na Europa, a busca é por startups que oferecem soluções comuns, mas com potencial de atender a uma grande base de consumidores.

Embora diferentes estágios de desenvolvimento do ecossistema de inovação sejam encontrados em diferentes regiões, o Brasil permanece um dos melhores lugares para se investir: uma média de 1100 empresas novas surgem por ano no país, muitas delas com empreendedores extremamente qualificados à frente.

Para investidores do ecossistema brasileiro, o destaque são as empresas de Software as a Service (SaaS), especialmente aquelas que atuam no mercado B2B – ou seja, vendem seus softwares para empresas, geralmente via assinatura. Outros segmentos destaque são as empresas de varejo, fintechs e marketplaces.

Não é segredo: além da região, momento importa

Mais do que a região, é importante que os investidores se atentem ao momento de mercado na hora de investir. Atualmente, por exemplo, a queda do valuation nos estágios mais iniciais sinaliza o momento ideal para entrada de investidores – o mercado vem se provando resiliente e os valores de mercado estão se ajustando rapidamente à nova realidade.

Para quem quer começar a investir, a correção no valuation das startups em estágio inicial representa uma característica positiva – com uma entrada mais atrativa, a probabilidade de ganhos maiores para os investidores aumenta.

 

Os ciclos da inovação

Essa volta à mediana histórica de valuations, após um momento de contração macroeconômica, deve trazer a melhor safra de startups da década – um resultado frequente dos movimentos cíclicos desse mercado.

Nesse momento o mercado de tecnologia está atravessando seu quinto macrociclo, durante os 20 anos mais produtivos pós-internet – ou seja, é a hora de investir com alto nível de certeza de que o mercado está desenvolvido e sem precisar se basear em especulações sem fundamento.

Além do macrociclo, o mercado está vivendo o período mais produtivo da era do software, se encaminhando para o final do ciclo de tecnologia móvel e no início da era cripto.

5 dicas para encontrar boas oportunidades

Os investidores do Venture Capital costumam adaptar suas teses, criando novas, para cada ciclo do mercado. Para interpretar os sinais do mercado, cinco pontos podem ser observados:

1. Taxa de Graduação

A taxa de graduação se refere a uma estatística que indica o potencial de sucesso das empresas que estão sendo analisadas para receber investimento. Para ter sucesso, a startup geralmente precisa receber diversas rodadas de investimento, graduando de uma fase para a próxima. Daí o nome das séries A, B, C, em diante. 

Historicamente, de cada 1000 empresas que recebem capital anjo, 100 chegam ao seed, 25 em série A, 12 na série B, 6 na série C, 3 na seguinte e apenas 1 no exit.

 

2. Intervalo

Um segundo fator observado é o intervalo de tempo entre rodadas de investimento. O tempo entre cada rodada costuma ser de 18 a 24 meses, caso o intervalo entre rodadas esteja muito abaixo ou muito acima da média, é um sinal vermelho para os gestores, que entendem que ou a startup está deixando dinheiro na mesa, ou queimando caixa demais antes de alcançar o próximo estágio.

 

3. Tamanho dos rounds

Além do intervalo, o tamanho das rodadas também é um indicativo da saúde do negócio. Em média, investidores aportam US$ 500 mil no pré-seed, US$ 2 milhões no seed e US$ 5 milhões na série A, por exemplo. 

Se uma startup conquista rounds muito menores ou maiores que a média, pode ser um sinal de alerta – se capta valor demais em estágio muito inicial, provavelmente comprometeu uma parte muito grande do cap table no início da trilha de investimento. Se levanta uma rodada muito pequena, talvez não tenha caixa para desenvolver o negócio para atrair investidores da próxima série de investimento.

4. Tração

O que a startup faz com o capital também é um fator analisado: todo investimento de Venture Capital tem como objetivo aumentar a tração do faturamento da startup, ou seja, acelerar o ritmo de aumento das receitas do negócio. Para entender a tração, observa-se a capacidade de uma startup gerar caixa no momento de cada uma das rodadas de investimento.

 

5. Valuation

Por último, o valuation, ou quanto os investidores estão pagando pela participação nessas empresas é avaliado. 

De 2019 a 2021 o mercado como um todo teve uma elevação de todos esses pontos. Isso indicava que havia uma distorção – uma bolha. Para os bons gestores e investidores era claro que era o momento de investir menos e desinvestir (vender a participação) do máximo de startups que estivessem performando bem. Em um momento de alta, descolado do mercado em geral, era hora de vender e realizar os ganhos.

Por que importa?

Em 2023, com valuations já corrigidos e um possível aumento do apetite dos fundos de Venture Capital, o início de um novo ciclo de investimentos em startups deve ocorrer. Os segmentos destaque devem continuar sendo liderados pelas fintechs, já que ainda há largas oportunidades de revolução em outras áreas além dos bancos digitais, que receberam boa parte da atenção até o momento; healthtechs devem continuar em voga, mesmo após a pandemia; retailtechs devem aproveitar novas oportunidades depois do boom do e-commerce em 2021; e as climatetechs podem se tornar novas preferidas dos investidores – de olho no ESG e na atenção governamental global em soluções que possam auxiliar o planeta.

No próximo ano, os investimentos através das plataformas – crowdfunding – devem crescer exponencialmente, com investidores finalmente percebendo a virada de chave proporcionada pela Regulação 88 da CVM – especialmente, a possibilidade de negociar ações entre investidores e a chegada de negócios mais maduros, com rodadas maiores.

Quer começar 2023 surfando essa tendência? A Captable permite investir em startups começando com R$ 1000, uma oportunidade única para diversificar e incluir um novo ativo em sua carteira. A plataforma foi a primeira a disponibilizar o mercado subsequente, chamado de Captable Marketplace, onde é possível negociar as ações das startups entre investidores, definindo o valor desejado e realizando ganhos antes mesmo de um exit. Cadastre-se na plataforma e descubra o futuro.


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Imagem de perfil do redator

Victor Marques é Head de Conteúdo na Captable, maior hub de investimentos em startups do Brasil, que conecta seus mais de 7000 investidores a empreendedores com negócios inovadores. Escreve há mais de dois anos sobre inovação. Formado em Letras e Mestre em Linguística pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

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